Por Fabiano de Cristo
Em 07/05/2019

EDITORIAL

O assunto educação financeira tem como missão proporcionar uma orientação clara e objetiva de como trabalhar os recursos financeiros, sejam eles de renda (entradas) de qualquer espécie ou dispêndios (saídas).

Pessoas bem orientadas e acompanhadas financeiramente tendem a se adequar de maneira correta em como administrar seu dinheiro e entender como melhor usufruir de serviços e produtos, e auxiliar e incentivar a como desempenhar um bom retorno sobre seus investimentos.

Por Kildo Neto
Professor Finanças


Como fazer um Orçamento Pessoal ou Familiar

O orçamento deve ser visualizado como uma ferramenta que auxiliará o seu financeiro pessoal ou familiar, e irá contribuir para o alcance das suas metas e objetivos definidos. Um bom planejamento só é efetivamente consolidado quando se sabe aonde se quer chegar: com a economia de recursos, investimentos ou aquisições que realmente lhe tragam um retorno e satisfação.

Para iniciar o orçamento é necessário definir metas claras e objetivos que tenham um significado pessoal, toda e qualquer movimentação financeira seja de pequeno ou de grande recursos, devem ser incluídas uma a uma no orçamento de forma organizada por: receitas (rendas); todas as despesas (gastos); e todos os investimentos de maneira que estejam anotados.

Para um bom orçamento ser concretizado, é importante que ao final de cada período se tenha a disciplina de lançar as informações financeiras necessárias, e o comprometimento em adquirir o hábito de controlar os resultados.

No orçamento sempre há uma facilidade em saber a origem dos recursos, sejam elas frutos de seu trabalho realizado, ou por algum investimento efetuado que lhe trouxe retorno, benefícios recebidos ou herança. 

A ocorrência dessas origens e recursos são conhecidas como: salários; comissão de vendas; diárias; honorários; pró-labore; aluguel de imóveis; prêmios da loteria ou de resultados de rendimentos em aplicações financeiras.

Pesquisas revelam que a maioria das pessoas não sabem utilizar seus recursos (dinheiro), e acabam gastando de maneira desenfreada contraindo dividas, pagando juros altos, fazendo viagens em altas temporadas e não alcançando as realizações por conta de endividamentos ou mesmo de compras desnecessárias.

Uma pergunta básica que faço a você: e você sabe o quanto gasta todos os meses? Você sabe quais despesas consomem mais de sua renda?

O quanto você paga de juros? O quanto você compra ou paga para serviços que não são tão necessários, ou pouco utilizados no seu dia-a-dia?

Você planeja seus gastos? Quando planeja, cumpre com o seu planejamento?

A importância do orçamento financeiro pessoal irá oportunizar a você avaliar como é sua vida financeira, bem como definir prioridades que impactem na sua vida, seja ela pessoal, familiar ou profissional. Mas algumas tarefas do dia-a-dia são fundamentais como: conhecer a sua realidade financeira; seu potencial de compras, gastos; padrão de vida, assim como, definir melhor seus projetos, fazer um planejamento financeiro, identificar o que é prioridade de curto e médio prazo, entender seus hábitos de consumo, organizar sua vida patrimonial, ter a habilidade de tomar decisões, saber lidar com imprevistos (para que possa ao final de toda essa análise, saber consumir de forma contínua) e, identificando o que realmente é necessário para sua utilização.


Dicas do Professor Finanças

Eduque-se financeiramente. Não é porque lidamos com o dinheiro desde pequeno que não precisamos dedicar tempo a isso. É comum achar que sabemos mais sobre o uso do dinheiro do que realmente sabemos. 

Sonhe: é importante para sua vida, seja ambicioso. Mas tão importante quanto sonhar é realizar. Transforme os sonhos em projetos aonde quer chegar, internalize a visão de futuro, dimensione metas claras e objetivas, estabeleça etapas intermediárias, não se esqueça de compartilhar e comemorar cada etapa conquistada. 

Faça escolhas equilibrada. Razão e emoção fazem parte do nosso processo de escolha. Não seja excessivamente emocional, a fim de enviar as decisões impulsivas e momentâneas; tampouco seja demasiadamente racional a ponto de retirar o prazer de consumir. 

Leve em consideração o fenômeno da troca do tempo hoje e o amanhã quando fizer escolhas, avaliando o que é mais vantajoso para você: pagar antes (poupar) para consumir depois ou consumir antes e pagar mais caro depois. 

Necessidade é diferente de desejo. Saiba diferenciá-los. Tanto uma quanto o outro são importantes para você. Misturar os conceitos podem trazer grandes problemas financeiros. 

Fabiano de Cristo
jornalista@teste.com.br
Não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Últimas de
Finanças
+ Ler mais artigos de Finanças