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SEGURANÇA PÚBLICA
Força Nacional está autorizada a intervir em protestos da Educação
Por Polyana Girardi
Em 10/08/2019 às 00:15
Ministério da Justiça autorizou emprego da Força Nacional para manter ordem durante as manifestações estudantis (Foto: Arquivo Folha/Folha Bv)

O Ministério da Justiça e da Segurança Pública autorizou a intervenção da Força Nacional de Segurança no próximo dia 13, em apoio ao Ministério da Educação (MEC), durante os protestos estudantis que ocorrem em todo o país. O objetivo é manter a ordem pública e a defesa de patrimônio da União. As informações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 8. A portaria ainda diz que caso o MEC solicite, o período de uso da Força Nacional poderá ser prorrogado.

A ação, que na Portaria estava prevista apenas para Brasília, também poderá ser estendida para Roraima no dia 13 de agosto, data prevista para que ocorra a mobilização local para discutir os cortes para as universidades públicas federais, defesa da autonomia universitária e contra o projeto Future-se. A informação foi repassada pelo Ministério da Defesa que, ao ser questionado se havia sido feita alguma notificação para os estados onde a Força Nacional estava atuando, como é o caso de Roraima, respondeu por meio de nota que “O emprego da Força Nacional está autorizado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública”.

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Para o presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal de Roraima, Paulo Afonso, o uso da Força Nacional é uma atitude exagerada. 

“Em um dos protestos respeitamos as decisões jurídicas que impediam o fechamento dos portões da Universidade e nos manifestamos de forma ordeira. Nossa arma são livros e o conhecimento, e não existe pretensão de uso de força. A proposta é lutarmos por direitos garantidos pela Constituição e em defesa pela democracia”.

Paulo ainda disse que usar violência em protestos, seja de qual lado for, é coisa de ditadura. “Estamos passando por um momento constrangedor na educação”, explicou.

O representante do movimento estudantil da Universidade Federal de Roraima e do Movimento por Uma Universidade Popular (Mup), Raphael Barros, avaliou a autorização do uso da Força Nacional em manifestações como desrespeitosa para o período que vive o país.

“Nós já sofremos contingenciamentos e não ter liberdade para contestar as ações do governo coloca em dúvida sobre a definição do que é democracia para o atual presidente. Não é o uso da Força que nos impedirá de irmos às ruas. Nossas universidades desenvolvem pesquisas e fazemos ciência provocando o ensino e reflexões, e isso é visto como ameaça. O uso da Força da Nacional é nada menos do que uma atitude para mostrar que a população deve obedecer a um regime e não repensar a realidade”.

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João Pirão disse: Em 12/08/2019 às 09:53:13

"Hoje parece que não se discute mais sobre o narcotráfico, que ao parecer aumentou seu tamanho, assim como os crimes ambientais, nem se fala mais das milícias. Hoje os bandidos são os trabalhadores, professores, alunos, cientistas. No mínimo um contra senso. "

sullivan da silva bichara disse: Em 10/08/2019 às 09:04:28

"O objetivo e manter a ordem e o patrimônio da união pois muitas manifestações não passam de badernas desenfreadas como se ver no país a fora, aqui não e muito diferente, já que vão usar alunos em horários de aula, servidores em horários de trabalhos, porquê não fazem no final de semana que todos tem folgas tanto alunos como servidores."

Maria Elisabete Lira do Amaral disse: Em 10/08/2019 às 13:53:22

"Concordo!"