Indígenas denunciam novo ataque com bomba de gás lacrimogênio - Folha de Boa Vista
GARIMPO
Indígenas denunciam novo ataque com bomba de gás lacrimogênio
O relato é que o ataque aconteceu um dia após o término da Operação Palimiú 1, que desativou sete garimpos ilegais na região
Por Folha Web
Em 09/06/2021 às 10:45
Impacto do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami - (Foto: Dário Kopenawa/Reprodução Brasil de Fato)

Indígenas denunciaram um novo ataque com bombas de gás lacrimogênio no último final de semana, na região do Palimiu, em Roraima. A informação é que quatro barcos com garimpeiros armados invadiram a Comunidade Maikohipi na madrugada do último dia 05 de junho, por volta de 01h da manhã.

O relato é que o ataque aconteceu um dia após o término da Operação Palimiú 1, do Exército Brasileiro e da Polícia Federal, que desativou sete garimpos ilegais na região entre os dias 12 de maio e 04 de junho.

A Hutukara Associação Yanomami (HAY) enviou um ofício na última segunda-feira (7) à Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami da FUNAI, à Superintendência da Polícia Federal em Roraima (PF/RR), à 1ª Brigada de Infantaria da Selva do Exército – 1ª BIS e ao ao Ministério Público Federal em Roraima solicitando segurança para os indígenas Yanomami. 

“Os indígenas informaram que foram lançadas bombas que soltavam gás e fazia arder os olhos. Assistindo o início do ataque, os Yanomami tiveram de se refugiar no mato antes de os garimpeiros entrarem na sua comunidade. Ainda não há informação quanto a possíveis feridos no ataque”, diz trecho da nota.

O documento assinado por Dario Kopenawa Yanomami, vice-presidente da associação, diz que “o relato dos Yanomami protesta contra a situação de insegurança vivida pelos indígenas em razão da presença garimpeira ilegal no interior da Terra Indígena Yanomami, apesar de todos os avisos”. 

“Diante disso, mais uma vez, insistimos para que continuem atuando para impedir o avanço da atividade ilegal e a consequente espiral de violência, para garantir a segurança às comunidades indígenas no Palimiu, e na Terra Indígena Yanomami, com a presença constante das forças públicas de segurança e fornecimento contínuo de apoio logístico para operações”, finaliza o documento. 

Fonte: Brasil de Fato

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