Serviço Geológico do Brasil

Rio Branco em Boa Vista registra o 8º menor nível em 57 anos

Dados divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), indicam que o nível atingiu 15 cm

Por muitos anos, o rio era a única via de acesso ao estado (Foto: Rodrigo Sales)
Por muitos anos, o rio era a única via de acesso ao estado (Foto: Rodrigo Sales)

O principal rio do estado de Roraima, o Rio Branco, atingiu, na capital Boa Vista, o 8º menor nível em 57 anos, desde o início da série histórica, iniciada em 1967. De acordo com o monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB), nesta sexta-feira (2), a estação registrou a marca de 15 cm. Os dados fazem parte do 5º Boletim de Alerta Hidrológico.

Nesse mesmo período, em 2023, o rio estava na cota de 2,31 m, na estação de Boa Vista. O pior nível já registrado foi de -56,5 cm, em janeiro de 2016. A pesquisadora em geociências do SGB Jussara Cury explica que o regime hidrológico da Bacia do Rio Branco difere-se dos demais. “Nessa estação, as mínimas ocorrem em fevereiro. No entanto, desde 2023 os níveis já estavam baixos e, com a estiagem, reduziram ainda mais. Conforme nossas previsões, a tendência é de que o nível do Rio Branco continue a descer nas próximas semanas”, explicou.

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Em Caracaraí (RR), o nível do Rio Branco também reduziu em média 2 cm por dia. Apesar disso, está dentro da faixa da normalidade, com 83 cm. No Alto Rio Negro, os rios também estão em processo de descida, e as mínimas costumam ser registradas no mês de fevereiro. Em São Gabriel da Cachoeira (AM), o Rio Negro iniciou a semana com descidas de 15 cm. A cota atual na estação é de 6,09 m.

Na estação de Tapuruquara, houve descida média diária de 6 cm, alcançando a marca de 2,74 m. Em Barcelos (AM), foram registradas descidas diárias de 2 cm. A última cota observada foi de 2,97 m.

Processo de enchente

Apesar das reduções em regiões que passam pelo período da vazante, na maioria das estações da Bacia do Amazonas, o nível segue em elevação. O Rio Negro, em Manaus (AM), apresentou subidas diárias de 5 cm e alcançou 21,28 m.

O comportamento reflete o que é observado na cabeceira, no Alto Solimões. Ao longo da semana, o rio apresentou subidas em Tabatinga (AM) e, apesar de registros mais recentes de queda, o nível está na média para o período, com cota de 9,57 m. “As oscilações fazem parte desse processo de início e consolidação da fase de cheia”, esclareceu Jussara Cury.

Já em Fonte Boa (AM) o rio iniciou a semana com descidas e voltou a subir nos últimos dias, alcançando 18,69 m. Em Manacapuru (AM), o Solimões segue com subidas regulares de 4 cm por dia, e o nível está na marca de 12,94 m. Em Itapéua (AM), foi registrada uma pequena diminuição na intensidade de subida. A cota é de 11,6 m.

As estações do Rio Amazonas também registraram elevação dos níveis. Em Itacoatiara (AM), o rio subiu em média 5 cm por dia, alcançando 7,78 m. Nas estações de Parintins (AM) e Óbidos (PA), as subidas foram na ordem de 3 cm, e as cotas registradas de 3,13 m e 3,16 m, respectivamente. Também foram observadas pequenas elevações em Santarém (PA) e Almeirim (PA), onde os níveis atuais são de 3,49 m e 3,24 m.

Em Porto Velho (RO), o Rio Madeira subiu uma média diária de 36 cm e alcançou 10,74 m. Na estação de Humaitá (AM), a elevação foi de 26 cm por dia, e a cota é de 18,08 cm. Mesmo com as subidas intensas, sinalizando recuperação, os níveis ainda estão abaixo da faixa de normalidade.

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