Cotidiano

Servidores da Educação cobram salário atrasado

Por meio de uma denuncia anônima à Folha, servidores da Educação de Mucajaí cobram o salário atrasado referente ao mês de julho. Segundo a denúncia, apenas professores teriam recebido, entretanto assistentes de aluno, merendeiras, vigias, porteiros e cuidadores de alunos estariam sem receber até então.

Os servidores cobram os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), pois parte do fundo serve para o pagamento dos funcionários da Educação. “Não estamos atrás do que é de ninguém, só queremos o que é nosso de direito, pois trabalhamos”, disse um dos denunciantes.

Quando questionaram a gestão municipal, obtiveram a resposta “por terceiros” de que não havia mais dinheiro para efetuar o pagamento de todos os servidores. De acordo com a denúncia, a situação no município é um descaso com os funcionários públicos concursados da Secretaria de Educação.

Eles citam que a legislação municipal prevê o pagamento de salário até o dia 10 de cada mês. “No dia 10 de agosto, apenas os professores receberam seus salários. A previsão que nos deram é de pagar o salário só no dia 30”, relatou.

OUTRO LADO – A reportagem da Folha procurou a prefeita de Mucajaí, Eronildes Aparecida Gonçalves. Por telefone, ela explicou que está preocupada com a situação, pois a arrecadação do município não estaria sendo suficiente para cumprir com o pagamento na data correta, entretanto, ela e sua equipe estariam fazendo o possível para minimizar os problemas causados aos servidores.

Eronildes também disse que a gestão está engessada por falta de recursos e por alterações feitas na última gestão. “Com aumento de salários dos professores, a verba do Fundeb não é suficiente para pagar os gastos. Peço a compreensão da população, pois estamos tentando resolver a situação da melhor forma possível.

Há municípios com três meses de salário atrasado e nossos funcionários não estão nessa situação”, disse.

O secretário de Finanças de Mucajaí, Desinho Alves de Oliveira, explicou que de um ponto técnico a arrecadação estaria baixa por conta do não pagamento de impostos da população e que de R$ 399 mil previstos a arrecadação seria de apenas R$ 78 mil.

Desinho de Oliveira garantiu que a Secretaria de Finanças está procurando outras maneiras para conter os problemas causados à população e que está empenhada em minimizar todos os problemas financeiros. Porém, não deu uma previsão de quando os salários serão quitados. (G.L)

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