TRATAMENTO
Diabetes: Chamada de Afrezza, a insulina inalável espera aprovação no Brasil
Afrezza é a única insulina inalável de ação ultrarrápida aprovada nos Estados Unidos
Por Folha Web
Em 08/01/2018 às 00:14
Após a aprovação, o medicamento será submetido à Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED) (Fotos: Divulgação)

Aumenta a expectativa para a chegada da nova insulina inalável no mercado brasileiro. A Mann Kind Corporation, fabricante do medicamento, e a BIOMM, empresa biofarmacêutica, anunciaram a submissão do dossiê de registro para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a fim de receber a aprovação do produto Afrezza para comercialização no Brasil. O dossiê inclui a atualização mais recente de prescrição da Afrezza, que leva em consideração novos dados clínicos descrevendo o perfil tempo-ação.

“A Afrezza é a única insulina inalável de ação ultrarrápida aprovada nos Estados Unidos pela Food & Drug Administration (FDA) e vendida na versão em pó”, explica o médico Cesar Penna.

Segundo a fabricante, a forma de aplicação inalável é inovadora e permite reduzir o número de aplicações injetáveis do medicamento e auxiliar na obtenção de um melhor controle glicêmico em adultos.

O Brasil é um dos dez países com as maiores taxas de diabetes do mundo, conforme dados da Organização Mundial de Saúde, 8,6% da população adulta, sendo maior a incidência em mulheres 9,9%.

A expertise da BIOMM no mercado de diabetes permitiu que nosso dossiê fosse atualizado rapidamente com as novas informações da prescrição. “Com isso, caso o medicamento seja aprovado no Brasil, médicos e pacientes já terão os dados mais precisos para um melhor controle da glicemia durante as refeições”, explica Penna.

Após a aprovação, o medicamento será submetido à Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED) e, então, a Mann Kind enviará o Afrezza para que a BIOMM promova, distribua e venda o produto no Brasil.

“A intenção é disponibilizar aos pacientes uma importante inovação tecnológica. Assim como em outras doenças crônicas, o diabetes precisa da aderência a um tratamento prolongado. Por isso, quanto mais confortáveis e efetivas forem as opções, melhores serão as chances de o paciente ter mais qualidade de vida”, relata o especialista.

Isso porque, tradicionalmente, o uso da insulina é vinculado à injeção subcutânea, o que afasta muitos pacientes com diabetes mellitus tipo 2, potencialmente tratáveis com insulina, dessa substância. Já para os pacientes com diabetes tipo 1, dependentes portanto de insulina, esse tratamento inalável pode permitir a diminuição do número de injeções por dia, pois o paciente necessitará usar apenas a insulina basal.

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