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FALSAS DECLARAÇÕES
Alunos denunciam fraude em sistema de cotas na UFRR
Informação é que candidatas recém-aprovadas no curso de Medicina da instituição estariam burlando regras para cursar ensino superior
Por Paola Carvalho
Em 12/02/2019 às 00:40
UFRR afirma que análise de documentos que comprovem necessidade da escolha das cotas só vai ocorrer no período de matrícula, de 13 a 15 de fevereiro (Foto: Arquivo/Folha BV)

As vagas reservadas pelo sistema de cotas supostamente devem atender aos alunos que estudaram em escolas da rede pública, com renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio e aos estudantes pretos, pardos e indígenas. No entanto, o relato é de que candidatos estariam se aproveitando da oportunidade para conseguir uma vaga na Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Segundo denúncia recebida pela Folha, ao menos quatro alunas recém-aprovadas no curso de Medicina da UFRR estariam burlando as regras para obter a graduação no ensino superior. A reportagem recebeu também imagens divulgadas em redes sociais pelas aprovadas que comprovam uma disparidade entre o estilo de vida de cada uma e as inscrições no sistema de cotas.

Uma delas aprovada na cota para aluno de escola pública com renda familiar inferior a 1,5 salário mínimo, autodeclarado preto, pardo e indígena aparece em imagens durante viagens para os Estados Unidos em uma rede social e com uma turma de amigos de um colégio privado. Em uma análise mais aprofundada, consta que a aprovada participou de intercâmbio para aperfeiçoamento de Língua Inglesa naquele país, no entanto, a empresa que oferta o serviço é particular.

Outras duas aprovadas no mesmo sistema de cotas também apresentam características normalmente presentes em pessoas brancas, com tom de pele clara, cabelos lisos e claros, como loiro. Por último, restou uma candidata aprovada para aluno de escola pública com renda familiar superior a 1,5 salário mínimo autodeclarado preto, pardo ou indígena, também com as mesmas características.

A denúncia relata ainda que o processo de fraude vem ocorrendo há vários anos, sendo perceptível a aprovação de pessoas no sistema de cotas sem a devida necessidade.

“Ressalto que outras universidades da Região Norte começaram a ter atitudes mais enérgicas no combate a esses atos ilícitos, todavia, a UFRR segue o seu modelo retrógrado de compactuar com essa prática que, infelizmente, prejudica aqueles que depois de tanto tempo conseguiram o incentivo de conquistar o diploma de ensino superior”, concluiu o relato de um dos alunos da instituição.

UFRR afirma que análise é feita durante matrícula

A Pró-reitoria de Ensino e Graduação da Universidade Federal de Roraima (Proeg/UFRR) ressaltou as diferenças entre a inscrição, ingresso e a matrícula propriamente dita dos candidatos.  Segundo a Proeg, todas as modalidades de cotas ofertadas pela instituição adotam procedimentos específicos para o ingresso dos candidatos, conforme estabelecido em edital.

No caso da cor, o sistema utilizado é de autodeclaração; para baixa renda, é necessária análise da documentação por assistentes sociais; para indígenas, é necessária a apresentação do Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (Rani) fornecido pela Fundação Nacional do Índio (Funai), e para pessoas portadoras de deficiência é preciso análise do laudo por uma junta médica.

A instituição frisa que a análise dos comprovantes é feita no período da matrícula. Diz ainda que no caso do processo seletivo de 2019, ela só acontecerá a partir de quarta-feira, 13, até sexta-feira, 15.

“Tais exigências são submetidas à análise no momento em que os candidatos aprovados efetuam suas matrículas e não na etapa de inscrição para a realização da prova; ou seja, a aprovação no vestibular não representa que o candidato será autorizado a efetuar a matrícula”, completou a Proeg.

Por fim, a Pró-reitoria de Ensino ressaltou que a UFRR não possui muitos registros de denúncias relacionadas a cotistas irregulares, porém, quando há este tipo de ocorrência, é aberta sindicância para apurar a irregularidade apontada. 

“Confirmando-se a denúncia, o aluno perde a vaga, independentemente do semestre que esteja cursando”, completou a nota. (P.C.)

Confira o que diz a Lei de Cotas

A Lei nº 12.711/2012, também conhecida como Lei de Cotas, garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas universidades e institutos federais para os alunos que fizeram ensino médio público ou Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os demais 50% das vagas permanecem para ampla concorrência.

As vagas reservadas às cotas serão subdivididas em metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e metade para estudantes de escolas públicas com renda familiar superior a 1,5 salário mínimo. Em ambos os casos, também será levado em conta percentual mínimo correspondente ao da soma de pretos, pardos e indígenas no Estado, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O critério da raça será autodeclaratório, ou seja, no sistema de cotas, a autodeclaração significa que uma pessoa se considera e se declara como sendo preta, parda ou indígena, sem necessitar de nenhum documento de comprovação. Já a renda familiar per capita terá de ser comprovada por documentação, com regras estabelecidas pela instituição e recomendação de documentos mínimos pelo Ministério da Educação (MEC). (P.C.)

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Thais Pereira disse: Em 12/02/2019 às 20:48:22

"Teve gente na UERR que passou pra medicina na cota destinada para alunos do interior que sequer pisou em escola pública, mas está lá, matriculado."

Christhian Rodolfo Torres Dominguez disse: Em 12/02/2019 às 14:52:00

"KKKKKKKKKKKKKKK .........ALUNOS QUE TIRARAM NOTA RUIM SE QUEIXAN DOS ESPERTOS QUE FIZERAM SUA INSCRIÇÃO NAS COTAS MAIS TIRARAM NOTA MAIOR...................KKKKKKK"

Christhian Torres disse: Em 12/02/2019 às 14:45:17

"Se a federal tem esse problema com as cotas na UERR está bem pior"

Miguel Monteiro disse: Em 12/02/2019 às 13:19:46

"O que mais me revolta é saber que tenho uma amiga que é negra que está na lista de espera da UFRR esperando ser chamada. Ela nunca fez cursinho, faz faxina pra sustentar a família. Saber que tem gente usando o direito dela é revoltante. Que tipo de médico serão vocês, não tem vergonha na cara não? Eu irei até as últimas estâncias denunciar vcs seus imundos"

Miguel Monteiro disse: Em 12/02/2019 às 13:15:36

"Eu mesmo já denunciei ao reitor ano passado e nada foi feito até hoje. Essa é uma prática que acontece desde que se iniciou esse sistema de cotas e os primeiros falsários se formaram esse ano. TODOS OS outros anos têm burladores, é deficiente que é normal mas tem "deficit de atenção", é índio que é loiro e anda de railux, é branco(a) de olhos claros que se diz negro(a), é pobre que faz viagem de férias pro nordeste e tem iphone top de linha. Vamos se unir pra denunciar novamente, se vc tiver alguma prova que possa ajudar envie para meu email que pessoalmente entregarei a quem for preciso. Meu email é : francafernandaaaa@gmail.com"

Lucas Carvalho disse: Em 12/02/2019 às 11:50:41

"Existem fraudes em todas as turmas de Medicina da UFRR, a Universidade não faz absolutamente nada para investigar esses casos. A outra tem foto nos EUA e Maragogi, mas no vestibular usa cota de renda menor que 1,5 salários mínimos.. "

Cristina disse: Em 12/02/2019 às 10:43:13

"Mais uma da nossa UFRR: ontem foi divulgada a lista de espera do Enem, baixei o arquivo e constava 3 vagas para Medicina na Ampla Concorrência, mas logo após a UFRR retirou do ar e divulgou nota que "por problemas técnicos" a lista seria divulgada somente hoje, pois bem, acabaram de publicar e agora constam 5 vagas para Ampla, o que para os concorrentes é ótimo, mais gente vai entrar. Porém, mais uma vez, a UFRR demonstra como trata o seletivo! colocando em dúvida o processo... Pelos menos dessa vez as vagas não foram "escondidas"..."

ALVESMARLUCIO disse: Em 12/02/2019 às 10:02:48

"conheço uma que foi cursar medicina no acre. a menina é branca, cabelo liso e se declarou ppi. ainda diz que é baixa renda, só pq morou fora e não com os pais, mas esquece de dizer que foi bancada integralmente por eles."

ALVESMARLUCIO disse: Em 12/02/2019 às 09:59:38

"EITA, CONHEÇO UMA QUE PASSOU EM COTA, BRANCA, CABELO LISO, RYCA, E DISSE QUE É COTISTA PORQUE ESTAVA MORANDO FORA E NÃO COM OS PAIS"

ALVESMARLUCIO disse: Em 12/02/2019 às 09:57:26

"EITA BARBARA PONCIANO"

Cristina disse: Em 12/02/2019 às 08:46:57

"Isso acontece "TODOS OS ANOS" e a UFRR faz vista grossa! E sem falar na fraude que é o VESTIBULAR INDIGENA, aquele que deveria tender apenas os INDIGENAS, porém não é o que de fato acontece, pq são os LOIRINHOS, filhinhos de papai, que sempre estudaram em escolas particulares da capital e que entram pela janela, sem que UFRR tome qualquer providência! Um absurdo! Uma vergonha! Esse é nosso país RORAIMA!!! Toma tua merenda UFRR, enfim alguem jogou a m. no ventilador!"

Ana M disse: Em 12/02/2019 às 08:28:10

"É o que mais se vê! Gente que se autodeclara pobre, mas a renda familiar é altíssima. Muita gente pobre de verdade fica de fora do número de vagas por conta disso. Se for fazer uma sondagem, pega muita gente. Eu não sei como uma pessoa se autodeclara pobre, tendo carro próprio, celular iphone, renda familiar alta e por aí vai. Esse caso só foi exposto agora, mas desde que começou esse sistema ele é falho. "

Wilson Gabrielda Cruz Neto disse: Em 12/02/2019 às 08:11:54

"Isso nem é a ponta do icebergs, tem muita coisa acontecendo errada..... e isso ai nem é o começo. ... pois convivo com isso...."

Wilson Gabrielda Cruz Neto disse: Em 13/02/2019 às 00:59:37

"Aos que deram o dedinho para baixo, sinto em lhes dizer, mais e verdade sim..... "

Bekem disse: Em 12/02/2019 às 03:24:22

"Como que a UERR vai impedir que uma pessoa branca que autodeclarou parda faça sua matrícula? Pois não precisa documentos de comprovação. A UERR deveria seguir o modelo do IFRR por exemplo, onde o candidato que concorre a vaga de cotas, passa por uma entrevista filmada onde ele faz sua autorização e depois uma comissão defere ou indefere a autodeclaração do candidato. "