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RESERVA INDÍGENA
Famíliares denunciam homicídio em garimpo
Segundo os familiares, o crime ocorreu após uma discussão entre a vítima e o agressor.
Por Folha Web
Em 22/06/2019 às 17:07
Famíliares denunciam homicídio em garimpo (Foto: Divulgação)

Familiares denunciaram o homicídio do Antonio Rodrigues, 56 anos na área de garimpo ilegal, dentro da reserva Yanomami no município de Mucajaí. Segundo os familiares, o autor do crime continuaria na área de garimpo.

Segundo os familiares, o crime ocorreu após uma discussão entre a vítima e o agressor.

Agora o problema é conseguir autorização para adentrar a área para a remoção do corpo. “Não queremos vingança, só queremos ter a dignidade de poder enterrar nosso ente” explicou um familiar que preferiu não se identificar.

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Segundo ele, até o momento o Exército não autorizou a entrada da família no local para buscar o corpo. Segundo eles, a remoção particular custa em torno de R$7.500 reais.

A Polícia Militar de Roraima) informa que, até o momento, não foi acionada por órgãos federais para oferecer apoio na ocorrência, tendo em vista tratar-se de terra indígena e, neste caso, também de garimpo ilegal, cuja competência para ingresso, ou autorização de ingresso na região, é da Polícia Federal ou do Exército Brasileiro.

"Ressalta que, quando solicitado suporte, em situações anteriores, já participou de ações em terras indígenas, apoiando equipes da Polícia Federal e do Corpo de Bombeiros, sendo que a estrutura logística foi providenciada pelo governo federal".

O Corpo de Bombeiros Militar de Roraima afirmou que foi procurado na manhã deste sábado, 22, por familiares de um garimpeiro que, supostamente, teria se envolvido numa briga na área de garimpo ilegal, localizada em terra Ianomâmi, e estaria ferido.

Eles pediram apoio para o resgate da suposta vítima e não mencionaram óbito. Conforme os comunicantes, há duas pessoas feridas na região, uma por arma de fogo e outra por arma branca e precisam ser trazidas para atendimento médico-hospitalar.

Trata-se de área remota de difícil acesso. O CBMRR está com a equipe previamente pronta, mas precisa de suporte logístico e de segurança, por ser região de garimpo ilegal com probabilidade de existência de conflitos. Com apoio da Polícia Federal, Exército, ou Polícia Militar, as equipes se deslocarão para fazer a remoção.

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