Por Fabiano de Cristo
Em 26/04/2019

Como fazer um Orçamento Pessoal ou Familiar

O orçamento deve ser visualizado como uma ferramenta que auxiliará o seu financeiro pessoal ou familiar, e irá contribuir para o alcance das suas metas e objetivos definidos. Um bom planejamento só é efetivamente consolidado quando se sabe aonde se quer chegar: com a economia de recursos, investimentos ou aquisições que realmente lhe tragam um retorno e satisfação. 

Para iniciar o orçamento é necessário definir metas claras e objetivos que tenham um significado pessoal, toda e qualquer movimentação financeira seja de pequeno ou de grande recursos, devem ser incluídas uma a uma no orçamento de forma organizada por: receitas (rendas); todas as despesas (gastos); e todos os investimentos de maneira que estejam anotados. 

Para um bom orçamento ser concretizado, é importante que ao final de cada período se tenha a disciplina de lançar as informações financeiras necessárias, e o comprometimento em adquirir o hábito de controlar os resultados. 

No orçamento sempre há uma facilidade em saber a origem dos recursos, sejam elas frutos de seu trabalho realizado, ou por algum investimento efetuado que lhe trouxe retorno, benefícios recebidos ou herança. A ocorrência dessas origens e recursos são conhecidas como: salários; comissão de vendas; diárias; honorários; pró-labore; aluguel de imóveis; prêmios da loteria ou de resultados de rendimentos em aplicações financeiras. 

Pesquisas revelam que a maioria das pessoas não sabem utilizar seus recursos (dinheiro), e acabam gastando de maneira desenfreada contraindo dividas, pagando juros altos, fazendo viagens em altas temporadas e não alcançando as realizações por conta de endividamentos ou mesmo de compras desnecessárias. 

Uma pergunta básica que faço a você: e você sabe o quanto gasta todos os meses? 
Você sabe quais despesas consomem mais de sua renda? 
O quanto você paga de juros? 
O quanto você compra ou paga para serviços que não são tão necessários, ou pouco utilizados no seu dia-a-dia? 
Você planeja seus gastos? 
Quando planeja, cumpre com o seu planejamento? 

A importância do orçamento financeiro pessoal irá oportunizar a você avaliar como é sua vida financeira, bem como definir prioridades que impactem na sua vida, seja ela pessoal, familiar ou profissional. 

Mas algumas tarefas do dia-a-dia são fundamentais como: conhecer a sua realidade financeira; seu potencial de compras, gastos; padrão de vida, assim como, definir melhor seus projetos, fazer um planejamento financeiro, identificar o que é prioridade de curto e médio prazo, entender seus hábitos de consumo, organizar sua vida patrimonial, ter a habilidade de tomar decisões, saber lidar com imprevistos (para que possa ao final de toda essa análise, saber consumir de forma contínua) e, identificando o que realmente é necessário para sua utilização. 

Como elaborar um orçamento    

Para o início da conversa relacionada nesse artigo sobre orçamento pessoal ou familiar é necessário saber que, suas despesas não devem ser superiores às receitas, mas, suas receitas devem superar às despesas para que você possa formar uma economia para possuir investimentos e ter recursos suficientes para eventuais emergências, além de realizar sonhos ou preparar-se para a aposentadoria. 

Para iniciar o orçamento pessoal ou familiar, é necessário fazer o registro e anotação de tudo que você ou sua família ganham durante determinado período (mês/ano), para assim, poder identificar às entradas (receitas/rendas), não só as entradas, mas as saídas são tão importantes quanto para melhor administrar seus recursos e ajudar a suprir suas necessidades, e ainda realizar sonhos e atingir metas, claro, de acordo com as prioridades definidas. 

Existem diversas maneiras de elaborar um orçamento, mas vou sugerir uma, claro bem objetiva e simples: planejamento, registro (lançamentos) e avaliação (análise).

No planejamento, todo o processo consiste em estimar o quanto de receitas e despesas existem no período, para obter essa informação, basta ao menos saber quanto foram as receitas e despesas passadas, para que possa estimar um valor. Caso não consiga ou não tenha o valor exato, ao menos estime algum valor como parâmetro. 

Para o início do orçamento é muito importante diferenciar o que são receitas fixas e receitas variáveis. 

As receitas fixas como próprio nome diz, são as receitas recorrentes de salários, aposentadoria ou rendimento de aluguel que todo mês ou período estão disponíveis como recebimento *certo ou mesmo fixo. 

*Obs. Podem ocorrer atrasos de repasses. 

As receitas variáveis são decorrentes de ganhos de comissão, vendas de algum ativo ou ganhos com aulas particulares, atividades extras e outros recursos que venham a somar o resultado das entradas. 

As despesas fixas são aquelas despesas que, independentemente de você utilizar elas ou não, estão no seu orçamento, exemplo: aluguel, prestação do financiamento, entre outras. 

As despesas variáveis são aquelas que variam conforme o consumo, mas são necessárias, exemplo: água e luz. 

Não tão importante, mais que servem de lembrança são os compromissos sazonais como: impostos, seguros, matrículas escolares, entre outros, assim como às sazonais, os compromissos assumidos como cheque pré-datado, prestações a vencer, faturas do cartão de crédito. 

No registro é necessário anotar cada detalhe, de preferência diariamente afim de obter o hábito e a disciplina diária afim de evitar esquecimento de todas às receitas e despesas. 

O importante nessa etapa de registro é anotar todos os gastos, pode ser em um caderno, agenda, celular, no computador ou em uma planilha. 

Conferir sempre os extratos bancários e faturas do cartão de crédito, guarda notas fiscais ou recibos de pagamentos, guarda os comprovantes de utilização de cartões (débito/crédito) e, separar o que é pagamento em dinheiro, débito e crédito. 

Separe todas essas anotações por categorias, pois é necessário diferenciar o que são gastos, ex: com alimentação, habitação, transporte, saúde, lazer, compras, entre outras. 

Na avaliação ou análise você irá identificar como se comportam as contas ao logo do período definido, de preferência o mês, para que sua renda proporcione o máximo de benefícios, conforto e qualidade de vida para você e sua família. 

Avaliar e analisar significa refletir em alguns aspectos financeiros pessoais, dentre elas é sempre bom saber se seu orçamento apresenta resultados positivos, iguais ou negativos, ou seja, você gastou menos, ou mais do que recebeu? 

Quais são seus sonhos e suas metas financeiras que precisam estar definidas de curto, médio e longo prazo e que são compatíveis com seu orçamento? 

É possível reduzir seus gastos desnecessários? 

Observe os pequenos gastos, pois as somas totais de muitos gastos podem gerar valores relevantes e que influenciam negativamente ao alcance de seus resultados, por fim, é importante se perguntar: é possível aumentar as receitas (entradas)?

Gestão financeira e orçamentária

Um dos objetivos da gestão financeira é proporcionar as receitas (entradas) maiores que às despesas, e com saldo para poupar e investir, sendo assim, objetivo cumprido. 

Caso ainda não for possível esse resultado, o importante é trabalhar as contas, para que sejam quitadas deve-se colocar em ordem de prioridade, sendo às contas do dia-a-dia como: padaria, combustível, restaurante, água, luz, aluguel, supermercado, entre outras; que sejam mantidas sem débitos para que seja possível desenvolver as atividades diárias de trabalho, afim de, quitar às pendências, ou mesmo realizar um trabalho de economia e redução das despesas acima citadas. 

Para isso é necessário abdicar alguns hábitos de consumo e até mesmo pensar no padrão de vida ao qual se torna insustentável dependendo do tamanho e volume que as despesas consumem do seu orçamento. 

Por fim, as contas básicas quitadas, é necessário ir junto a seus credores, para que possa identificar o valor total de seus débitos. Ao ter esta informação, o objetivo é trabalhar para que possa renegociar a dívida, ou dar uma entrada como forma de diminuir as parcelas, ou simplesmente juntar um recurso durante um tempo determinado e aguardar um bom desconto para que a dívida seja quitada completamente. 

Uma dica, faça sua proposta, apenas se for de quitação, geralmente os bancos aceitam, e o valor total da dívida cai em média de 50% a 60% de desconto, porém seu relacionamento com o banco é registrado no histórico, mas o mais importante é se livrar da dívida, e claro, dos juros bancários. 

Gestão da família no orçamento

O processo de envolvimento da família no orçamento é importantíssimo levando em consideração que as pessoas pensam, como se comportam, pois possuem objetivos e valores diferentes um dos outros, dependendo de cada família. 

Existem os poupadores, os consumidores e os investidores, basta você se posicionar em algum e identificar os demais para que o processo de orçamento familiar seja realizado com sucesso. Para cada tipo de comportamento e atitude há maneiras de trabalhar o orçamento, seja ele para impor limites ou buscar limites viáveis para todos os envolvidos. 

Na imposição de limites a uma resistência em se conquistar comprometimento, já na busca por limites a um entendimento de todos em buscar os melhores resultados. 

Pense no bem de todos os envolvidos e os benefícios que todos irão ter em conjunto para desfrutar do consumo, após a economia dos valores, a exemplo da viagem tão sonhada, do carro novo, da casa nova adquirida ou algum outro objeto que lhe trará conforto e satisfação em adquirir. 

Dica legal

O orçamento pessoal ou familiar. É uma ferramenta importantíssima para que você possa gerenciar a sua vida financeira. Para tanto, crie um hábito saudável de preencher com disciplina, pois você só tem a ganhar. 

Lembre-se da regra de ouro. O principal objetivo é ter um resultado positivo sobre suas contas no final de cada período. Sempre manter suas despesas menores que suas receitas. Gaste menos do que você recebe e conseguirá comprar aquilo que deseja e ajudará a realizar seus objetivos e alcançar suas metas. 

No início. Caso tenha dificuldades em criar a disciplina de realizar o orçamento, não desmotive. Continue com o seu objetivo de organizar cada conta para poder ao final de cada período saber o quanto influencia em seus resultados. 

Lembre-se. Existem diversas ferramentas que possam lhe auxiliar no controle de suas contas, desde a mais simples, como um papel, agenda, aplicativo de celular ou uma planilha de computador, assim como um moderno sistema de controle financeiro. Use aquela que você se sente mais confortável. 

Crie o hábito. Sempre que tiver seus recebimentos maiores que suas despesas, economize ou invista em algo que lhe dê retorno. 

Uso do dinheiro. O uso do dinheiro não envolve só você, mas sua família também, ou quem está próximo. Antes de tomar qualquer decisão compartilhe suas ideias. Conversar com essas pessoas próximas, ajuda a traçar estratégias assertivas e diminui as chances de cometer erros que podem mudar os caminhos rumo ao objetivo a ser alcançado. 

Fabiano de Cristo
jornalista@teste.com.br
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