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NA FRONTEIRA
Abertura de rota alternativa gera reclamação de moradores
Munícipes alegam que o intenso fluxo de veículos já está afetando algumas atividades do bairro Suapi
Por Folha Web
Em 01/05/2019 às 18:24
Exército montou posto para fiscalizar passagem de veículos por rota alternativa (Foto: Divulgação)

Desde as primeiras horas desta quarta-feira, 1º, o Exército Brasileiro tem realizado o fechamento de rotas clandestinas na fronteira do Brasil com a Venezuela. A passagem regular pela BR-174 está fechada por ordem do presidente Nicolás Maduro desde o dia 22 de fevereiro.

Segundo a assessoria da Operação Controle, três rotas clandestinas fechadas no dia de hoje, e processo continuará de forma progressiva, a fim de garantir o controle da região. Como o Brasil é signatário de tratados internacionais, o país não pode impedir a entrada de pessoas e com a passagem principal fechada, o órgão decidiu abrir uma rota alternativa para os imigrantes, por meio da trilha do Miang, que dá acesso a sede de Pacaraima pelo bairro Suapi.

Tal decisão, no entanto, desagradou alguns moradores, que alegam que o grande fluxo de veículos já começou a causar impacto nas atividades do bairro. A Escola Municipal Alcides da Conceição Lima, por exemplo, decidiu suspender as aulas do período vespertino em razão da quantidade de poeira que tem prejudicado os alunos.

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“Devido o excesso de poeira causado pelo caminho alternativo dos estrangeiros nas proximidades da escola, resolvemos cancelar as aulas do dia 5 (sexta-feira) no turno vespertino”, ressaltou a direção da unidade em comunicado aos pais dos alunos.

Além desse problema, os moradores relatam ainda que a entrada de imigrantes a pé continua intensa e que nem todos os perímetros da fronteira estão contando com qualquer tipo de fiscalização.

Morador registra imigrantes entrando na cidade por rota sem fiscalização (Foto: Divulgação)

Sobre essa questão, a assessoria da Operação Controle informou que o Exército tem feito o máximo esforço para garantir ações de fiscalização na região, mas que por se tratar de fronteira seca, é humanamente impossível garantir 100% de controle de toda a sua faixa de extensão.

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