Por Parabólica
Em 10/06/2019

Bom dia,

A agressão de um estudante de contabilidade da Universidade Federal de Roraima (UFRR) contra servidores, inclusive a um pró-reitor da instituição não é fato isolado. Não só em Roraima, mas em todo o Brasil. No estado de São Paulo, o primeiro mundo do Brasil em relação a outras unidades da federação, 51% dos professores das escolas estaduais já sofreram algum tipo de agressão por parte de alunos. Nesses tempos de direitos humanos exacerbados, os autores da violência são transformados em vítimas das desigualdades sociais e quase todos permanecem impunes.

No transcorrer das últimas décadas reprovar um aluno, em escolas públicas e particulares, tornou-se tarefa das mais difíceis na prática docente. Há sempre novas tentativas para diminuir a repetência nessas escolas; voltamos a insistir nas públicas e nas privadas. Essas escolas parecem que fazem assim para evitar que a família dos repetentes possa puni-los. O resultado dessa política educacional esta aí para todos verem. O Brasil está sempre na rabeira de todos os rankings de avaliação escolar na comparação com outros países, inclusive de alguns com nível de desenvolvimento menor que o nosso.

Além de afrouxar a avaliação dos alunos, a nova escola tupiniquim dos direitos humanos exacerbados, não exige qualquer nível de disciplina. Em nome de uma visão libertária, que ninguém sabe onde vai parar, os professores e os dirigentes das escolas públicas estão literalmente proibidos de cobrar condutas de alunos criadores de caso, uma convivência educada e civilizada entre eles próprios; e entre eles e seus professores. Tudo é permitido, inclusive em muitas delas, o consumo livre de drogas, que no limite do uso destrói socialmente muitas dessas vidas que apenas estão iniciando.

É nesse ritmo que o Brasil vai se tornando um país que se envergonha diante de outras nações, que sabem que vivemos num mundo cada dia mais globalizado, e que na competição entre os vários sistemas econômicos nacionais levará vantagens aqueles países que preparam sua população tecnicamente, e com noções básicas de convivência social. Sem regras mínimas, vamos estar sempre na rabeira da competição econômica neste mundo globalizado. Que ninguém se engane, esse exacerbamento de direitos humanos, muitos deles difusos, é parte do jogo de competição do plante mundializado.

LOJAS FRANCAS

A notícia está hoje publicada cá na Folha. Até agora, apesar da Prefeitura Municipal de Bonfim ter providenciado uma área própria para a localização das Lojas Francas (Free Shop) naquela cidade, tendo inclusive realizado processo licitatório para a venda de terrenos onde serão construídas as lojas, até agora nenhuma empresa requereu junto à Receita Federal do Brasil (RFB), em Boa Vista a habilitação para funcionar como tal. A informação, foi dada ontem, domingo (09.06) pelo delegado estadual da RFB-Roraima, Omar Rubim Júnior. Sem esse requerimento e a consequente liberação, nada de Lojas Francas naquela cidade fronteiriça entre Brasil e República Cooperativista da Guiana. 

CAPITAL

As exigências da Receita Federal para habilitar as Lojas Francas a funcionarem na cidade de Bonfim não são muitas, mas uma delas parece ser uma barreira que afasta muitas empresas locais do projeto. O capital social exigido das empresas para operarem Lojas Francas, em qualquer das chamadas cidades gêmeas onde elas foram autorizadas a funcionar é de R$ 2 milhões, o que decididamente elimina a maioria das empresas locais. A essa exigência já foi amenizada porque antes era o dobro, R$ 4 milhões. Talvez essa seja uma das razões do pouco interesse até agora demonstrado pelos empreendedores locais.

BANCADA

Antes que alguns mais apressados venham criticar a Refeita Federal de Roraima pela exigência, é bom esclarecer que aqui, os auditores e a direção local apenas fazem cumprir a lei que criou as Free Shops, nas cidades gêmeas. Na verdade, a remoção dessa barreira -exigência de capital social tão elevado-, que elimina a possibilidade da maioria das empresas locais de participarem das Lojas Francas, em Bonfim e também em Pacaraima, é tarefa que desafia a bancada federal do estado em Brasília. Não é tarefa fácil, mas tem de ser tentada.

ELEIÇÃO

Na avaliação do cientista político, e professor doutor em Ciência Política da Universidade Federal de Roraima, Roberto Ramos, que ontem foi um dos entrevistados no programa Agenda da Semana, da Rádio Folha FM 100.3, o cenário eleitoral para a disputa pela Prefeitura Municipal de Boa Vista (PMBV) ainda está por se formar. Ele, no entanto, aposta que a força política nos deputados estaduais com assento na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) deve ser protagonista naquela eleição. Em outras palavras, o professor Roberto Ramos aposta que um dos candidatos mais fortes na disputa pela PMBV deverá ser um nome apontado pelos deputados estaduais.

GRANA

É o fim dos mundos. Fontes de Brasília, e vem de um jornalista dos mais bem informados de Brasília, Cláudio Humberto, dá conta de que os partidos do chamado Centrão, já mandaram um curto e grosso recado para o Palácio do Planalto: só aprovarão os pedido de crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões, que são necessários para o pagamento de várias despesas do governo federal; como bolsa família, Valores do Benefício Continuado (VBC) e Plano Safra, sem incorrer em crime de improbidade, se o Executivo federal destinar 1% desse valor para emendas individuais. Seria algo extra, em torno de R$ 4,2 milhões para cada parlamentar (deputados federais e senadores).      

Parabólica
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