Deputadas de Roraima ainda não sabem se abandonam governo Temer - Folha de Boa Vista
CRISE NO PLANALTO
Deputadas de Roraima ainda não sabem se abandonam governo Temer
As bancadas do PSDB e PSB divergem sobre saída do governo Temer
Por Folha Web
Em 07/06/2017 às 01:05
Deputadas Maria Helena e Shéridan integram as bancadas do PSB e do PSDB respectivamente (Foto: Divulgação)

A crise que se instalou no governo do presidente Michel Temer após as acusações feitas por Joesley Batista, dono da JBS, ao peemedebista ainda tem muitos capítulos a serem contados e alguns deles envolvem políticos de Roraima, que ficaram em uma verdadeira saia justa após seus partidos racharem nas decisões de permanecer ou sair da base aliada.

Esse é o caso da deputada federal Shéridan. Seu partido, o PSDB, se dividiu em relação à permanência no governo de Michel Temer e já traçou uma espécie de cronograma para o desembarque, caso a situação do presidente se agrave ainda mais.

Apesar do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), dizer que a decisão final será tomada de “forma conjunta”, ouvindo governadores, prefeitos, senadores, deputados e ministros do partido, o grupo conhecido como “cabeças pretas”, no entanto, formado por jovens parlamentares do baixo clero, pressiona fortemente a cúpula da sigla a entregar imediatamente os cargos tucanos na administração. Uma parte da bancada não quer que o PSDB “morra abraçado” a Temer.

Apesar do agravamento da crise, a deputada Shéridan ainda permanece em cima do muro e afirma que sua preocupação é com a estabilidade do país. “Entendo que toda essa situação causa tristeza, descrença e indignação e lamento muito por isso, no entanto não acredito que paralisar o país seja a melhor alternativa, visto que existem muitas pautas importantes e de relevante interesse sendo discutidas nas Casas Legislativas”, disse.

Para ela, o PSDB está analisando a situação com responsabilidade e cuidado. “A nossa grande preocupação no momento é com o Brasil. O nosso posicionamento enquanto partido é que não devemos agir precipitadamente e precisamos ter o cuidado de não tomarmos nenhuma atitude que possa agravar ainda mais essa crise”, avaliou.

Shéridan afirmou que vai aguardar os desdobramentos da crise e apoiar o partido como sempre fez. “Devemos aguardar os desdobramentos para agirmos com cautela e a nossa decisão será tomada no momento certo para que sejam respeitadas as normas constitucionais. O Brasil vive o seu momento de maior instabilidade política desde a promulgação da Constituição de 1988. Fui membro da Comissão Especial do Impeachment de Dilma Rousseff no ano passado e sempre deixei claro que está mais que na hora de encerrarmos o regime de escândalos em série e da corrupção institucionalizada”, afirmou.

A parlamentar, que se diz independente, afirma que tem uma agenda que deve ser cumprida independente de quem comande o país e que não está aliada a nenhum governo por cargos ou benefícios. “Tenho minha agenda do que considero importante e primordial para o país. O partido é parte muito importante do meu mandato, mas não sobrepõe as minhas convicções, minhas decisões e o que acredito que seja certo. Para mim, os rigores da Lei devem ser cumpridos por qualquer cidadão. Não tenho cargos no Governo Federal e mantive sempre minha independência, pois o que me move na política são os meus valores e minha consciência.

Estou esperançosa que o reflexo desse momento crítico repercuta na consciência da nossa população no próximo ano, quando teremos nas mãos, através do voto, da eleição, mais uma vez a oportunidade de mudar o rumo da história política do nosso país", disse.

PSB mantém Maria Helena fora do diretório estadual

A deputada federal Maria Helena continua fora da presidência do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Roraima. A decisão da direção nacional do partido de destituí-la do comando estadual, após ela votar a favor da reforma trabalhista, contrariando a orientação da cúpula, foi mantida e ela não vai mais dirigir o diretório estadual.

Apesar da decisão do PSB de deixar o governo Michel Temer, tomada em maio, no auge do agravamento da crise, Maria Helena afirma não saber o que é pior para o Brasil: a saída ou a permanência de Temer. “Meu partido já saiu do governo e me manterá afastada do Diretório Regional por votar a favor das reformas. Para mim, essa crise política está paralisando o Brasil e não sei o que é pior para o país, mas vejo que manter Temer na presidência é muito difícil”, explicou.

O PSB, que tinha o Ministério de Minas e Energia, devolveu a pasta e desde então prega a renúncia de Temer e o cumprimento da Constituição, ou seja, eleições indiretas. A sigla fechará questão em torno da PEC que prevê eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente da República.

VÍDEOS RECOMENDADOS
***

Quer o site da FolhaBV com menos anúncios?

Um jornalismo profissional com identificação e compromisso com o regional que fiscaliza o poder público, combate o autoritarismo e a corrupção, veicula notícias interessantes, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. São mais de 50 reportagens todo dia. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

ASSINE A FOLHABV
Gostou?
0
26
Cadastrar-me Enviar Comentário
Abílio Monção disse: Em 07/06/2017 às 11:35:26

"Na hora que as tetas secarem, cairão fora, com certeza."

concurseiro disse: Em 07/06/2017 às 08:11:12

"grande merda ficar ou deixar de ficar do lado de temer, até porque não tem lado que presta no brasil ambos estão podres .vocês tem que ficar é do lado do povo. a cada dia pego mais ódio de política. nem adiantam vir aqui em casa pedir voto pois não será atendido, será expulso do portão de casa sem perguntas. não vejo utilidade na política. qualquer um que ganhar ou deixar de ganhar não me interessa. quero a volta das forças armadas e já."