6º BEC se orgulha de ter contribuído para desenvolvimento de Roraima - Folha de Boa Vista
48 ANOS
6º BEC se orgulha de ter contribuído para desenvolvimento de Roraima
Durante as comemorações de 48 anos, Batalhão relembrará, em exposição de fotos, obras que tiraram o Estado do isolamento
Por Folha Web
Em 28/07/2016 às 00:45
Obras na BR-174, em 1972 (Foto: Acervo/6º BEC)

O 6º Batalhão de Engenharia de Construção "Simón Bolívar" comemorará os seus 48 anos de criação com uma exposição fotográfica que retrata sua participação no desenvolvimento de Roraima, sendo responsável pela realização de obras importantes para tirar o Estado do isolamento, como a construção da BR-174, sentido Norte e Sul, e da BR-401 até Bonfim, fronteira Leste com a Guiana.

A exposição será realizada no próximo mês nos dois shoppings de Boa Vista, com a apresentação de fotografias que marcaram as atividades da engenharia militar ao longo dos anos no Estado. O Batalhão foi criado no dia 9 de agosto de 1968 pelo Decreto Presidencial 6.384 e, desde então, desempenha papel importante para o crescimento regional, sendo responsável pelas principais ligações rodoviárias de Roraima.

As obras para a construção da BR-174 aconteceram na década de 70 e foram realizadas por duas frentes de trabalhos que interligaram Boa Vista e Manaus (AM). "O BEC está ligado com a história do desenvolvimento de Roraima. As rodovias foram abertas e em diversas ocasiões foram feitas também as manutenções", disse o subcomandante do 6º BEC, major Silvio José Melo de Brito, ao reforçar que o Batalhão possui uma trajetória percorrida com desenvoltura, altivez e determinação.

Segundo ele, o 6º BEC foi criado com intuito de ocupar e povoar a Região Amazônica, prestando apoio com a engenharia do Exército aos empreendimentos, garantindo mobilidade e proteção.  Além das rodovias de grande importância para o crescimento de Roraima, 6º BEC foi responsável pela construção de pontes, como a que passa sobre o rio Tacutu - ligando Bonfim a Lethem, na Guiana -, e a abertura de novas estradas.

"O Batalhão Simón Bolívar orgulha-se de ter prestado relevantes serviços a Roraima ao longo de seus 48 anos de existência", comentou major Brito. Ele disse que o 6º BEC tem sido relevante nos trabalhos de cooperação com o Governo do Estado, Prefeitura Municipal de Boa Vista e órgãos públicos, quando realiza obras de saneamento, asfaltamento de estradas, ruas e avenidas, entre outras missões.      

O major Brito citou ainda outras atividades realizadas em Boa Vista e no Estado, como as ações de combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, chikungunya e zika vírus, e apoio no combate a queimadas durante os períodos de secas no Estado.  

A mais recente obra realizada pelo 6º BEC está sendo a colocação de microrrevestimento na rodovia para Bonfim. "Atualmente, estamos com mais da metade da extensão da Rodovia concluída. Em setembro, com o término do período das chuvas, daremos continuidade à missão", informou o subcomandante, ao ressaltar que uma das missões do Batalhão é formar reservistas profissionais.

"Quando formamos reservistas, ao mesmo tempo estamos formando profissionais, como operadores de máquinas, auxiliares de topógrafos, cozinheiros, carpinteiros, pedreiros, operadores de equipamentos. Todos os soldados saem do Batalhão qualificados para o mercado de trabalho e o 6º BEC tem feito isto ao longo dos seus 48 anos de existência.  Ou seja, indiretamente, também contribui com o desenvolvimento quando conclui a formação desses militares", frisou o major Brito.

Como os trabalhos são realizados para o desenvolvimento da Amazônia, o 6° BEC está realizando também a Operação do Estirão do Equador, com a construção de uma ponte de madeira, com 95 metros de comprimento e dez de altura, sobre o Igarapé  Serraria, no município de Atalaia do Norte, no Estado do Amazonas (A.D)

Confira a programação do 48º aniversário do BEC

Diversas atividades alusivas ao 48º aniversário do 6º Batalhão de Engenharia de Construção "Simón Bolívar" serão desenvolvidas no próximo mês. As atividades terão início no dia 2 de agosto, com a formatura do quadro de engenheiros militares, e se estenderão até o dia 14 de agosto, quando será o último dia da Exposição Fotográfica, que apresentará fotografias que marcaram a história e a influência do Batalhão com o desenvolvimento de Roraima. 

No dia 3, haverá competição de tiro prático com integrantes do Batalhão e órgãos públicos de segurança. "A competição será entre os órgãos de segurança pública, com participação do Clube de Atiradores de Roraima e as organizações militares do Batalhão", comentou o subcomandante do 6º BEC, major Silvio José Melo de Brito.

Ele informou que dentro das atividades haverá ainda um passeio para a Linha do Equador, no dia 5, destinado aos ex-integrantes do Batalhão. "É uma maneira de valorizá-los pelo trabalho prestado para o desenvolvimento da região", considerou Brito, ao informar que no mesmo dia acontecerá a prova de tiro feminino e cultos ecumênicos no dia 8 de agosto.

Entre os dias 5 e 7 de agosto, haverá a Exposição Fotográfica no Pátio Roraima Shopping, na zona Oeste. Depois, até 14 de agosto, a exposição estará no Roraima Garden Shopping, na zona Leste da Capital.

CONCURSO – Quem se interessar por fotografia, pode participar do concurso, que está com inscrições abertas até o dia 1º de agosto, próxima segunda-feira. Segundo o Major Brito, as fotografias concorrentes deverão ser enviadas até o dia 5 para o e-mail rp.6bec@gmail, ou entregues diretamente no Batalhão, situado na avenida Capitão Ene Garcez. "O convite é para toda a sociedade roraimense que possuir fotos antigas ou atuais das atividades dos militares em prol do desenvolvimento da região", explicou.

A premiação acontecerá no dia de formatura do aniversário do Batalhão, realizada no dia 9 de agosto, às 19h, quando haverá a incorporação de novos recrutas, entrega de premiações e diploma de amigo do Batalhão. "São prêmios ofertados por patrocinadores e serão premiados os três primeiros ganhadores. As fotos deverão atender aos critérios de qualidade técnica, originalidade e valor histórico com o registro de uma atividade relevante do Batalhão dentro do tema proposto", informou o major.

 

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Rodrigo Colares da Costa disse: Em 25/01/2018 às 15:17:04

"Importante esclarecer. Sim, reconheço a importância do Exército, assim como da Aeronáutica e Marinha para a proteção do Estado brasileiro, assim como os americanos, alemães, japoneses, valorizam suas tropas, mas isso não retira a responsabilidade do Exército, pela notória carnificina ocorrida por ocasião da construção da BR-174 (é fato!). É uma estrada importante, sem dúvida, mas enaltecê-la apenas por uma vertente, fazendo tábula rasa de como realmente foi empreendida, na marra, derramando sangue dos Waimiris Atroaris, de forma alguma, na verdade, constitui grande desrespeito aos povos indígenas brasileiros. Portanto, a minha opinião se refere à responsabilidade histórica pela construção da via, que não deve ser esquecida, e tampouco vangloriada somente pelo olhar dos milicianos. Já dizia Heródoto: ´Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro´."

Bárbara Cabral disse: Em 10/02/2017 às 14:59:51

"E os indios mortos na abertura dessa rodovia? Não merecem o direito de serem citados? A etnia Waimiri-Atroari foi exterminada. Antes do início dessa rodovia contavam 3mil, no fim não passavam os 400. "

Saúde Caburai disse: Em 10/01/2018 às 14:37:09

"você sabe que a história não é bem assim...Exterminados já é um erro tremendo falar isso"

manoel ponciano dias disse: Em 29/07/2016 às 08:07:26

" Me sinto orgulhoso de ter feito parte da equipe linha de frente do 6º BEC esta servindo o Exercito era cabo Rádio operador lembro a QM 11074 o trabalho era árduo mas era também uma aventura, tinha acabado tirar o curso de Cabo ficávamos baseados no acampamento chamado REVA, hoje viajo nessa BR e sinto o orgulho renovado. Parabéns ao BEC e a todos que fizeram História. "

Luiz Mario Severo Avila disse: Em 28/07/2016 às 20:41:09

"Tenho muito orgulho de ter participado da construção da Br 174 , como militar, Topografo e o projetista desta rodovia . Percorri está rodovia pela mata virgem e durante esta minha caminhada tivemos varios encontros amistosos com os waimiris/Atroaris , desconheço qualquer morte por parte do exército contra este povo . Sobrevoe algumas vezes sobre aldeais no sentido de saber a localização e durante todo este tempo nunca encontrei o sabatini . Durante a construção aconteceram massacres executados pelos waimiris/Atroaris contra o pessoal da funai que ali estavam para nos orientar e proteger Luiz Mario severo Avila "

Rodrigo Colares da Costa disse: Em 28/07/2016 às 10:14:36

"Com a devida vênia, o Exército brasileiro JAMAIS deveria se orgulhar da forma como construiu a BR-174 em seu sentido Norte e Sul, muito pelo contrário, a maneira como foi feita representa uma das piores atrocidades contra povos indígenas na história recente deste país. É fato que atualmente as formas armadas desfrutam de credibilidade em nossa sociedade, ora essenciais para manutenção do processo democrático brasileiro, contudo, há responsabilidades históricas que jamais devem ser esquecidas, seja o que ocorreu com os americanos ao bombardear Hiroshima e Nagasaki, ou o genocídio praticado pelos alemães contra os judeus, e no que pertine às Forças Armadas nacionais, em especial o Exército, a construção da dita rodovia, quase exterminou os bravos Waimiris-atroaris, levada à cabo pela arrogância e sem qualquer planejamento, pela violenta ditadura militar brasileira. Geraldo José em sua página 'História, Filosofia e Geopolítica' mui bem explicita o papel do Exército, por ocasião da construção da BR-174: 'A abertura de estrada é um dos episódios mais abafados e sinistros da história das Forças Armadas brasileiras no período do regime militar. Encobertos pelo AI-5, os militares brasileiros cometeram um dos maiores genocídios da historia mundial, muito pior que os armênios pelos turcos ou judeus por nazistas. Em 1968, quando começou a revolta dos Waimiris-atroaris contra a abertura da BR-174, sua população era estimada mais de 6.000 pessoas; em 1974, quando as forças armadas terminaram sua campanha de extermínio, eles eram menos de 500. Dessa guerra restaram, pelo lado dos Waimirirs-atroaris as lendas dos grandes chefes guerreiros Maiká, Maroaga e Comprido (nomes dados pelos brancos, na verdade seus nomes seriam, muito provavelmente, Sapata e Depini) todos mortos pelo exército. O episódio mais infame dessa guerra, documentada por entrevistas gravadas pelo Padre Silvano Sabatini com índios wai-wai, waimiris-atroaaris e sertanistas e relatadas no livro Massacre (Edições Loyola, 1998) foi o bombardeiro pela Força Aérea Brasileira de uma maloca em que o waimiris-atroaris realizavam uma festa ritual.' Portanto, essa carnificina jamais deve ser esquecida, e tampouco deve servir de orgulho e enaltecida pelas nossas Autoridades Militares, longe disso, será sempre imensa fonte de vergonha, covardia e culpa na história de nosso país."

Saúde Caburai disse: Em 10/01/2018 às 14:40:54

"um texto desse tamanho para falar meias verdades e asneiras sem tamanho...menos parente"

LEITOR DO FBV DIARIO disse: Em 10/01/2018 às 14:48:17

"ok. Então vai de barco para Manaus, pois que usufrui da maldade é mais monstruoso ainsa, .. "

Rodrigo Colares da Costa disse: Em 02/02/2018 às 10:56:04

"Você que se esconde no anonimato, fundamente se o que mencionei foi uma inverdade? - No final de janeiro de 2018, a própria Justiça Federal reconheceu o papel nefasto dos militares por ocasião da construção da BR-174. Quase houve a extinção de um povo !! - Refiro-me a seres humanos, que já estavam aqui bem antes da chegada dos colonizadores. O que observo é que toda essa repulsa as minhas palavras, é porque estou defendendo o lado indígena (esquecido na exposição do 6º BEC), porém o que prevalece é a ignorância, além do mais, é sabido que em algumas situações como esta, a verdade dói e incomoda. "

Manuel disse: Em 28/07/2016 às 09:58:29

"Simón Bolívar..."