Autoridades aguardam decisão de indígenas para retomar negociações - Folha de Boa Vista
LINHÃO DE TUCURUÍ
Autoridades aguardam decisão de indígenas para retomar negociações
Rede de transmissão de energia passa pela Terra Indígena Waimiri-Atroari e precisa de autorização dos indígenas
Por Folha Web
Em 04/07/2017 às 01:00

O assunto da construção do Linhão de Tucuruí caiu no esquecimento das agendas do Palácio do Planalto, da Eletronorte e dos parlamentares federais de Roraima.

O último a dar uma palavra sobre o assunto foi o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), general Franklimberg Ribeiro Freitas.

A Folha questionou o presidente do órgão, que já foi comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva em Roraima, sobre a interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de distribuição de energia. As obras estão paralisadas, pois para chegar em território roraimense o linhão necessita passar pela TI Waimiri-Atroari.

O presidente da Funai respondeu que está em curso na instituição um processo de licenciamento ambiental para que o linhão de Tucuruí possa passar na TI Waimiri-Atroari. No entanto, há necessidade de uma autorização por parte dos indígenas para que a equipe do empreendimento possa adentrar no território. Ele disse estar aguardando uma resposta das lideranças indígenas – e elas chegam a 45 – sobre a melhor ocasião para retomar as discussões.

O ex-presidente da Funai, Antônio Costa, havia marcado uma reunião com o objetivo de conversar com as lideranças Waimiri-Atroari sobre essa consulta. Com sua exoneração e com o falecimento do coordenador do Programa Waimiri-Atroari, Porfírio Carvalho, o processo foi interrompido.

“Naturalmente, estamos respeitando a solicitação dos indígenas de que aguardemos um momento oportuno para que seja marcada uma nova conversa. Havendo a liberação por parte dos indígenas, o processo de obtenção do componente indígena do licenciamento ambiental será retomado”, esclareceu a Funai.

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gilberto marcelino disse: Em 05/07/2017 às 14:09:52

"Continuaremos a depender de Guri para atendimento da demanda energética de Roraima. Considerando o atual estado das coisas na Venezuela, pode ser que num futuro próximo voltaremos a nos valer da luz de velas e fogueiras para iluminar e de ferramentas manuais para produzir. Enquanto isso, o governo e a bancada federal... "

SANTOS disse: Em 04/07/2017 às 13:46:39

"- Essa exigência de autorização dos indígenas para construção do linhão de Tucuruí é a perfeita tradução de uma série de fatores. Primeiro, ela é absurdamente descabida porquanto a área que compõem a reserva não é propriedade dos indígenas, mas da União, na conformidade do que dispõe a Carta Magna e os documentos de demarcação e homologação. Aos indígenas cabe tão somente a posse e usufruto e qualquer coisa fora desse quadro é mera estupidez. Segundo, esse apadrinhamento por parte da FUNAI traduz completa ausência de autoridade do órgão governamental, aliás costumeira. Por fim, precisa acabar essa inversão de valores, em que os interesses de uma meia-dúzia de índios, preguiçosos e mercenários, se sobrepõem às necessidades de toda uma comunidade, muito maior numerosamente, e que são os verdadeiros mantenedores daqueles, que vivem parasitariamente, vassalos do propinamento dos ativistas de ONGs internacionais, que se valem do conluio interesseiro para proceder biopirataria sem qualquer controle ou fiscalização, sob as grossas vistas do governo federal. E todo mundo sabe disso, mas se beneficiam igualmente. Daí a falta de interesse em verdadeiramente resolver esse problema. E não sou eu, hoje, que estou dizendo. Isso vem sendo afirmado há muito tempo, inclusive por agentes da ABIN e militares do Exército Brasileiro. Está na hora desses políticos criarem vergonha na cara."

Lima disse: Em 04/07/2017 às 04:53:43

"Deixou de ser território Brasileiro? Essas criaturas tem o usufruto da terra, e não a propriedade, parece brincadeira!"