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NA CÂMARA MUNICIPAL
Audiência pública vai discutir problemas com internet 
Foram convidados representantes das operadoras de telefonia, dos Procon Boa Vista, Estadual e da Assembleia 
Por Edílson Rodrigues
Em 23/05/2019 às 09:00
É constante a insatisfação de usuários com a qualidade dos serviços prestados pelas prestadoras de serviços de internet (Foto: Nilzte Franco / Folha BV)

A precariedade dos serviços de internet em Boa Vista e, consequentemente em Roraima, será discutida durante audiência pública na sexta-feira, 24, a partir das 10h, no plenário da Câmara Municipal. Entre as questões que serão apresentadas durante o evento estão o rompimento da fibra ótica, valores cobrados do usuário, velocidade ofertada, entre outras.

Para o evento foram convidados representantes das operadoras de telefonia, dos Procon Boa Vista, Estadual e da Assembleia Legislativa, técnicos em informática e outros. A audiência foi proposta pelo vereador Renato Queiroz (MDB).

A audiência foi proposta pelo vereador Renato Queiroz (MDB)

Segundo ele, a ideia surgiu após ser constatada a insatisfação de usuários e empresários com a qualidade dos serviços prestados pelas prestadoras de serviços de internet em Roraima.

“Não será uma discussão prioritária no âmbito municipal, até porque não temos como alavancar soluções, mas temos como descobrir os problemas e encaminhar para a Assembleia Legislativa, se for caso estadual, e para os nossos deputados federais e senadores, se for caso federal”, ressaltou Queiroz.

Segundo o vereador, a partir das conclusões que forem deliberadas na audiência será gerado um relatório que vai ser encaminhado às entidades que possam oferecer uma solução prática. “A ideia é que se crie um serviço que facilite a identificação de que determinada empresa não está fornecendo a velocidade contratada ao usuário e que, de posse dessa informação, entre com uma ação nos Procon. 

Cerca de 10 rompimentos de fibra ótica foram registrados neste ano

 Rompimento da fibra ótica é físico e ocorre por vários fatores (Foto: Divulgação / Site Bitcom)

Muito tem se falado em rompimento de fibra ótica e quando isso acontece é um Deus nos acuda, pois são muitos os transtornos causados a quem depende da internet. Segundo dados do diretor-executivo da Amazônia Telecom, Jaime Fernandez, em 2018 a fibra ótica se rompeu entre 15 a 20 vezes e nesses quatro primeiros meses de 2019 já foram registrados 10 rompimentos.

“Apesar desses números, com a chegada da fibra ótica a internet em Roraima já melhorou muito, até porque as operadoras estão sempre em busca de melhorias para fazer com que o rompimento da fibra não aconteça, porque a cada dia que passa os usuários estão mais exigentes no quesito velocidade”, disse Fernandez.

Ele explicou que o rompimento da fibra ótica é físico, e ocorre por vários fatores como fortes chuvas, por uma obra realizada na estrada e outros, já que o cabo de fibra é enterrado e aéreo e pode sofrer um dano. “A fibra ótica fica dentro de um cabo que é suscetível a um dano qualquer. Nesse cabo deve ter umas 72 fibras, no mínimo, e cada uma tem um sinal que passa de 40 a 100 gigas. Roraima usa hoje de internet 40 gigas, no máximo”, esclareceu o empresário.

Ele disse que às vezes os rompimentos acontecem também por algum problema que ocorra em Belém, por exemplo, ou até mesmo em São Paulo o que terá consequência em Roraima. “Estamos todos interligados. A internet não tem dono, é simplesmente uma interligação entre vários computadores”, comentou Fernandez. (E.R.)

SANTOS disse: Em 23/05/2019 às 09:49:13

"- Particularmente acho essas audiências públicas um descomunal desperdício de tempo e energia. Sejam quais forem as conclusões a que cheguem não serão elas aplicadas ou observadas pelas partes envolvidas. Inúmeros têm sido os exemplos que ocorreram e, em alguns casos, com maior vilipêndio, com foi o plebiscito sobre o estatuto do desarmamento que foi adotado, mesmo havendo a população por expressiva maioria se manifestado contra a medida. - Os documentos que estabelecem as obrigações das partes têm cláusulas severíssimas a serem cumpridas pelas Cessionárias, nunca cobradas pelas ditas Agências Reguladoras, no caso a ANATEL, que muitas vezes adotam postura paternalista para com as operadoras deixando os usuários sem ter a quem recorrer. - Melhor seria exigir que os termos das concessões fossem seguidos à risca e, com certeza, teríamos uma prestação de serviços de qualidade excepcional e a preço justo. - No caso de Roraima muito nociva a falta de concorrência. Tivéssemos por aqui outros concorrentes, certamente a operadora única de internet chamada banda larga, que de banda larga nada tem, já trataria seus usuários de outra forma ou já teria sua recuperação judicial elevada a falência."