Oito municípios apresentam alto risco de infestação de Aedes Aegypti - Folha de Boa Vista
APONTA LIRAA
Oito municípios apresentam alto risco de infestação de Aedes Aegypti
O levantamento considera alto risco de infestação das arboviroses quando o município obtém índice igual ou superior a 4,0%
Por Folha Web
Em 06/08/2022 às 11:00
De acordo com os dados, Alto Alegre foi o que apresentou o maior percentual dentre os 15 municípios do Estado, com 12,4% (Foto: Divulgação/Ascom/Sesau)

Oito municípios de Roraima apresentaram alto risco de infestação para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. É o que aponta o resultado do 3º LIRAa (Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti).

De acordo com os dados, Alto Alegre foi o que apresentou o maior percentual dentre os 15 municípios do Estado, com 12,4%. Logo em seguida aparecem Cantá, com 10,9%; Caracaraí, com 10,0%; Boa Vista, com 8,3%; Mucajaí, com 7,9%; Rorainópolis, com 7,5%; Pacaraima, com 6,0%; e Bonfim, com 4,2%.

O levantamento considera alto risco de infestação das arboviroses quando o município obtém índice igual ou superior a 4,0%.

O 3º LIRAa apontou ainda médio risco de Aedes para os municípios de São João da Baliza, com 3,3%; São Luiz, com 3,1%; Caroebe, com 2,6%; Amajari, com 2,1%; Uiramutã, com 1,7%; e Iracema, com 1,3%.

Apenas o município de Normandia apresentou baixo risco dentre todos os municípios analisados, com 0,7%. No levantamento anterior, a cidade estava com alto risco de infestação.

“Esse resultado coloca Roraima mais uma vez em alerta máximo para a transmissão das arboviroses Dengue, Zika e Chikungunya, que são as mais ocorrentes aqui no nosso estado”, alertou a gerente do NCFAD (Núcleo Estadual de Controle da Febre Amarela e Dengue), Rosângela Santos.

AUXÍLIO DA POPULAÇÃO

Diante a este cenário, a gerente do NCFAD ressaltou que a população é parte importante na luta para a eliminação dos criadouros do mosquito.

“A grande maioria dos recipientes onde o mosquito se encontra está dentro dos domicílios, que são as garrafas PET, restos de construção civil, bebedouros de animais, vasos de plantas, depósitos que armazenam água para o consumo humano, entre outros. É necessário que cada morador ajude o serviço público de saúde, os agentes de endemias, a eliminarem esses criadouros”, reforçou.

Outro fator que contribui para a diminuição dos riscos das doenças causadas pelo Aedes Aegypti é a busca pelo serviço de saúde para notificação dos casos, por meio das Unidades Básicas de Saúde.

“O Estado por meio da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde vem junto aos municípios acompanhando as atividades de controle de vetores e implementa estratégias para que controlemos o Aedes”, finalizou.

Ações de combate ao mosquito são realizadas pelo Estado (Foto: Divulgação/Ascom/Sesau) 

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