Crescimento urbano aponta mais de 200 registros de edifícios verticais - Folha de Boa Vista
NA CAPITAL
Crescimento urbano aponta mais de 200 registros de edifícios verticais
Empresários investem em construções de edifícios que apontam mudanças no cenário urbano em todas as áreas da cidade
Por Polyana Girardi
Em 06/08/2019 às 00:25
Construção de prédios verticais são os mais novos empreendimentos urbanos na capital (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

O cenário urbano da capital de Roraima, Boa Vista, tem registrado diferentes mudanças devido ao crescimento populacional. Empresários que enxergam alternativas para esse crescimento passaram a investir em construções de edifícios, os também chamados pavimentos verticais. Conforme dados do município, já existem cerca de 209 imóveis verticais acima de três andares registrados juntos à Prefeitura de Boa Vista.

De acordo com a Diretora do Departamento de Cadastro Imobiliário, Aline Silvano Lopes, os números apontam o interesse da população em residir na capital. Ao total, são cerca de 109.528 áreas cadastradas, sendo que de imóveis construídos são 66.753 contra 1.260 vazios.

“Existe cerca de 20% de áreas que não estão cadastradas junto ao município porque são resultantes de ocupação irregular, o que gera um problema porque ou são terras do governo estadual ou áreas privadas. Quem possui interesse em investir em construções é importante estar de acordo com as normas da prefeitura e ver se o bem está em situação regular, senão serão inclusos em casos de estelionatos.”, explicou.

Conselheiro de Arquitetura avalia empreendedorismo vertical na capital 


O presidente do Cau, disse que verticalização é um processo inevitável e chegou a Boa Vista (Foto: Diane Sampaio/FolhaBV)

Já sobre o empreendedorismo que busca o crescimento vertical da cidade, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Roraima (Cau), Jorge Romano, disse que os empresários devem estar atentos à apresentação do projeto junto ao Cau e ao Conselho Regional Engenharia e Agronomia de Roraima, o Crea. “Projetos de paisagismo e arquitetura estão vinculados ao Caue somente após aprovação das etapas com a Prefeitura. São analisados todos os procedimentos que tornam a obra apta para execução de um projeto seguro”, explicou.

Jorge Romano também avaliou a construção das obras de pavimento vertical para o estado em meio à crise. “A verticalização é um processo inevitável nos grandes centros, pois quanto mais espalhada a cidade, mais caros ficam os serviços públicos, e para melhorar a oferta de serviços, se busca a concentração da população nas áreas onde já tem infraestrutura. E esse processo já está chegando em Boa Vista e é irreversível. 

Para Romano, os investimentos que contemplam todas as classes financeiras são vistos como positivos.

“O popular possui uma linha de financiamento diferente. É possível fazer o pagamento de prestações reavaliadas a cada cinco anos se não ocorrerem inadimplências. Já os maiores são de categoria privilegiada e existe concentração de renda para alguns, e são essas pessoas que as grandes obras de luxo dedicam seus investimentos estruturais”.

A construção das Torres do Jóquei, um edifício vertical após o Varandas do Rio Branco, é um dos investimentos de um grupo imobiliário em Boa Vista. A responsável é a URB Desenvolvimento Imobiliário, empresa que desenvolve, incorpora e faz a gestão de empreendimentos por todo o país. A previsão é que o começo das obras ocorra em até quatro meses e sejam concluídas em primeira fase em um prazo de 36 meses.

De acordo com o Sócio Administrador da empresa URB, Fábio Folco, a decisão em investir em Roraima partiu da experiência em mais de 50 projetos que já deram certo no Brasil. 

“Somos um grupo empresarial focado na estruturação de operações financeiras. Para a 1ª fase do projeto serão quatro torres de 18 pavimentos, totalizando 576 apartamentos, de 48m² a 70m². Os empreendimentos vão gerar grande impacto para a cidade, como o incremento na economia local em mais de 50 milhões de reais pelos próximos 48 meses”, disse

Folco ainda disse que serão cerca de 300 empregos diretos e 900 empregos indiretos para Boa Vista. “Dia 8 ocorrerá o lançamento da planta. Será a melhor utilização da infraestrutura urbana existente que também poderá trazer o desenvolvimento das empresas locais e atração de outras novas para a capital. O empreendimento será financiado por um banco de 1ª linha, preferencialmente a Caixa Econômica Federal. Estamos em tratativas finais e informaremos a todos assim que o banco for contratado, com todas as garantias e seguros necessários para esta operação”, concluiu.

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