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LIGAÇÕES PEDINDO DINHEIRO
Professores são vítimas de golpe com nome do Sinter
Sindicato alerta sobre ligações de estelionatários e orienta servidores para não pagarem nada e acionarem a Polícia ao receber as ligações
Por Ana Paula Lima
Em 26/05/2019 às 15:00
Golpistas informam que precisam de certa quantia para entrar em ações judiciais (Foto: Diane Sampaio/FolhaBV)

O golpe da ligação telefônica solicitando depósito bancário ainda faz muitas vítimas. Atualmente, os professores estão sendo os principais alvos de uma quadrilha, que entra em contato com o docente em nome do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter) e pede que o repasse em dinheiro seja feito.

Diante da situação, a direção do Sinter emitiu uma nota informando que nenhum membro da direção sindical está autorizado a falar em nome da entidade, por meio de telefonemas ou pessoalmente, para solicitar dinheiro para qualquer propósito. 

“Ficamos sabendo do golpe porque um professor entrou em contato conosco falando que uma pessoa do sindicato estaria solicitando, em meu nome, uma quantia para entrarmos com uma ação de devolução do imposto de renda. Outra pessoa dizia que era para a segunda parcela da ação ganha na justiça, todas elas com a mesma questão: repasse de dinheiro”, explicou o presidente sindicalista, Flávio Bezerra.

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Ele destacou que a entidade realiza assembleias para deliberar os pontos administrativos, financeiros e funcionais junto com os sindicalizados. Posteriormente o assunto é novamente tratado, também em assembleia, com a presença do advogado do Sinter que assim pode entrar com alguma ação na Justiça.

“Nesse processo, o sindicato arca com todas as despesas desde o início da ação até o trâmite do processo. O que existe é um acordo entre o sindicato e os trabalhadores, feito em ata, do pagamento dos honorários advocatícios e pago no final da ação e se for ganha”, completou. O presidente disse que uma das vítimas denunciou à Polícia Civil que um dos números de contato dos golpistas era do estado de Brasília.

O nome e os dados pessoais dos professores ficam disponíveis no Portal da Transparência do Estado, e que seria o local de onde os criminosos poderiam estar retirando as informações e ter acesso aos trabalhadores. “Algumas pessoas com mais destreza em informática conseguem quebrar algumas senhas e ter acesso aos dados mais privilegiados”, prosseguiu.

Caso algum servidor receba esse tipo de ligação, a orientação dada pelo sindicato é acionar imediatamente a Polícia e não fazer qualquer tipo de depósito nas contas de terceiros. A diretoria do Sinter garantiu que já formalizou um Boletim de Ocorrência para ajudar nas investigações. (A.P.L)

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