Cotidiano

Sindicatos cobram do Governo o reajuste anual dos servidores

Eles discutirem ação conjunta para várias reivindicações de direitos dos trabalhadores do Estado, como reajuste salarial, gratificações e progressões 

Presidentes e representantes dos principais sindicatos de Roraima se reuniram na tarde de ontem na sede da CUT (Central Única dos Trabalhadores) para discutirem ação conjunta de várias reivindicações de direitos dos trabalhadores do Estado, entre eles o reajuste de salários, gratificações e progressões, além de debaterem sobre as reformas da Previdência e Administrativa estadual.   

À Folha, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter), Flávio Bezerra, afirmou que essa é uma forma de pressionar o Governo do Estado a atender as reivindicações da classe.

“Resolvemos nos unir e discutir as propostas, afinar o discurso, ao invés de ficar cada sindicato para um lado, falando discursos diferentes”, afirmou. “O governador Antonio Denarium se elegeu prometendo em campanha que haveria o enxugamento da máquina e votamos acreditando nisso, e já se passaram dez meses e nada aconteceu ainda”, afirmou. 

Quanto ao valor desse reajuste salarial, Flávio disse que sairá de um estudo a ser feito.

“Vamos propor estudos e a Assembleia e o Judiciário deram um percentual que na compreensão deles era o possível, mas vamos ouvir os auditores fiscais para saber o numerário que realmente entrou no Estado”, afirmou.

Ele citou que existem alguns planos de carreiras que já foram aprovados na Assembleia Legislativa e que não foram implementados no governo de Suely Campos e nem no governo de Denarium. 

“Tem servidor com portaria de progressão de tempo de serviço e de titulação, que seja da Educação, da Saúde ou da Segurança Pública, publicado em Diário Oficial, que não foi pago, e que são direitos dos servidores”, disse.

Sobre a reforma da Previdência estadual proposta pelo governador, Flávio afirmou que o grupo definiu que será feita uma audiência pública para discutir o projeto.

“Vamos promover essa audiência para estudar o projeto da reforma com calma e solicitar, agora, um recuo do Governo do Estado, pela Assembleia Legislativa, para retirada da urgência-urgentíssima”, disse.

Quanto à possibilidade de haver paralisações e greves, o sindicalista afirmou que pode vir a acontecer, mas serão consequências das ações governistas. 

“As paralisações e greves serão consequências de virem a fechar as portas das demais ações que tomaremos primeiro. Vamos tentar conversar com secretários e governador, fazer os encaminhamentos devidos e se não houver sensibilização por parte do Executivo para revisão salarial, plano de carreiras que estão com as progressões atrasadas, aí sim se encaminha para uma greve com todos os servidores. Mas é todo um processo que vamos fazer. Não vamos anunciar greve sem tentar o caminho legal para viabilizar os acordos e acordar essa base de servidores”, disse. “Até porque muitos destes servidores ainda acreditam nesse governo para resolver a perda de direitos que se arrastam há cinco anos”, afirmou. 

Estiveram no encontro presidentes e representantes do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado de Roraima (Sintraima); Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado de Roraima, (Sindprer); Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Estado de Roraima (Sintag/RR); Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindape/RR) e do Sindicato dos Técnicos de Tributos do Estado de Roraima (Sinttefisco).

GOVERNO – Em nota, o Governo do Estado informou que “Sobre reajuste salarial de servidores, suspenso desde a gestão passada, que tão logo seja recuperada a saúde financeira do Estado haverá a possibilidade de pagamento de benefícios, que são direito dos funcionários públicos estaduais. No momento, o Governo está honrando em dia o pagamento de salário dos servidores, o que não ocorria desde setembro do ano passado, inclusive com parcelamentos, à época. 

Sobre a reforma da Previdência, informa que a discussão está no âmbito federal e a reforma administrativa do Governo de Roraima está sendo finalizada para ser apreciada pela Assembleia Legislativa. (R.R)