Cotidiano

Preferência de brasileiros por gatos é maior que a média mundial

Levantamento leva em conta população de animais domésticos que possuem tutores

Pesquisa compilada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e que contou com a participação de vários pesquisadores acadêmicos apresenta resultado bastante positivo para os apaixonados por gatos. Enquanto a população mundial de felinos soma 12% dos animais domésticos, no Brasil esse número alcançou 17% em 2018. Os dados revelam ainda, que o País é o 4º no mundo em número total de animais de estimação e o 2º em cães e gatos. (Dados do IBGE atualizados pelo Instituto Pet Brasil e Euromonitor, em 2018).

A partir dessa classificação, 23,9 milhões de felinos ou 17% dos pets, estão presentes nos lares brasileiros. No estudo realizado por docentes da Universidade Federal de Goiás (UFG) foram avaliados comportamento, manejo nutricional e de sanidade. Ao final, as informações subsidiaram a publicação do Manual de Boas Práticas na Criação de Animais de Estimação, que é parte de uma coletânea organizada pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Animais de Estimação (CSPET), vinculada ao Mapa.

Outra contribuição importante foi divulgada pela Mars Brasil, líder no mercado de alimentação para cães e gatos com as marcas PEDIGREE®, ROYAL CANIN®, WHISKAS® e EUKANUBA™. Desenvolvido pelo instituto de pesquisa IBOPE Inteligência em parceria com a Waltham@Research Center e a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), o levantamento reforça mais uma vez, a identificação do tutor com seu gato, já que 45% dos entrevistados consideram o animal como um filho. Outros aspectos que os donos de felinos consideram positivos são: o fato do animal entender o humor do dono, companheirismo, independência, tamanho e higiene.

Companheiros de toda família – Os estudos e pesquisas envolvendo número populacional, comportamento animal e do tutor comprovam o interesse da população em oferecer bem-estar e afeto ao seu pet. O compartilhamento de informações fundamentadas cientificamente enfraquece ‘mitos’ de que os gatos não são bons companheiros para crianças, adultos e idosos.

Pelo contrário, a sociabilidade do felino é construída ao longo de seu crescimento, assim como acontece com os seres humanos. Os filhotes são excelentes observadores, aprendem com facilidade ao observar a mãe e necessitam do contato inicial com a ninhada (notou alguma semelhança?). Outro ponto abordado no manual de boas práticas é a flexibilidade do gato em relação ao sistema social, isso porque podem viver solitários ou em grupos de tamanhos e espécies diferentes (cachorros, por exemplo).