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CADEIA PÚBLICA MASCULINA
Familiares de presos questionam transferência para a Pamc
Mais de 50 pessoas, entre mulheres e crianças de colo, ocuparam a entrada da sede da Sejuc, na manhã desta sexta-feira, 12
Por Minervaldo Lopes
Em 12/07/2019 às 11:36
Familiares de presos da Cadeia Pública lotaram a entrada da sede da Sejuc após tomarem conhecimento de transferências realizadas na madrugada (Foto: Aldenio Soares)

Parentes de presos da Cadeia Pública Masculina de Boa Vista (CPMBV), situada no bairro São Vicente, realizaram na manhã desta sexta-feira, dia 12, uma manifestação em frente à sede da Secretária de Justiça e Cidadania (Sejuc), em razão da transferência de mais de 500 detentos daquela unidade para as novas instalações da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), maior presídio de Roraima.

Após a finalização da coletiva de imprensa convocada pelo titular da Sejuc, Andre Fernandes, a FolhaWeb foi até o local da manifestação e constatou a concentração de mais de 50 pessoas, entre mulheres e crianças de colo. A transferência dos detentos da CPMBV ocorreu de forma sigilosa, no período desta madrugada.

“Não tivemos qualquer informação a respeito. Simplesmente transferiram [os presos] de uma hora para outra. Já era uma complicação para conseguir visitar meu marido aqui na Cadeia, e agora não sei como vai ficar, se ele foi ou não transferido, porque nem a lista de transferidos foi divulgada”, relatou a esposa de um detento, que pediu para não ser identificada.

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Entre 2016 e 2017, o sistema prisional local foi palco de dois grandes massacres de detentos e várias fugas. Todos esses atos estão diretamente relacionados a guerra entre as facções que se instalaram no Estado. Por conta disso, a Sejuc tomou a decisão de separar os presos por organizações criminosas, medida que acabou ganhando reforço no ano passado com a implantação da intervenção federal.

“Nós temos medo que ocorra uma nova rebelião dentro da cadeia, porque ali não tem segurança total para comportar mais de dois mil presos, como foi dito na coletiva que o secretário participou. É muita gente e nós esperamos pelo menos que haja uma separação [na Pamc]”, comentou outra manifestante.

Parentes de presos da Pamc também estiveram no ato desta manhã, uma vez que alegam que a unidade não está permitindo a visita de familiares desde o fim do maio.

“A última visita foi no dia 31 de maio e desde então eles ficaram de estabelecer os critérios [de visitas], mas até hoje nada. E provavelmente vai ficar pior, com essa transferência para a Pamc. Eu estou aqui não só por mim, que sou mãe de um detento da Penitenciária, que está em poder ver seu filho, mas também pelas outras mães esposas que estão nessa situação”, ressaltou a funcionária pública Lucivania Jasmelinda, de 50 anos.

A reportagem também apurou que com a transferência dos presos, a Cadeia Pública passa a contar somente com detentos em remição de pena, uma base de aproximadamente 150 homens.

Já em relação as visitas na Pamc, o secretário da Sejuc, André Fernandes, informou durante a coletiva de imprensa hoje (12), que a previsão inicial é que as atividades sejam retomadas na primeira semana de agosto.

Foto: Aldenio Soares
Foto: Aldenio Soares
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Marcelo disse: Em 12/07/2019 às 17:17:34

"parabéns pela iniciativa da SEJUC e pelo sucesso na transferência dos criminosos, sem incidentes. Seria óbvio que, se a transferência não ocorresse de forma velada, nossos (poucos) agentes de segurança pública sofreriam certamente atentado contra suas vidas e o poder público se veria rendido! Infelizmente na maioria das vezes, o sujeito não pensa no sofrimento da própria família e não há outra forma senão sofrerem as consequências juntamente com ele em prol da segurança da população, da justiça e da preservação dos direitos de todos os cidadãos quem optam pelo correto cumprimento da lei!"

Rildo Lopes disse: Em 12/07/2019 às 16:51:39

"Familiares de presos questionam transferência para a Pamc...OI?......Sociedade questiona pq bandidos não nos deixam em paz!"

liberdadesempre disse: Em 12/07/2019 às 12:57:09

"como é interessante, agora o Estado tem que ver se vai ficar bom ou não para o preso ou familiar, se eles quisesse mesmo estar do lado dos familiares, que não fizesse os crimes que cometeram, basta nos que somos vitimas deles e pagamos todos os benéficos poucos, mas que são retirados dos impostos que pagamos todos os dias, sem que cada um com seus casos, pois muitos estão lá por mais de 2 vezes, já saíram e voltaram de novo. essa e minha humilde opinião, sem deixar de falar que tenho familiar lá pagando o que fez. "