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SISTEMA PRISIONAL
Sejuc diz que transferência não compromete segurança em presídio
Ao todo, segundo André Fernandes, foram transferidos 511 presos da Cadeia Pública para a Pamc nesta sexta-feira, 12
Por Minervaldo Lopes
Em 12/07/2019 às 10:00
Da esquerda para a direita: Hércules Pereira (Adjunto Sejuc), Olivan Pereira (Sesp), André Fernandes (Sejuc) e Elias Santana (PM) (Foto: Minervaldo Lopes/FolhaBV)

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, dia 12, no salão nobre do Palácio Senador Hélio Campos, o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), André Fernandes, garantiu que a transferência de 511 presos da Cadeia Pública Masculina de Boa Vista (CPMBV) não compromete a ordem de segurança da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), considerada a maior unidade prisional de Roraima.

"Não existe um temor [de possível confronto] porque nós temos o controle total da unidade. Temos tudo regulamentado, com horários definidos e dessa forma temos a certeza de que nada vai acontecer lá dentro da unidade", disse.

Conforme Fernandes, a transferência dos detentos foi necessária por dois motivos. O primeiro para garantir a segurança das atividades realizadas na Cadeia e o segundo ponto para minimizar o risco de detentos adoecerem por questões de insalubridade, fato que vem sendo denunciado constantemente por familiares dos presos.

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“A transferência é para trazer uma condição de segurança e salubridade melhor para os internos, fazendo com que o sistema penitenciário se adeque como determina a lei. Tanto na Pamc quanto na Cadeia Pública, antes não existia uma separação por crimes. Isso a gente começa a fazer agora, e vão aprimorar essas políticas de segurança a partir de um próximo momento”, completou.

Com a transferência dos detentos, a unidade passou a contar apenas com aproximadamente 150 detentos, sendo eles ex-policiais e presos que estão em regime de remissão de pena, aptos para a realização de trabalhos externos. A medida possibilita ainda a realização de reformas na estrutura da unidade, que foi criada com o intuito de receber 120 reeducandos, mas que estava com mais de 700.

"A Cadeia Pública apresentava problemas estruturais, tínhamos diversas infiltrações que podiam causar, por exemplo, crises asmáticas em alguns dos detentos. Então dessa forma nós vamos fazer a reforma de todo o prédio, para ampliar o número de vagas, de forma a trazer um pouco mais de segurança e salubridade para esses presos", salientou o secretário, que confirmou que a intenção é de que os trabalhos terminem no fim do ano.

A matéria completa você confere na Folha Impressa deste sábado, dia 13.

Colaborou o repórter Edilson Rodrigues.

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