Por Parabólica
Em 20/08/2019

Bom dia,

O Brasil está entre dois fogos. De um lado, o aparato ambientalista internacional orquestrado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e suas dezenas de poderosas organizações não governamentais (Ongs), que representam os interesses dos países mais desenvolvidos e industrializados do Planeta que tenta encurralar o governo de Jair Bolsonaro (PSL) para praticar a mesma política ambiental que o Brasil vem adotando desde o governo Collor de Mello. Esse aparato tem o apoio de boa parte das mais poderosas empresas de mídia do país, que recebem gorda fatia de dinheiro vindo do exterior, e de “cientistas” que vocalizam a visão esquerdista tupiniquim.

De sua parte, o governo instalado desde janeiro de 2019 no país, tem um discurso de que sua política ambiental, especialmente sobre a Amazônia, será pautada pelos interesses reais do Brasil; e não pelo que nos mandam fazer os países estrangeiros, que se julgam também donos de nossa maior floresta, que eles dizem ser patrimônio da humanidade. Acontece que, apesar do discurso, com o qual muitos concordam, o atual governo brasileiro ainda não disse claramente qual é sua política ambiental para a Amazônia, em substituição àquela submissa aos interesses internacionais praticadas nos governos anteriores.

Ao contrário, ao fechar os olhos para a garimpagem ilegal – inclusive aqui em Roraima – e ao desmatamento criminoso, o governo de Jair Bolsonaro só fornece munição para seus poderosos adversários que o cercam desde o exterior – inclusive com intervenção direta do Estado do Vaticano que vai realizar agora, em outubro próximo, um Sínodo específico sobre a Amazônia –, e até internamente, como este encontro preparatório que se realiza atualmente em Salvador (Bahia). Se não explicitar rapidamente qual sua política ambiental para a Amazônia, o governo de Bolsonaro vai perder facilmente essa guerra.

ESGARÇAMENTO

Ninguém quer falar sobre o assunto, mas fontes da Parabólica dizem que as relações entre o presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier (SD) e o governador Antonio Denarium (PSL) já estiveram bem melhores. Isso pode ficar mais explícito ainda esta semana, se como está previsto, for colocada em votação a indicação de um nome de gestor da administração indireta, que obrigatoriamente deve ser submetida ao crivo dos deputados estaduais.

NÃO É VERDADE

Pelas redes sociais, que estão virando lixo e latrina, foi divulgado um convite para uma solenidade a ser realizada num hotel da cidade, no próximo sábado (24.08), onde seriam filiados vários políticos, todos ligados ao ex-senador Romero Jucá (MDB) ao PSB. No convite está consignado que logo após serão realizadas as eleições para a composição do novo Diretório Regional do partido. À Parabólica, o ex-prefeito Iradilson Sampaio, que preside o partido em Roraima, disse que não faz qualquer sentido aquele convite. “Se houvesse qualquer alteração do partido em Roraima, eu seria, naturalmente, o primeiro a ser avisado”.  

VISITA

O alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, depois de uma visita de quatro dias ao Brasil, disse ser necessário fazer um apelo urgente por maior engajamento internacional, inclusive por instituições financeiras e agentes de desenvolvimento, nas comunidades que abrigam refugiados e migrantes venezuelanos. "A solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela tem sido exemplar. Mas o impacto sobre as comunidades anfitriãs em estados como Roraima e Amazonas tem sido avassalador", disse Filippo.

INDECISOS

O movimento “Vem Pra Rua” criou uma ferramenta virtual chamada Mapa da Previdência com o objetivo de mobilizar a sociedade civil a fim de pressionar os parlamentares pela aprovação da Previdência, deixando clara a posição de cada um sobre o tema. Um mapeamento da vida pública do parlamentar indica sua pré-disposição sobre a reforma, o que gera informações sobre as formas de entrar em contato com o senador que ainda esteja indeciso ou não tenha declarado seu voto. De Roraima são considerados indecisos os senadores Telmário Mota (PROS) e Mecias de Jesus (PRB).

PRESSEM

Como já divulgamos sobre o estado de Roraima, também o município de Boa Vista não tem, em curto prazo, qualquer necessidade de embarcar na reforma da previdência para os servidores públicos municipais. A Prefeitura Municipal de Boa Vista acaba de informar que os servidores municipais podem contar com recursos garantidos por, pelo menos, 30 anos. O saldo atual financeiro do regime próprio de previdência do município (Pressem) é de R$ 660.736.338,60; e paga 321 aposentados e 224 pensionistas. E 6.779 servidores efetivos, na ativa, contribuem mensalmente ao fundo. 

ABSURDO

Com a autoridade de quem é filiado ao MDB desde 1965, o ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon, disse em entrevista ao Estado de São Paulo que o partido deve fazer uma “profunda reflexão” porque, se continuar como está, “corre risco de desaparecer”. Ele diz considerar “um absurdo” a permanência do ex-senador Romero Jucá na presidência do partido. “Ele deveria estar afastado. O presidente do partido tem de ser uma figura unânime na seriedade, dignidade e correção. Sem um pingo de resquício. Romero não é a pessoa certa para ser presidente do MDB. É negativo”, disse.

SUSPENSÃO 

O Secretário-Geral da OAB, José Alberto Simonetti, e o diretor tesoureiro da OAB, José Augusto Araújo de Noronha, se reuniram com o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Pediram a suspensão da abertura de novos cursos de em Direito pelo prazo de cinco anos, para que se verifique a qualidade dos cursos já existentes. Só em 2019, já foram autorizados 121 cursos de Direito com 14.891 vagas anuais. Hoje, já existem 1.684 cursos jurídicos em funcionamento no Brasil. Dos milhares de bacharéis formados anualmente, muitos não conseguem de ser aprovados no exame de ordem; e não podem exercer a advocacia.

Parabólica
parabolica@folhabv.com.br
SANTOS disse: Em 20/08/2019 às 08:23:21

"BOM DIA - Há poucos dias circulou nas redes sociais um texto atribuído a uma página de apoio ao Presidente Bolsonaro relatando os malefícios causados ao Brasil pela ideologia de tendência comuno/socialista, que governou o País nas duas últimas décadas, asseverando, ainda, que a ideologia em tela sofreu um forte revés nas eleições realizadas em 2018, mas que está longe de estar morta, em razão da metodologia utilizada aparelhando todas instituições, setores e instâncias dos três Poderes Constituídos da República Brasileira, interna e internacionalmente. - Centenas de nomes estão indiciados, sendo investigados ou envolvidos em processos que tramitam nas diversas instâncias judiciais, quase sempre de militantes dessa ideologia, encarregados de efetivar a doutrinação e/ou prover os recursos para sua concretização. - Incluem-se nesse universo figuras que ocupavam importantes cargos no Executivo, no Legislativo e até no Judiciário. - A afirmação de que esses agentes não estão mortos se comprova pela campanha difamatória contra o Brasil, em todos os segmentos, cujo objetivo é desestabilizar o atual governo através do fomento do descrédito pelas comunidades interna e externa. - No momento, a bola da vez é a questão ambiental, em que ONGs internacionais se voltam contra o controle que o governo brasileiro pretende instaurar nas instituições brasileiras ligadas ao assunto, deflagrada pelas modificações implementadas pelo governo no ?modus operandis? do Conselho Gestor do Fundo Amazônico, patrocinado por países como a Inglaterra, Alemanha e Noruega, alcançando cifra entre 300 e 400 milhões de dólares para preservação da floresta. - A crise acirrou-se quando o Presidente Bolsonaro indispôs-se com o dirigente do INPE, relativamente aos números do desmatamento na Amazônia. - As ONGs mencionadas, assim como militantes da esquerda disseminaram alegação de que o governo brasileiro pretendia maquiar o desmatamento negando as informações emanadas pelo INPE, assertiva plenamente rechaçada pelo senhor Ministro do Meio-Ambiente, que esclareceu que não se tratava de negação dos dados, mas inconformidade com a maneira sensacionalista, fantasiosa e tendenciosa de forma a dúbia provocar dúbia interpretação danosa à imagem internacional do Brasil. - A invasão que se verificou na embaixada brasileira, em Londres, tendo como escopo protestar contra a política ambiental brasileira, foi orquestrada pela WWF, ONG com sede naquele país e que atua no Brasil, integrante do Conselho Gestor do Fundo Amazônico. Consequência direta da campanha de desconstrução do Brasil, encetada pelos inconformados com a derrota eleitoral sofrida em 2018. - Países que contribuem para o Fundo Amazônico, com base nessas mesmas informações tentam pressionar o Brasil a manter as tratativas do fundo como antes, prontamente negado pelo governo Brasileiro, levando-os a suspender os pagamentos e recebendo fortes críticas do governo brasileiro, sugerindo que eles usem os mencionados recursos em reflorestamento em seus países. - Em que pese a reação do governo brasileiro possa parecer uma grosseria, há dados substanciais a comprovar que ela tem razão de ser. - No site https://diariodopoder.com.br, edição de hoje, dia 16/08/2019, encontramos a seguinte matéria: ?Engenheiro pós-doutor pelo INPE defende que ?desmatamento? é falacioso Para especialista, falta de coleta e tratamento de esgoto é o que prejudica mais o meio ambiente. O Brasil tem quase 60% do território coberto por florestas, e toda essa área preservada, de 4,9 milhões de quilômetros quadrados, é maior que a soma dos territórios dos 28 países da União Europeia. O engenheiro agrônomo Alfredo José Barreto Luiz, pós-doutor em Sensoriamento Remoto pelo INPE, escreveu que o discurso sobre desmatamento brasileiro ?é falacioso e ofusca outros grandes e mais urgentes problemas ambientais?, como falta de coleta e tratamento de esgoto. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Alfredo José Barreto Luiz explica que 48,6% da população têm coleta de esgoto e apenas 40% são tratados. Isso, sim, afeta o ambiente. Dados do INPE mostram que 94% do Estado do Amazonas está preservado. No Amapá, também na Amazônia, chega a 99,6%. Medita a palpitar sobre Amazônia, a Noruega tem mata em só 32% do território, sendo que metade foi plantada para exploração industrial. Restam à Alemanha menos de um terço do seu território ainda não desmatados. Na França, um pouco mais. Que vergonha.? - Resumindo, tudo isso vem ao encontro da afirmação do governo brasileiro de que o interesse dessas ONGs e países não está na manutenção da floresta simplesmente. Se a preocupação fosse, realmente, o florestamento, não necessitariam se preocupar tanto com a Amazônia e investiriam os recursos que enviam ao Fundo em reflorestamento permanente em seus próprios territórios. - Ainda, a ressaltar, que se o interesse primordial fosse a manutenção da floresta para preservação da vida humana haveria alocação de recursos também em outras áreas muito carentes como o Nordeste Brasileiro e, por que não enfocar, a restauração da Mata Atlântica, por exemplo. - Mas, não, tem que ser na Amazônia, ingerindo-se em assuntos de soberania nacional, pressionando pela criação e/ou ampliação de novas APA, APP e reservas indígenas, com um único objetivo: impedir que o Brasil invista na exploração do que existe no subsolo da região. São essas reservas, riquíssimas, de produtos e bens que já não existem no mundo, pelo menos não em tão substanciais quantidades quanto no Brasil. - Esta é a verdade que tentam tão forte e vilmente obscurecer, deixando estarrecidos todos os cidadãos de bem que não conseguem entender a cegueira que os opositores estão no mesmo avião e que sua torcida para que caia os tornarão vítimas fatais do mesmo acidente. - O governo do reino da Noruega bloqueou, neste mês de agosto, o repasse que faria para o Fundo Amazônico para o exercício de 2019 no valor de 133 milhões de reais, como se isso fosse uma fortuna a que todos deveriam fazer reverência. Realmente, é um valor considerável, mas ínfimo diante do lucro que aquele país auferiu através de exploração na Amazônia onde lucrou cerca de 2 bilhões de dólares. Ademais, ainda resta pendente as punições que sofreu pelos danos que provocou, alguns anos atrás, na cidade de Barcarena, Estado do Pará, além de outros processos por lançar rejeitos de minérios em caudais da região. - Muitas críticas, algumas até desrespeitosas, têm sido dirigidas ao Presidente Jair Bolsonaro em consequência de sua visão quanto à questão ambiental no Brasil. - O Presidente do Brasil tem dito que a Amazônia é do Brasil e dela o Brasil cuidará, sem a necessidade de lições de preservação de quem quer que seja, principalmente de quem não soube preservar sua biodiversidade e que continuam emitindo poluentes em quantidades muito maiores que o Brasil, a quem tanto acusam. - Dados divulgados por diversas instituições mundiais mostram que países europeus, e principalmente os mais críticos como Reino Unido, França e Alemanha, jogam na atmosfera poluentes em quantidade 5 vezes maiores que o Brasil. - Verifica-se, ultimamente, um recrudescimento dos discursos de Emmanuelle Macron e Angela Merkel, da França e Alemanha respectivamente, além da Monarquia da Noruega, quanto ao posicionamento adotado pelo Presidente Brasileiro, de que não admitirá ingerência de qualquer país nas decisões do governo brasileiro quanto à forma de preservação da Amazônia. - Esse antagonismo tem sido manifestado sob a forma de ameaças de suspensão do pagamento das parcelas para composição do Fundo de Preservação Amazônico, como se o Brasil dependesse desses recursos para a própria sobrevivência. - Vale a pena mencionar-se que o total do Fundo Amazônico, a que se referem os países mencionados, se aproxima de 300 milhões de reais, o que, diga-se de passagem, não é nenhuma fortuna em se tratando de tratados internacionais. - Por outro lado, o Ministério do Meio Ambiente do governo brasileiro, detectando a presença de inúmeras ONGs internacionais que desenvolvem atividades no Brasil e, mais especificamente, na Amazônia Brasileira, as quais não têm prestado contas dos recursos públicos recebidos, contingenciou a liberação desses recursos que, pasmem, alcança cifra que beira a casa do bilhão (quantia bem mais significativa que o Fundo Amazônico). - Porém, tudo isso pouca significância teria se não fosse os pronunciamentos de ilustres senadores de Estados Brasileiros encravados na Amazônia que se postam contra a defesa da Amazônia e da soberania nacional a que se refere o senhor Presidente da República Jair Bolsonaro, condenando o contingenciamento dos recursos das ONGs em tela e afirmando, categoricamente, que os recursos do Fundo Amazônico farão muita falta. - São fatos como esses que nos fazem desconfiar das postulações quanto à necessidade de ?articulação? do governo com os demais poderes constituídos da República, porquanto o odor que exala dessa propositura tem aroma dos mais acres. - A classe política brasileira ainda está a necessitar de muito defensivo penitenciário, pois as tratativas morais e éticas não conseguem surtir os efeitos que a sociedade exige. "

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