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POLÍTICA
Deputado pede prioridade para Segurança Pública em RR
Ao citar um levantamento feito pela USP, parlamentar afirmou que Roraima se tornou o Estado com maior índice de mortes violentas
Por Folha Web
Em 15/05/2019 às 15:59
Diante deste cenário, o parlamentar ressaltou a necessidade de concursos públicos para as Polícias Militar, Civil e agentes penitenciários. (Foto: Arquivo FolhaBV)

Ao pedir que os investimentos em Segurança Pública sejam priorizados, o deputado Coronel Chagas (PRTB) disse que Roraima se tornou o Estado brasileiro mais perigoso do Brasil. A afirmação foi feita durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Roraima, na sessão plenária dessa terça-feira (14).

O resultado, segundo ele, considera o número de mortes violentas por número de habitantes, com base em um levantamento realizado pelo portal G1 e pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP (Universidade de São Paulo).
Ele ressaltou que há seis anos, Roraima ocupava o sexto lugar entre os estados mais seguros, se tratando do número de homicídios.

"Em 2019 essa situação se inverteu e passamos a ser o campeão de mortes violentas no país, considerando o número de homicídios a cada 100 mil habitantes".

Coronel Chagas atribuiu esta realidade a fatores como a falta de investimento na área da Segurança Pública, imigração venezuelana e a instalação de facções criminosas iniciada nas unidades prisionais, as quais passaram a cooptar jovens dos bairros periféricos e cidades do interior. "E aqui nessa tribuna, eu e outros deputados alertávamos sobre as facções e pedíamos mais investimentos na Segurança Pública, e as autoridades negaram".


Concursos públicos

Diante deste cenário, o parlamentar ressaltou a necessidade de concursos públicos para as Polícias Militar, Civil e agentes penitenciários. "O último concurso da Polícia Civil foi em 2003, com posse em 2004, são 16 anos e não ingressou mais ninguém, precisamos de mais contingentes, mais recursos humanos", disse o parlamentar, ao defender também a continuidade do certame para a PM.

O deputado Nilton Sindpol (Patri), em aparte, informou que, em 2004, o efetivo da Polícia Civil era de 1.200, e que hoje não chega a 800. "Há anos, como diretor-presidente de sindicato, nós cobramos insistentemente a realização de concurso".

A deputada Ione Pedroso (SD) relatou que em visita a delegacias, se deparou com a falta de condições de trabalho dos policiais que atendem as ocorrências da população. "Não é só mão-de-obra, é o dia a dia destes profissionais. Imagina o nível de estresse que esse profissional enfrenta?".

Em visita a região da Vila do Equador, no município de Rorainópolis, região Sul, o deputado Eder Lourinho (PTC) contou que encontrou a localidade abandonada pelo Poder Público. "Não tem policiamento, não tem ambulância, não tem segurança. A região Sul está tomada pelas drogas".

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