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JORNAL DA 100.3
Controle da Brucelose será intensificado pela Aderr
Bovinos, caprinos, equinos e suínos estão suscetíveis a serem contaminados pela bactéria transmissora
Por Ana Gabriela Gomes
Em 09/01/2019 às 15:30
Ele reforçou que a aplicação da vacina só pode ser feita por médico veterinário cadastrado pela Aderr (Foto: Nilzete Franco/Folhabv)

Com o objetivo de reforçar o combate à doença, evitando a transmissão entre animais e no ser humano, além de evitar prejuízos para os pecuaristas, a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) vai intensificar o controle da brucelose, uma doença infecciosa grave, causada por bactéria do gênero brucella. Bovinos, caprinos, equinos e suínos estão suscetíveis a serem contaminados pela bactéria transmissora.

Segundo o presidente da Aderr, Gelb Platão, o controle da doença já é realizado constantemente pela agência. "Hoje, o produtor só pode tirar a Guia de Transporte Animal (GTA) se tiver vacinado as fêmeas com idade de três a oito meses. Esse já é um critério utilizado que nos garante que produtor vai realmente vacinar o animal", explicou.

Ele reforçou que a aplicação da vacina só pode ser feita por médico veterinário cadastrado pela Aderr e que a brucelose é uma zoonose que atinge tanto os animais, como os próprios seres humanos. "Veterinários, peões de fazendas, produtores e demais pessoas que lidam diretamente com esses animais podem ser cometidos pela doença", disse. 

Os sintomas da doença no animal são: retenção de placenta e repetição do cio, o que pode acarretar em aborto, bezerros fracos ou que nascem mortos, além de queda na produção de leite. No ser humano, os sintomas se resumem a febre, suor intenso, dor muscular, debilidade, artrite, inflamação nos testículos e infertilidade.

Durante a entrevista, o presidente também ressaltou a sorologia que está sendo realizada esta semana em Pacaraima, ao Norte do Estado, para manutenção do controle da Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação. Durante a ação, que também será realizada de 21 a 25 de janeiro, é coletado o Líquido Esofágico Faringe (LEF), com o intuito de verificar a circulação viral para a febre aftosa.

"Para manter a área livre, precisamos desse controle, que a partir de agora será constante na fronteira com a Venezuela, que é o maior perigo para o Estado. A Guiana, em contrapartida, é reconhecida internacionalmente como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Ou seja, nós que somos uma ameaça a eles", declarou.

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