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Reserva de emergência: entenda a importância de formar uma carteira de alta liquidez

Um “colchão” financeiro, a reserva permite mais tranquilidade em tempos difíceis, além de dar mais segurança para investir em títulos mais arriscados

(Foto: iStock/ anyaberkut)

Investir é um meio interessante para garantir a independência financeira, além de uma forma segura de fazer o dinheiro valer mais, fugindo assim da perda de valor que a moeda sofre pela inflação, por exemplo. Além disso, os investimentos permitem retornos em médio e longo prazo, podendo servir como uma fonte de renda passiva e contribuindo com a geração de patrimônio.

Porém muitos investimentos não possuem muita liquidez. Isso significa que, em casos de emergência, não será possível utilizar esse dinheiro de maneira imediata. Por conta disso, é fundamental que se utilize outro recurso, o de reserva de emergência.

Poupando um pouco a cada mês, é possível criar um fundo destinado a imprevistos, como perda de emprego, gastos com manutenção de carro ou casa, despesas médicas, entre outros.

Para isso, é preciso optar por investimentos que tenham alta liquidez, para que o resgate quase que imediato do dinheiro seja possível, caso dos produtos de renda fixa.

Reserva de emergência é um investimento?

Não é errado tratar a reserva de emergência como uma forma de investimento. Na realidade, trata-se de um bom primeiro passo para quem quer começar a investir de fato. Isso acontece porque geralmente a reserva de emergência é feita depositando dinheiro em investimentos de baixo risco, mas cujo retorno é maior que o da poupança, casos de produtos como CDB e Tesouro Direto.

Sendo assim, os investimentos de renda fixa são os mais indicados para quem deseja formar uma reserva de emergência. Estima-se que uma boa reserva deve ser suficiente para cobrir de seis a 12 meses das principais despesas de uma pessoa. Assim, se as despesas somam R$ 2 mil, por exemplo, a reserva deve ser de, no mínimo, R$ 12 mil. Para tanto, deve-se separar uma parte dos rendimentos exclusivamente para ela.

Estabelecendo o hábito de poupar

Logo, é preciso encontrar espaço no orçamento e ser constante nos investimentos. Cortar gastos supérfluos, renegociar serviços como os de streaming, internet, entre outros, e ter como meta depositar o salário no investimento assim que ele cair na conta são maneiras de formar uma reserva com segurança.

Assim, a reserva de emergência pode e deve ser feita por qualquer pessoa. É um hábito financeiro saudável a se adquirir, e pode com o tempo evoluir para uma conscientização maior sobre dinheiro e investimentos. Desta forma, após um período passado e já com uma boa reserva acumulada, é possível tentar investimentos mais arriscados, mas cujo retorno seja maior.

Carteira variada como meta

Uma carteira variada, isto é, com vários tipos de investimentos, mas amparada por uma reserva, é o cenário ideal para qualquer investidor. Neste cenário, investimentos em ações, fundos de investimentos e até investimento internacional, como aqueles em ações de empresas estrangeiras, podem se tornar realidade.

No mais, pode-se pensar o investimento como um meio para um fim. Seja este fim uma viagem, a compra de um carro novo, de uma casa nova, cursos ou especializações, ou até mesmo uma aposentadoria, fazer o dinheiro valer mais é importante para quem deseja mais segurança financeira e mais tranquilidade.

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