Cotidiano

Terceirizados do governo denunciam que estão sem receber há cinco meses

Dezenas de servidores terceirizados das empresas Lidan, Limponge e LBC, que prestam serviços para o Governo do Estado, reuniram-se na tarde de ontem, 13, na Praça do Centro Cívico, para protestar contra o atraso no pagamento de salários. Segundo eles, o problema acontece há meses porque o governo não faz o repasse às empresas.

O supervisor da Lidan, Emerson Barbosa Costa, confirmou a falta de repasse. “As pessoas estão se manifestando e não é para menos. Já faz cinco meses que o governo não repassa o dinheiro. Os servidores são os que mais sofrem com esta situação. O final do ano está chegando e algumas famílias estão sendo despejadas porque não pagaram o aluguel”, relatou.

Segundo ele, as autoridades devem se posicionar para que o transtorno seja resolvido o mais rápido possível. “O governo não nos dá nenhum parecer e a gente fica sem saber o que vai acontecer. Esperamos providências por parte do poder público para resolver o problema o quanto antes”, complementou Costa.

A funcionária da empresa LBC Jaqueline Abitbol disse que os trabalhadores têm enfrentado várias dificuldades. “Mesmo que a empresa dependa do governo, não podemos ser prejudicados assim. É uma humilhação! Já são cinco meses sem vale transporte. O vale alimentação foi cortado e provavelmente vamos ficar sem o 13º salário”.

Outra funcionária da empresa LBC Núbia Maria relatou que o problema tem refletido diretamente nas famílias dos empregados. “Tenho contas, três filhos para cuidar e comida para comprar, mas como vou pagar sem o meu salário?”, questionou.

“Os salários são pagos todos os meses com atraso e algumas pessoas sequer estão recebendo. É bem provável que neste Natal não tenhamos como propiciar uma ceia descente para as nossas famílias. Já não temos como honrar as despesas básicas, como o aluguel, e até mesmo alimentação. É realmente complicado”, relatou uma servidora da empresa Limponge, que preferiu não se identificar.

Agente de portaria da empresa Lidan, que preferiu anonimato, relatou que a situação piora a cada dia que passa. “Com estes constantes atrasos no pagamento, não temos a certeza que receberemos na data prevista. São inúmeras famílias que dependem deste salário, e o que queremos é uma resposta, pois ninguém aguenta mais esperar”.

GOVERNO – Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), que tem contrato com as empresas, informou que os repasses deverão ser regularizados “o mais breve possível”, sem especificar data. (B.B)

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