RINITES
Conheça os sintomas, tratamentos e causas da doença
Por Raisa Carvalho
Em 13/03/2018 às 00:01
O médico otorrinolaringologista Ivan Machado explica os sintomas (Fotos Divulgação)

Rinite é a inflamação da mucosa de revestimento nasal. A doença pode ser classificada em rinite alérgica e não alérgica. De acordo com o médico otorrinolaringologista, Ivan Machado, entre os sintomas estão obstrução nasal, rinorreia (coriza), espirros, prurido (coceira), e hiposmia (diminuição de sentir cheiro).

A qualidade de vida dos pacientes com rinite é bastante afetada pela doença. O tratamento pode ser feito com higiene ambiental, lavagens nasais com solução salina fisiológica ou hipertônica e com uso de medicamentos prescrito pelo médico.

“A rinite alérgica é a doença crônica mais comum do mundo, sendo classificada como a sexta mais prevalente nos Estados Unidos. Ela apresenta um impacto socioeconômico importante, os custos diretos, com as despesas para o tratamento, e os indiretos, causados principalmente por queda de produtividade e absenteísmo à escola e ao trabalho, são significativos. A qualidade de vida das crianças é comprometida, pois irritabilidade e diminuição do desempenho cognitivo são frequentemente encontrados”, ressalta o especialista.

Diagnóstico

O diagnóstico de rinite alérgica inclui a história clínica pessoal e familiar de atopia, exame físico e exames complementares. O prurido nasal pode induzir ao hábito de fricção frequente do nariz com a palma da mão, gesto conhecido como “saudação alérgica”.

A rinite alérgica, em geral, acompanha-se de prurido e de lacrimejamento ocular, podendo ocorrer também prurido no conduto auditivo externo, palato e faringe.

“Vale ressaltar que, muitas vezes os sintomas que predominam são os oculares, como prurido ocular, hiperemia conjuntival, lacrimejamento, fotofobia e dor local”, relatou Machado.

O médico explica que a congestão nasal grave pode interferir com a aeração e com a drenagem dos seios paranasais e tuba auditiva, resultando em dor de cabeça e dor no ouvido, respectivamente.

“Alguns pacientes também relatam diminuição da acuidade auditiva ou sensação de ouvido tampado ou de estalidos durante a deglutição. A investigação detalhada das condições ambientais é ponto importante na avaliação clínica do paciente”, explica.

Segundo ele, o conhecimento do ambiente em que o paciente vive, incluindo o domicílio e a vizinhança, o ambiente profissional, a ida à creche e escola, podem indicar os focos da doença.

“O médico precisa avaliar a idade do prédio ou da casa, ventilação, tipo de piso, presença de carpete ou tapete, cortinas, estantes, materiais e revestimentos de colchão, travesseiros e cobertores, convívio com animais de pelo, presença de baratas, tabagismo passivo, exposição a irritantes inespecíficos, (produtos de limpeza), aparelhos de ar condicionado e sua manutenção, plantas intradomiciliares, vegetação na área externa e poluentes extradomiciliares, deve ser investigado”, reforça.

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