Cotidiano

RR tem os melhores índices de qualidade de vida e socioeconômico do Norte

Novos indicadores seguem recomendações da Organização das Nações Unidas e utilizam uma série de variáveis da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018

Roraima apresentou os melhores índices de qualidade de vida e desempenho socioeconômico da região Norte do Brasil. É o que apontou uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apresentou pela primeira vez um índice multidimensional para a perda de qualidade de vida (IPQV) e outro que mede o desempenho socioeconômico (IDS).

Os novos indicadores seguem recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU) e utilizam uma série de variáveis da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018.

Os valores do IPQV vão de 0 a 1, sendo que, quanto mais perto de zero, menor a perda. O Índice de Perda de Qualidade de Vida em Roraima era de 0,171, o melhor do Norte. Os outros estados da região tiveram as seguintes médias: Tocantins (0,188), Rondônia (0,194), Amazonas (0,216), Amapá (0,224), Acre (0,238) e Pará (0,244).

Roraima apresentou índice perto da média nacional, que foi de 0,158 entre 2017 e 2018. As regiões Sul (0,115) e Sudeste (0,127) tiveram um IPQV melhor que a média brasileira. Já Centro-Oeste (0,159) ficou na média nacional. As regiões Norte (0,225) e Nordeste (0,209) mostraram os piores índices.

Entre as 27 unidades da Federação, o Maranhão mostrou as maiores perdas de qualidade de vida (0,260) e Santa Catarina, as menores (0,100).

Índice de Desempenho Socioeconômico

Já o Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS) incorpora a renda disponível familiar per capita (RDFPC) e as perdas de qualidade de vida a partir de seis dimensões (Moradia; Acesso aos serviços de utilidade pública; Saúde e alimentação; Educação; Acesso aos serviços financeiro e padrão de vida; Transporte e lazer) através do IPQV.

No período analisado pela POF 2017-2018, o Índice de Desempenho Socioeconômico para Roraima era de 5,874, o melhor do Norte. Os outros estados da região tiveram as seguintes médias: Rondônia (5,711), Tocantins (5,535), Amapá (5,470), Amazonas (5,357), Acre (5,318) e Pará (5,099).

O IDS do Brasil foi de 6,201. O Distrito Federal (6,970) teve o melhor índice e o Maranhão (4,897), o menor.

A ONU recomenda aos países signatários a criação de indicadores multidimensionais capazes de avaliar o desenvolvimento social de diferentes grupos.

Para atender a essa demanda, o IBGE, no âmbito de sua série de Estatísticas Experimentais, está apresentando o IPQV e o IDS, construídos a partir de um conjunto de indicadores não monetários (objetivos e subjetivos) de diferentes dimensões: Moradia; Acesso aos serviços de utilidade pública; Saúde e alimentação; Educação; Acesso aos serviços financeiro e padrão de vida; Transporte e lazer.

Os novos indicadores são o tema do módulo Perfil das despesas no Brasil: Indicadores de Qualidade de Vida, da POF 2017-2018.