
A final do Campeonato Roraimense Sicredi 2025 se aproxima, e o Monte Roraima busca seu primeiro título estadual. Em sua segunda participação na competição, a equipe superou desafios, evoluiu ao longo da campanha e agora se prepara para enfrentar o GAS na grande decisão.
Em entrevista à Folha BV, técnico Paulo Morgado contou como foi formado o elenco do Monte Roraima para a temporada. Com um time praticamente novo, ele buscou reforços de confiança, como Boca, além de manter jogadores da base e da temporada passada, como o Léo. Ainda assim, o técnico destaca as dificuldades de se estruturar um time novo em um campeonato dominado por equipes tradicionais.
“Não foi um elenco formado do zero porque aproveitamos alguns jogadores do ano passado, como o Léo e o Marquinho, além de atletas da base. Mas a maioria veio por indicação ou eram atletas que eu já conhecia, de trabalhar junto ou contra. Como o clube é novo e sem calendário, não foi fácil montar a elenco, mas conseguimos um elenco muito competitivo, por esse motivo estamos indo na final”, disse Morgado.
Durante a entrevista, quem também falou foi o capitão Léo Morais. Defendendo as cores da camisa do auriverde desde o ano passado, ele relatou a importância da estrutura do clube para o crescimento do time.
“A estrutura de um clube sempre é importante para o atleta, para ter um desempenho melhor. Passei por times onde isso contou muito, e aqui não foi diferente. Alimentação, descanso, tudo foi bem organizado pela diretoria e comissão técnica, e agora estamos colhendo os frutos”, afirmou o capitão.
Evolução tática
O crescimento da equipe ao longo da competição também é destacado pelo treinador. O Monte começou ajustando seu esquema tático, testou formações e evoluiu jogo a jogo.
“Quando montamos o elenco, pensamos em jogar no 3-5-2 ou 3-4-3, então trouxemos jogadores com essas características. Mas, aos poucos, percebi que o time não se encaixava nesses esquemas e tivemos que ajustar. Mantivemos a saída com três, mas alteramos a posse de bola conforme o adversário. Tento não ser teimoso, mas é um sistema que gosto muito”, explicou Morgado.
Pressão por título
“Temos que ser campeões. A pressão é enorme, e sentimos isso no campeonato: todo mundo quer vencer o Monte Roraima. Se não ganharmos, o trabalho não será considerado 100%. Se formos vice, daqui a três anos ninguém vai lembrar, mas do campeão, sim”, disse Morgado.
A final coloca o Monte Roraima frente a frente com o GAS, adversário que já enfrentou na primeira fase, em um empate sem gols. O jogo foi atípico, segundo Morgado, e não serve como parâmetro para a decisão.
“Foi um jogo totalmente diferente do que será no sábado. Naquele dia, tivemos desfalques, lesões e não estávamos no nível que estamos agora. O GAS foi melhor naquele jogo, mas hoje somos uma equipe mais agressiva e preparada para essa final “, afirmou Morgado.
Lei do ex?
A famosa “lei do ex” ronda a grande final. Campeão pelo Leão Dourado na última temporada, Paulo Morgado agora reencontra o ex-clube, mas do lado oposto. Sonha em levantar o troféu com o Monte Roraima e mostrar que a lei também pode valer para treinadores.
O desfecho dessa história será decidido no sábado (05), às 20h no Estádio Canarinho.