Descumprimento de medidas protetivas é mais frequente na zona Oeste  - Folha de Boa Vista
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Descumprimento de medidas protetivas é mais frequente na zona Oeste 
Rondas são feitas diariamente para garantir que as medidas protetivas emitidas pela Justiça sejam cumpridas
Por Folha Web
Em 21/07/2021 às 15:04
Equipe da Guarda Municipal realiza os acompanhamentos por tempo indeterminado. (Foto: Divulgação/Semuc)

Uma parceria realizada entre a Prefeitura de Boa Vista e o Tribunal de Justiça de Roraima tem ajudado a garantir que sejam cumpridas medidas protetivas emitidas pelo Poder Judiciário, para proteger vítimas de violência doméstica. De janeiro a maio deste ano, 475 atendimentos foram realizados na capital, e a maior parte das demandas vem dos bairros Ayrton Rocha, Raiar do Sol, Nova Cidade, Bela Vista, São Bento, 13 de Setembro e Cidade Satélite.

As rondas são realizadas diariamente pela Guarda Civil Municipal. Também é disponibilizado um número de telefone para atendimento 24 horas. Este número, no entanto, é exclusivo para as mulheres que possuem medida protetiva, por isso não é amplamente divulgado. Quem quiser denunciar casos de violência doméstica deve ligar para o 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher).

“Desde que eu pedi a medida protetiva, eles me acompanham, perguntam sempre se estou bem, se estou precisando de alguma coisa. Me sinto muito segura e confio no trabalho deles. Eu tenho um contato para falar direto com eles se eu me sentir ameaçada. É só ligar que eles vêm”, disse M. de 22 anos, uma das vítimas assistida pela patrulha.

Integrante da equipe da Patrulha Maria da Penha, a guarda municipal Gisele França destaca que trabalho é essencial para o apoio das mulheres, impedindo que os agressores ofereçam risco à vida delas. 

“Nossa equipe está sempre atenta até mesmo para identificar a vulnerabilidade dessa vítima. Se ela está precisando de acompanhamento psicológico, tudo é reportado à rede de proteção, que toma toda as medidas necessárias”, pontuou França.

O acompanhamento não tem duração definida e o ciclo só se encerra quando a vítima diz que não é mais preciso, ou quando a patrulha constata que a situação está sob controle.

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