Cotidiano

Seis pacientes recebem as primeiras altas médicas da APC

O momento histórico ocorreu nesta terça-feira (23), apenas quatro dias após o Hospital de Campanha começar a receber pacientes

Um momento de esperança se concretizou nesta terça-feira (23), após mais de três meses de pandemia da Covid-19. Quatro dias após começar a receber pacientes, a Área de Proteção e Cuidados (APC), ou Hospital de Campanha, como é conhecida a unidade, deram às seis primeiras altas médicas a pacientes que ali estavam internados.

O motorista Raimundo Santos de Melo, de 59 anos, é um desses pacientes. Ele contou à reportagem que começou a sentir os sintomas, como febre, fraqueza no corpo, diarreia, tosse, no dia 8 desse mês e acrescentou que é hipertenso e possui diabetes. O homem começou o tratamento em casa, porém, com o agravamento de seu quadro, precisou ser internado no Hospital Geral de Roraima.

“Em nenhum momento tive medo, até porque eu recebi rapidamente a medicação. Então isso influenciou muito para que não passasse pela parte mais grave da doença”, acrescentou o homem, que faz parte da leva das primeiras 44 pessoas transferidas para a APC.

O agora ex-paciente afirma se sentir honrado não só de ser um dos primeiros a ser transferidos, mas também de ser um dos primeiros a ser liberados pelo corpo clínico do Hospital de Campanha.

“A gente sabe que é demorado, é lento, mas aqui dentro é um ótimo tratamento, uma coisa de outro mundo. Aqui é diferente. Então eu agradeço a todos os envolvidos nisso aqui, desde autoridades até o Exército e os profissionais que trabalham aqui. É um negócio que nós só temos a agradecer”, comentou Melo.

Filha do motorista, a auxiliar de faturamento Jamila Sales, de 33 anos, comenta que os familiares estavam sendo comunicados todos os dias sobre o quadro dos pacientes, o que para ela era reconfortante em meio a internação do pai.

“Era bem apreensivo, mas a gente sabia como eles estavam sendo tratados. O acolhimento com nós, familiares desse pacientes, é indescritível. Então eu agradeço primeiramente a Deus e a equipe do hospital, que foi maravilhosa desde o começo. Foi muita atenção e muito carinho”, declarou a mulher

VITÓRIA

Coordenador da Operação Acolhida, o general Antônio Barros declarou durante a celebração das altas médicas que o sentimento que prevalece nesse momento é o de fortalecimento e incentivo para continuar os atendimentos.

“Esse é o único objetivo e dentro disso, falando como soldado e cidadão, há esse fortalecimento e incentivo para continuar servindo a população. Para mim e para nossa equipe é isso”, completou o coordenador da missão humanitária.

General Barros pontuou também que novas altas são esperadas para os próximos dias, porém depende muito da evolução dos quadros clínicos e laudos médicos da unidade.

“Inclusive ontem se discutia se iriamos liberar quatro ou seis pessoas hoje e os médicos decidiram por seis. Esse é o processo. Um processo com vários parceiros, e isso eu falo em relação a parte clínica”, finalizou o general.