Por Parabólica
Em 10/09/2019

Bom dia,

Não resta dúvida que uma parte da imprensa brasileira – talvez seu braço mais forte – faça oposição cerrada, às vezes desonesta, ao governo de Jair Bolsonaro. E não parece ser oposição pessoal ou político-partidária. Ela é, na verdade, uma oposição ideológica que costuma ser a mais renhida de todas. E por isso, essa parte poderosa da imprensa brasileira tem inclusive afastado profissionais que não estão dispostos a fazer esse jogo ideológico. E para criar mais um pouco de mistério – que logo adiante vamos esclarecer – essa oposição passa longe da dicotomia entre direita e esquerda, como aparentemente é visto por parcela substancial da opinião pública brasileira.

O que divide e afasta radicalmente o governo de Jair Bolsonaro e essa parte de mídia brasileira são as questões ambientalista/indigenista e a política de gênero, ambas inseridas em dois sistemas internacionais – de meio ambiente e de direitos humanos – orquestrados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e com apoio de governos de países do primeiro mundo operados por milhares de organizações não governamentais, financiadas por grandes grupos financeiros internacionais, o que resta claramente afastado da esquerda, embora esta, depois do desmanche do império soviético, tenha assumido para si a bandeira do ambientalismo/indigenismo internacional e dos direitos humanos.

Não é segredo para ninguém que esse mesmo capital financeiro internacional também financia esta grande mídia com gordas cotas de patrocínio. Essa mídia incomoda e faz renhida e intensa oposição a Jair Bolsonaro – e como dissemos anteriormente, muitas vezes mentirosa e desonesta – e faz intensa campanha de pressão interna, e especialmente externa, para isolar o atual presidente do Brasil, para enfraquecê-lo e fazer recuar de suas propostas em relação aos dois temas que nos referimos. Isso, só não vê quem não quer; ou por falta de consciência política, ou por má-fé.

Acontece que Jair Bolsonaro parece não precisar de adversários. Pelo discurso e pela prática de algumas condutas, ele não parece ter sabedoria para separar o joio do trigo. Para atingir alguns desses órgãos ele investe contra toda a imprensa utilizando as prerrogativas de seu cargo para expedir Medidas Provisórias com doentia disposição de inviabilizar especialmente os jornais impressos sem distinção. E não é dessa maneira, e nem levando donos de empresas de comunicação para o palanque oficial de autoridades no 7 de Setembro, que ele vai conseguir vencer a forte oposição que lhes faz para da mídia ligada ao capital financeiro internacional. Quem viver, verá.

PODRIDÃO

A Nota de Repúdio publicada pela Federação Nacional de Policiais Rodoviários Federais contra o governo de Roraima é apenas a ponta de um grande e escabroso escândalo. Gente que teve acesso a determinados fatos apurados em inquéritos que foram suspensos por ordem superior dizem que Roraima se transformou num centro de operação de tráfico internacional de drogas, de armas, de lavagem de dinheiro com a participação de funcionários federais, empresários, policiais e de narcotraficantes internacionais que vivem no estado, acobertados por gente influente. É só podridão, dessas que deixam as possíveis falcatruas praticadas por políticos como coisa de criança malcriada.

VERGONHA

“Meu Deus! Dá vergonha morar numa terra tomada por bandidos de toda ordem. Dá vergonha, e insegurança, afinal, se por qualquer razão você contrariar o interesse desses bandidos, vai morrer. Me deu vontade de sair de Roraima. Com certeza essa história de desenvolvimento chegando é pura balela. Ninguém de boa índole virá investir numa terra onde quem manda são os bandidos do crime organizado. Para que se tenha uma ideia, eu soube que esse esquema criminoso que se instalou em Roraima tem ligações fortes com as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARCs) e seu esquema de tráfico internacional de armas e drogas. Se o presidente Jair Bolsonaro quer mesmo desenvolver Roraima, deveria primeiro mandar a Polícia Federal fazer uma limpeza por aqui”. Este desabafo foi feito por um leitor que trouxe as escabrosas informações à Parabólica.

SERÁ?

Deputados federais de Roraima prometem, mais uma vez, mobilizar lideranças partidárias para obstruir as votações desta semana na Câmara Federal. Isso porque, apesar das pressões feitas sobre o Palácio do Planalto, o governo do presidente Jair Bolsonaro não apresentou soluções efetivas para os problemas decorrentes da chegada diária de centenas de venezuelanos no Estado governado por Antonio Denarium (PSL). 

MEDIDAS

A informação foi dada pelo jornal Valor Econômico que citou duas medidas apontadas pelos deputados como emergenciais. Uma delas é um estudo para verificar a possibilidade de alterar a lei de migração. A ideia do líder do PRB na Câmara, Jhonatan de Jesus (RR), é estabelecer um limite diário para a entrada dos imigrantes. Em outra frente, Jesus pediu que o governo avalie a edição de uma medida provisória (MP) para a abertura de um crédito suplementar que garanta o envio de mais recursos ao governo de Roraima. 

NEGADA

A Procuradoria-Geral do Estado (Proge) publicou decisão negando pedido de transferência de uma procuradora que queria trabalhar em Brasília ou Manaus. A requerente usou como justificativa do pedido que queria “Os mesmos benefícios concedidos a outras duas procuradoras, em cumprimento ao princípio da isonomia”.

O governo negou o pedido alegando que a procuradora que está em Manaus exerce suas funções de forma satisfatória por mais de 10 anos, sendo desnecessário aumentar o quantitativo. Quanto à outra, o governo alegou que ela teve deferida sua remoção para a Representação da Proge, de Brasília, por força da remoção “ex officio” de seu cônjuge.

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