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EM RORAIMA
Bancos têm mais de R$ 300 milhões em linhas de crédito para produtores
Para a safra 2019/2020, bancos disponibilizaram recursos voltados para os variados tipos de produtores com taxas reduzidas
Por Folha Web
Em 12/08/2019 às 01:06
Empenhados na safra 2019/2020 produtores podem utilizar linhas de crédito dos bancos de Roraima (Foto: Agrownegocios blog)

MARCOS MARTINS
Colaborador Folha

Com a safra de 2019/2020 acontecendo no estado de Roraima, as linhas de crédito e financiamentos agrícolas voltados para fomentar o produtor rural acabam por se transformar em uma opção a mais. 

Segundo informações do Banco do Brasil, o financiamento agrícola para a safra de 2019 teve um aumento de recursos disponibilizados. Em todo o país, na safra anterior os agricultores tiveram a disposição cerca de R$ 85,96 bilhões e para essa temporada foram alocados R$ 103 bilhões para os produtores rurais. 

Deste total, foi disponibilizado, somente para Roraima, o montante de R$ 99,7 milhões. Esses recursos foram divididos para o pequeno produtor rural que ficou R$ 36,1 milhões, R$ 10,5 milhões para o médio produtor e R$ 53,1 milhões para o restante dos produtores e cooperativas.

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Também conforme o Banco do Brasil, após a abertura da safra, os produtores de Roraima já utilizaram R$ 2,3 milhões, sendo que R$1,1 milhão foi destinado à agricultura empresarial e R$ 1,2 milhão para a agricultura familiar.

Outro que disponibiliza recursos para o produtor rural é o Banco da Amazônia (BASA). Segundo dados divulgados pelo banco, para este ano foram estimados recursos em investimentos para Roraima um total de R$ 273,4 milhões, dos quais R$ 42,5 milhões referentes ao Agronegócio.

Esses recursos do fundo são destinados para diversas áreas, sendo que existe uma estimativa de R$ 70 milhões para apoiar a infraestrutura de Roraima e de R$ 200 milhões para apoio à educação pelo programa FNO-FIES.

Os fundos constitucionais foram criados pela Constituição Federal com o objetivo de trazer desenvolvimento econômico e social para as regiões brasileiras com programas de financiamento aos setores produtivos.

Conforme o gerente geral do BASA, Daniel Moura, os investimentos em Roraima terão algumas facilidades para quem quiser dispor dos recursos oferecidos. “Teremos uma taxa satisfatória e isenção de IOF, prazos que podem chegar a 15 anos, além de simplificação na burocracia de documentos em que é dispensado um projeto complexo da terra para formalização do financiamento”, afirma o gerente.

Os produtores rurais que estiverem interessados em acessar as linhas de financiamento do FNO precisam procurar uma agência do Banco da Amazônia para fazer cadastro e abertura de conta. Após esse cadastro, um dos gestores do banco irá agendar e fazer uma visita ao empreendimento rural que será alvo do financiamento. Segundo o banco, o intuito desta visita é fazer um levantamento de dados técnicos e gerenciais e a partir daí será feito um estudo de limite de crédito e autorização de elaboração de projeto.

Outro programa que também oferece créditos aos agricultores é o Pronaf (O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que é bastante utilizado no estado de Roraima e tem disponível em todo o Brasil o montante de R$ 12,40 bilhões, dos quais R$ 2,03 milhões são para Roraima.

O Pronaf tem o objetivo de contribuir com as atividades desenvolvidas pelo agricultor familiar e assentado financiando as atividades agropecuárias. Para isso o programa possui taxas de juros mais baixas, justamente para contribuir com a geração de renda dessas pessoas. “O FNO se estende à agricultura familiar e o Pronaf tem taxas mais baixas justamente pensando em fortalecer aquele pequeno agricultor que precisa injetar um dinheiro no seu cultivo”, explica ainda o gerente geral do Basa, em Roraima, Daniel Moura.

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ADNIL BARROS CAVALCANTE disse: Em 12/08/2019 às 10:05:47

"Anos após anos, a notícia se repete, ou seja, os Bancos do Brasil e da Amazônia tem milhões de reais para aplicar em Roraima e pouco é aplicado no setor rural em decorrência dos produtores, principalmente mini e pequenos, NÃO possuirem o título de propriedade de sua parcela de terra. Para quem não sabe, a regularização fundiária de diversas glebas rurais transferidas pela União ao Estado em 2009, depende do Assentimento Prévio do Conselho de Defesa Nacional (CDN) em razão de grande parte delas estarem a menos de 150 Km das fronteiras. Até parece uma inverdade, já vai completar em outubro/2019, DEZ anos e as gestões dos poderes executivo e legislativo não tiveram sucesso para obter o tão sonhado Assentimento Prévio do CDN. A esperança nesse governo se RENOVA, haja vista que temos no governo estadual uma pessoa que entende e é compromissada com as demandas do meio rural, bem como um Presidente da República do mesmo partido que busca mudar para melhor, com a disciplina militar, todos os setores de nossa economia e, consequentemente, melhorar o padrão de vida dos brasileiros. Nós, mini e pequenos produtores rurais de RR, temos que orar para que nosso governador e representantes em Brasília se empenhem devidamente na obtenção do Assentimento Prévio do CDN, a fim de termos o título de propriedade de nossas posses para podermos acessar operações de INVESTIMENTO no BB e BASA."