Mais de 500 internos do sistema prisional fazem prova do Encceja - Folha de Boa Vista
EDUCAÇÃO
Mais de 500 internos do sistema prisional fazem prova do Encceja
Provas foram aplicadas nesta quarta-feira e seguem nesta quinta-feira
Por Folha Web
Em 14/10/2021 às 10:25
O Encceja é uma prova aplicada anualmente, mas por conta da pandemia, não foi realizada no ano passado. (Foto: Divulgação)

Quinhentos e vinte internos do sistema prisional realizaram as provas do Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) para Pessoas Privadas de Liberdade. As provas foram aplicadas nessa quarta-feira, 13, e seguem até está quinta-feira, 14. 

Realizaram o Exame 264 internos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, 60 da Cadeia Pública Feminina de Boa Vista, 97 da Cadeia Pública Masculina de Boa Vista, 69 do Centro de Progressão Penitenciária, 27 da Casa do Albergado de Boa Vista e três do Comando de Policiamento da Capital.

O Encceja é uma prova aplicada anualmente, mas por conta da pandemia, não foi realizada no ano passado.

O exame tem como objetivo verificar as competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não concluíram o Ensino Fundamental ou Ensino Médio na idade adequada. Para o secretário de Justiça e Cidadania (SEJUC), Andre Fernandes, a prova é uma oportunidade de recomeço para os internos.

“Para os internos, só existem duas formas de serem reinseridos na sociedade: por meio do estudo ou da capacitação profissional. Ao conseguirem seus diplomas do ensino médio ou fundamental, garante a eles uma possibilidade de entrar no mercado de trabalho”, explica o secretário.

No primeiro dia está sendo feita a prova voltada aos conhecimentos do ensino fundamental e amanhã será aplicada voltada ao ensino médio. O exame é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), por intermédio da Fundação Getúlio Vargas.

A Força Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) cuida da segurança na Penitenciária Agrícola e garante que os reeducandos façam as provas. 

Para o Coordenador da FTIP, Claudevan Costa, a ação assegura ao apenado o direito a assistência à educação previsto na LEP, bem como parte do processo de ressocialização e a preservação da dignidade da pessoa humana.

 

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Manuel disse: Em 14/10/2021 às 08:42:01

"Trabalhar mesmo que é bom para se tornarem seres humanos n~qo pode."