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CRISE NA VENEZUELA
'Impedir ajuda humanitária é genocídio', diz Guaidó
Por Folha Web
Em 10/02/2019 às 18:42
O opositor Juan Guaidó. (Foto: Divulgação)

O opositor Juan Guaidó, reconhecido por meia centena de países como presidente interino da Venezuela, advertiu os militares, neste domingo, 10, que impedir a entrada da ajuda humanitária os tornam "quase genocidas", porque se trata de um "crime contra a humanidade".

"Isso tem responsáveis e que o regime saiba disso. É um crime contra a humanidade, senhores das Forças Armadas", disse Guaidó à imprensa, depois de assistir a uma missa em Las Mercedes, a leste de Caracas, com sua esposa Fabiana Rosales e seu bebê de 20 meses.

Guaidó, chefe do Parlamento de maioria opositora, garantiu que os militares se tornam "vitimizadores" e "quase genocidas", por "ação" quando "matam" jovens que protestam e "por omissão" quando "não permitem ajuda humanitária". 

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O líder opositor reiterou sua convocação para uma passeata na terça-feira, Dia da Juventude, em memória dos mortos - cerca de 40 em tumultos desde 21 de janeiro, segundo a ONU -, e para exigir que a ajuda seja permitida.

Medicamentos e alimentos enviados pelos Estados Unidos permanecem há três dias em armazéns do centro de coleta instalado em Cúcuta, Colômbia, perto da ponte fronteiriça de Tienditas, bloqueada por militares venezuelanos com dois contêineres e uma cisterna. 

O presidente venezuelano Nicolás Maduro afirma que a "emergência humanitária" é "fabricada por Washington"  para "intervir" no país petrolífero, descreve como "show político" o envio de ajuda e culpa as sanções dos Estados Unidos pela escassez de alimentos e medicamentos.

"Eu entendo que o regime se negue a reconhecer a crise que eles geraram, mas nós, venezuelanos, estamos trabalhando duro para cessar a usurpação (de Maduro no poder) e abordar esta emergência", disse Guaidó, diante de um grande grupo de jornalistas e apoiadores.

Na pior crise de sua história moderna, a Venezuela sofre com a escassez de produtos básicos e hiperinflação. Fugindo do desastre, cerca de 2,3 milhões de venezuelanos emigraram desde 2015, segundo a ONU.

Fonte: CB

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