Com doença grave migrante e refugiada é atendida por instituição em RR - Folha de Boa Vista
DIA DO REFUGIADO
Com doença grave migrante e refugiada é atendida por instituição em RR
Venezuelana se viu fazer parte do maior exôdo humano na história entre duas nações
Por Folha Web
Em 20/06/2021 às 10:00
Projeto ANA beneficia mais de 31 mil refugiados com entregas de cartões (FOTO: Divulgação)

A história da venezuelana Maitê Liseth Sojo Rodriguez, é comum a muitas outras de migrantes e refugiados venezuelanos, que chegam ao Brasil em busca de ajuda e um recomeço. Com destino incerto, o medo do desconhecido, Maitê, mãe solteira com uma filha de 10 anos, chegou em Roraima em 2017 à procura de uma vida melhor, de socorro.

Com pessoas conhecidas vivendo no estado, recebeu informações de que aqui tinha comida e oportunidade de trabalho. Isso foi o suficiente para que, juntas, mãe e filha largassem seu país de origem para reconstruir às poucas suas vidas no Brasil.

Em alguns meses, Maitê Rodriguez, conseguiu fazer cursos de português, ter um bom emprego e um local para morar. Foi um dos melhores momentos desde que tinham chegado ao Brasil. No entanto, no final de 2019, sentindo muitas dores e ao procurar ajuda médica, foi diagnosticada com câncer de colo no útero, a notícia foi devastadora e apertou o coração.

Convivendo com a doença, ainda assustada, impossibilitada de continuar trabalhando, cuidar da sua filha e se manter financeiramente, a jovem mãe não desistiu de lutar, sempre com a esperança de dias melhores.

Foi em janeiro deste ano de 2021 e em meio a pandemia, em uma visita dos oficias de campo que atuam no Projeto ANA da Regional ADRA Roraima, que Maitê teve suas esperanças renovadas.

Surpresa com a chegada do oficial, ela não imaginava que participaria de uma pequena entrevista, em seguida cadastrada e passando a ser beneficiária de um lindo projeto que contempla um voucher no formato de cartão eletrônico, para compras de produtos alimentares e não alimentares, ou seja, vouchers para compra de 3 kits: alimentos, higiene e itens para casa e cozinha.

Durante essa jornada, Maitê passou pela quimioterapia e radioterapia, mesmo bastante debilitada, ela destaca que Deus tem cuidado de cada detalhe, tem dado forças e colocado pessoas no seu caminho para ajudá-la. Com melhoras no tratamento, ela busca complementar a ajuda do benefício, fazendo trabalhos com diárias de faxina. E agora aguarda ansiosa pela cirurgia.

Com a ajuda do Projeto ANA, Maitê diz estar feliz e agradecida pela contribuição que ADRA tem dado às pessoas que vivem em situações extremas, assim como a dela.

“Ter recebido esse benefício é como se minha vida tivesse tido um refrigério. Me sinto abençoada por Deus ter colocado pessoas para que pudessem me ajudar e trazer paz nesse momento tão difícil. E é assim que estou me sentindo agora, tranquila, por saber que posso comprar alimentos e outras coisas que estão faltando. Só tenho a agradecer e pedir que Deus continue abençoando todas as pessoas que trabalham com esse projeto, que possam beneficiar outros irmãos venezuelanos”, afirmou emocionada.

Maitê com sua filha Sarah  são beneficiárias do Projeto da ADRA Roraima (FOTO: Divulgação)

A ADRA, mais que uma agência humanitária, ela tem a missão de levar “ JUSTIÇA para que cada pessoa reconheça que é única e especial, COMPAIXÃO porque ninguém deve levar seu fardo sozinho e AMOR sem limites, que não enxerga distinções”.

Projeto ANA beneficia mais de 31 mil pessoas com entregas de cartões

O projeto ANA (Ações Alimentares e não Alimentares para Migrantes Venezuelanos no Brasil), tem o objetivo de reduzir a insegurança alimentar de 7.500 famílias (cerca de 31. 273 mil pessoas) de migrantes venezuelanos nas cidades de Boa Vista, Corredor Migratório de Roraima, e Manaus, ao mesmo tempo que proporciona o acesso a bens domésticos básicos e artigos de higiene.

Até o mês de maio de 2021, já foram beneficiadas 31.273 pessoas, e distribuídos 63.815 créditos para compra de kit alimentação, 52.333 para compra de kit de higiene e 16.741 para compra de kit de itens de casa e cozinha.

O projeto funciona com a parceria da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e seus escritório FFP (Food for Peace) e OFDA (Office of U.S. Foreign Disaster Assistance).

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