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MIGRAÇÃO 
Embaixadora da Venezuela visita Roraima
Advogada Maria Teresa Belandria, embaixadora da Venezuela no Brasil, veio conhecer a Operação Acolhida e falou sobre governo de Juan Guaidó
Por Folha Web
Em 10/04/2019 às 01:55
Embaixadora da Venezuela agradeceu ao governo brasileiro por estender a operação por mais um ano e disse que o reconhecimento de Juan Guaidó pelo Brasil foi uma grande vitória (Foto: Diane Sampaio/FolhaBV)

Especialista em segurança e defesa, a advogada Maria Teresa Belandria, embaixadora da Venezuela no Brasil, visitou a Redação da Folha de Boa Vista e falou sobre a situação política e econômica da Venezuela, migração e a possibilidade da saída de Nicolás Maduro do poder. Ela veio visitar abrigos e conhecer os coordenadores institucionais ou não da Operação Acolhida e organizações não governamentais que também estão colaborando com o Exército. 

“Uma das coisas mais importantes que podemos destacar da nossa visita é que todos os cidadãos venezuelanos que atravessam a fronteira estão devidamente registrados pelo Brasil. Passam por um processo, um exame médico, são imunizados quando veem de Pacaraima para serem interiorizados. Esses venezuelanos já têm um documento de identidade, indicando sua condição de residente ou de residentes temporários e têm um CPF com o qual podem trabalhar legalmente e abrir contas bancárias. O Brasil lhes dá uma identidade, os tira de redes ilegais, por exemplo, que traficam pessoas, porque se você tem uma identidade você não está ilegal”, afirmou.

Belandria contou que viu de perto todo o processo de acolhimento desde o momento em que chegam a Pacaraima até o final da interiorização. Ela contou que em um ano cerca de 1.500 venezuelanos foram interiorizados na região central do Brasil, “graças à operação e a todos que estão ajudando”.

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A embaixadora da Venezuela agradeceu ao governo brasileiro por estender a operação por mais um ano e disse que o reconhecimento de Juan Guaidó foi uma grande vitória. 

“Somos muito gratos ao Brasil. Foi o primeiro país a reconhecer nosso presidente e a confirmar que vivemos em uma ditadura que precisa acabar. Uma operação deste porte, como é a Acolhida, com militares trabalhando, médicos e outros profissionais, e fazendo isso com tanto respeito, com bondade e profissionalmente. Não temos palavras de agradecimento a todos os membros da força-tarefa da operação e ao governo federal. Estamos muito gratos em nome de todos os venezuelanos que deixaram tudo para trás e vêm com suas vidas em uma mochila, que, às vezes, não têm um lugar para dormir e encontraram na Acolhida uma mão amiga que lhes permita sobreviver.”

Belandria contou que a única maneira de estancar a migração venezuelana é fazendo com que Maduro deixe o poder.

“Se temos um aumento no fluxo migratório com a fronteira fechada, onde entram 400 pessoas por dia, imaginem se estiver aberta. Precisamos tirar Maduro do poder”, ressaltou.

OEA – Teresa Belandria disse que o indicado de Juan Guaidó, o venezuelano Gustavo Tarre, foi reconhecido como integrante da embaixada dos Estados Unidos pela Organização de Estados Americanos (OEA) sendo recebido pelo presidente Donald Trump e ganhando credenciais do governo americano.

Juan Guiadó tem o reconhecimento americano e agora também o internacional, segundo Belandria, que explicou que estão sendo tomadas medidas sérias como sanções para acabar com o que chama de ditadura na Venezuela.

“Alcançamos o processo de congelamento dos ativos para evitar que eles roubem o dinheiro, identifiquem os ativos em outros países do mundo para colocar nas mãos dos representantes do povo. É importante ter medidas como sanções, pois isso tem avançado no processo de congelamento de bens para evitar que se roube dinheiro da Venezuela.”

Ela afirmou ainda que estão tentando identificar esses ativos em outras partes do mundo para colocar nas mãos do “governo legítimo”

“Quando você tem o governo de transição e há eleições, pode ter alguns recursos para atender a ajuda humanitária imediatamente. Os imigrantes contribuíram para um plano de recuperação a curto, médio e longo prazo. Juan é um homem sensível, simples e convocou os melhores talentos da Venezuela para ajudar a montar seu plano. A equipe ainda não pode ser pública, pois a ditadura os coloca na prisão. Mas, vamos juntos reconstruir a Venezuela, isso eu garanto”, concluiu.

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rnuj disse: Em 11/04/2019 às 14:38:03

"Temos muitos problemas, para cuidar dos problemas dos outros. Se virem com quem botaram no poder! "

Castro disse: Em 10/04/2019 às 09:36:18

"O correto seria os veneca voltar pra Venezuela, por as coisas aqui em Roraima esta é feia, só cego que não vê."