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STARTUP DAY 
Empreendimentos dão nova cara a mercado e ganham novos adeptos
SEBRAE realiza evento gratuito dedicado a modelos de startups que visam mercado e tentem crescimento pela inovação projetada
Por Ana Paula Lima
Em 14/05/2019 às 00:50
Dupla roraimense foi uma das primeiras a dar início às startups em todo Brasil e atualmente atende soluções em quase todo país (Foto: Diane Sampaio/FolhaBV)

Soluções inovadoras para problemas antigos. Essa é uma das definições para entender um pouco mais do ramo de empreendedorismo que está começando a ganhar cada vez adeptos: as startups. Pode se tratar também de uma área nova de atuação de empresas que já atuam no mercado, mas que também possuem objetivo de ideias novas.

Em Boa Vista, são cinco empresas startups que estão na fase inicial de projetos antes de serem lançados no mercado. Para apoiar essas empresas e outras que estejam interessadas no setor, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) irá realizar um evento inteiramente dedicado aos modelos de negócios, o Sebrae Startup Day no dia 18 de maio. 

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Simultaneamente com outras unidades do país, serão feitas atividades procurando a troca de conhecimento, experiências e contato. A programação tem início às 8h e segue durante todo o dia, com geração de conhecimento, palestras e oficinas promovidas no edifício Airton Dias, na Rua Governador Aquilino Mota Duarte, no São Francisco. 

Os interessados podem se inscrever gratuitamente no 0800 570 0800. 

Pouco investimento, muito trabalho e a busca pelo sucesso

A necessidade do mercado, em Boa Vista, de empresas que facilitassem a compra de ingressos e também a dificuldades de organizadores de eventos em relação a essas vendas, foi o que motivou os empreendedores Gustavo Nogueira e Vanessa Schwaizera a iniciarem a própria startup.

Com investimento de R$ 10 mil, criaram uma ferramenta possível de unir a demanda dos dois públicos, compradores e produtores, em uma plataforma online. A Ticket Phone foi projetada em 2014 e, desde então, só cresceu e se expandiu para localidades fora de Roraima e também com a criação de uma máquina de cartão de crédito, além de atender empresas de turismo.

Gustavo destacou que a diferença das startups é não visualizar algo grandioso no começo, mas sim focar na apresentação de um produto para suprir as demandas do mercado. “Com o passar do tempo, em que aquele modelo é validado, começa a ganhar escala e aí há necessidade de melhorar as ferramentas de softwares e profissionais. Começamos assim, tudo era muito pequeno e depois foi se aperfeiçoando”, contou.

A iniciativa que começou com duas pessoas e um investimento próprio de tempo e verbas, agora tem uma equipe com seis pessoas. Em algumas situações, são feitas contratações temporárias, podendo chegar até 20 pessoas atuando para a empresa. 

Para quem tem interesse em começar uma startup, Venessa orienta a procurar instituições que visam dar apoio às ideias inovadoras, porém pontua que todo processo até ter uma empresa de sucesso demanda tempo e dedicação. Para quem chegou até aqui, a dica é entender que é preciso persistência e trabalhar firme.

Economista avalia que startups têm riscos, mas chances maiores de ganho

Para o professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), economista Dorcílio Erik Sousa, o empreendedorismo das startups vale a pena, mas por se tratar de algo novo, apresenta riscos maiores. “Não é algo tradicional ou sistematizado e compreendido para solucionar problemas”, explicou.

Contudo, por se tratar de ideias inovadoras, as chances de ganho podem ser maiores do que modelos empreendedores tradicionais. “Quando tem margem de ganho maior do que as demais praticadas, isso promove o próprio crescimento da empresa e existem margens de lucro mais confortáveis que possibilitem um maior ganho econômico”, frisou sobre as vantagens de arriscar em um projeto com essa finalidade.

O economista destacou que o tipo de crescimento é diferente dos empreendimentos tradicionais e muito mais atrativo, por poder ampliar os níveis de produção, e os custos não acompanham essa produção, ou seja, aumenta a produtividade sem que os custos se elevem tanto. (A.P.L)

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