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EM RORAIMA
Prejuízo com Mosca da Carambola passa de R$ 1,5 milhão
De acordo com a Aderr, cerca de 560 a 600 toneladas deixarão de ser exportadas por conta da proibição
Por Folha Web
Em 25/06/2019 às 00:25
As frutas não poderão ser exportadas e terão que ser comercializadas em Roraima ou os produtores terão prejuízo ainda maior (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

Com a resolução publicada no Diário Oficial que impossibilitou oito regiões do estado a exportar frutos deve causar prejuízo. De acordo com o diretor de defesa vegetal da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), Marcelo Parisi, após ser identificado foco da mosca da carambola e deixar oito regiões em quarentena, cerca de 560 a 600 toneladas deixarão de ser exportadas. Os municípios atingidos são Alto Alegre, Normandia, Uiramutã, Pacaraima, Amajari, Boa Vista e Bonfim. 

Em 2018, Roraima exportou 1.462 toneladas, em sua maioria, laranjas para o Amazonas. De janeiro desse ano até agora foram cerca de 900 toneladas de frutas.

“Os preços são muito variáveis, mas nosso teto de prejuízo é de R$ 1,5 milhão nesse primeiro momento. Esperamos que esses frutos sejam comercializados em Roraima para que não tenha um prejuízo ainda maior. Estamos em contato direto com o Ministério da Agricultura para sanar essa situação”, relatou.

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Na manhã desta segunda-feira, representantes da Coophorta (Cooperativa dos Hortifrutigranjeiros de Boa Vista) participaram de reunião com o governador Antonio Denarium para discutir como reverter a medida do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que proíbe a exportação de frutos hospedeiros da mosca da carambola.

Durante a reunião, foi feita videoconferência com a ministra Teresa Cristina Corrêa e com o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Tollstadius, onde ambos se comprometeram em fazer um novo convênio com o Estado para montar novas barreiras.

O presidente da Coophorta, Odaci Henz, explicou que o veto à exportação pode ser revertido, pois o foco encontrado não causa prejuízo às produções. “Nós pedimos um pouco mais de flexibilidade, pois a mosca encontrada era do sexo masculino, ou seja, que não tem grande possibilidade de alastramento, mas eu acredito que essa situação será resolvida em breve e poderemos retomar a venda para Manaus”, disse.

O vice-presidente da Coophorta, Eliézer Machado, disse que a praga é um assunto de grande preocupação, tanto em Roraima como em todo o País. “Acreditamos que logo tudo será resolvido e não trará prejuízos para os produtores de Roraima”, analisou.

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