Perdido sem espaço - Folha de Boa Vista
Por Opinião
Em 20/01/2022

Perdido sem espaço

Afonso Rodrigues de Oliveira

“O campo da derrota não está povoado de fracasso, senão de homens que tombaram antes de vencer”. (Abraham Lincoln)

A manhã friinha e gostosa de ontem me fez passear pelo espaço do pensamento. Lembrei-me do dia em que cheguei a Roraima. Saí diretamente do Rio de Janeiro para o Bonfim, em Roraima. Vim voando no sonho do que li no jornal “O Globo”: “Emas e cavalos selvagens correndo pelo lavrado do Bonfim”. Cheguei ao Bonfim, passava da meia-noite. Chovia, e Bonfim era um lago só. Pela manhã não havia ninguém pela rua. Só aí descobri que era feriado, 29 de junho, dia de São Pedro.

Saí e vim conhecer Boa Vista. Cheguei e já passava da meia-noite. Aí conheci o amigo Adair Santos, que me encaminhou para a festa-junina, na Praça do Centro Cívico. E foi aí que tudo começou. Mas a historinha você já conhece de sobejo. Foi o enrolar de novelo que continua enrolando. E o importante é que ainda estou, orgulhosamente, aprendendo a desenrolar novelos de engodos.

Mas o mais importante foi que naquele encontro, entre mim e Roraima, nasceu o aborto de um filho que sempre viverá a felicidade de estar onde chegou. Perdido no espaço, mas firme no solo da vida. Temos muita história pra contar. Mas vamos maneirar. As amizades que construí neste solo de Macunaíma, são o esteio da minha felicidade. Os primeiros anos que vivi debaixo daquele tapiri, na Confiança I, no Cantá, nunca vai sair de minha memória. E espero reviver aqueles momentos, com o conforto que a experiência me proporcionou em todo esse tempo de afastamento daquele local, que é a raiz da minha felicidade roraimense.

Fiquei aqui, com a testa franzida, olhando para o portão e mastigando a ânsia de sair para caminhar pelas ruas da cidade que amo, com amor. Mas teria que sair com uma máscara. Desfranzi a testa, e voltei ao trabalho. Sorri porque me lembrei da Mirna Grzich, no seu quase hino, “Bendita Crise...”. Então vamos falar de coisas que nos ajude a não dar importância ao que não tem importância.

O número de amigos que construí numa amizade indestrutível, aqui neste universo de amor, não tem limites. Mesmo na minha prisão-domiciliar por conta da pandemia, tenho recebido visitas de amigos que moram e morarão para sempre, do lado esquerdo do peito, até mesmo quando este já não existir. E enquanto eu falava com os dedos no teclado, o Sol deu a cara. Chegou na fala do Ibraim Sued: “O segredo é não forçar a porta alheia. Bata devagarzinho e vá entrando de mansinho”. E foi assim que entrei pela porta deste Paraíso Terrestre, que é Boa Vista, de todas as vistas, de todos os amores, e que eu amo. Pense nisso.

afonso_rr@hotmail.com

99121-1460

Açúcar não é o vilão. O vilão é o excesso

Amanda E. Matos Falcuci é nutricionista na Flormel

Açúcares têm um papel importante no organismo como fonte de energia, mas seu consumo de forma exagerada pode trazer consequências. Em março de 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma campanha para alertar para alertar sobre o uso excessivo do alimento na rotina alimentar. Segundo a agência especializada em saúde pública, o recomendado é que cada pessoa consuma anualmente 18,2 kg de açúcar, isso equivale a 50g diárias.  O consumo médio no Brasil, no entanto, é de 30 kg por ano, ou seja, 80g ao dia, excedendo em 66% o recomendado. 

O açúcar é um carboidrato que ao ser digerido transforma-se em glicose, levando energia para o funcionamento das células. Quando seu consumo ultrapassa os limites, ocorre um desequilíbrio na produção de insulina, sendo que, o excesso desse hormônio no organismo pode ocasionar uma série de efeitos negativos.

Mas, afinal, por que comemos tanto açúcar? A ciência já demonstrou que a ingestão de alimentos doces gera uma sensação imediata de prazer e pode, literalmente, “viciar”. Porém não dá para comparar o que muitos chamam de ‘vício em comida’ com o vício em substâncias ilícitas. Isso porque nenhum alimento é capaz de gerar sintomas de crise de abstinência, por exemplo. 

Entre os malefícios da ingestão descontrolada de açúcar, estão a diabetes e a obesidade, mas eles não são os únicos. O excesso de açúcar branco, por exemplo, danifica a boa flora intestinal prejudicando a absorção de nutrientes e a imunidade. É, neste momento, que devemos nos alimentar com consciência, estando atento às nossas escolhas. 

Não precisamos cortar todo o açúcar, afinal, não é dessa forma que se alcança um emagrecimento saudável. Ele é um alimento que fornece energia e a sua falta pode afetar no humor e disposição. O mal está no excesso. O que deveria acontecer é o consumo do açúcar de maneira moderada, como tudo na vida. Procure não ultrapassar a quantidade diária recomendada e dê preferência ao açúcar naturalmente presente nos alimentos e às suas formas menos processadas. Vamos, assim, diminuir o excesso de açúcar? Comece reeducando o seu paladar e procure ingredientes e produtos de qualidade. 

Sobre a Flormel:

Fundada em 1987, na cidade de Franca em São Paulo, a Flormel traz a proposta de uma alimentação mais prazerosa e consciente. Comercializada em todo o Brasil, o propósito da marca é reconectar as pessoas com a vida natural, sendo natural uma vida real e sem filtros, com menos artificialismos. É um modo de viver simples, leve e com prazer.

A Flormel leva sabor com saúde em forma de chocolates, sobremesas e snacks da forma mais natural possível e tudo sem adição de açúcares para atender às mais diferentes necessidades alimentares e estilos de vida. É só coisa boa!

Opinião
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