Superintendente do DNIT detalha obras nos trechos sul e norte da BR-174 - Folha de Boa Vista
AGENDA DA SEMANA
Superintendente do DNIT detalha obras nos trechos sul e norte da BR-174
Marcelo Geber foi entrevistado no programa Agenda da Semana deste domingo, 2
Por Folha Web
Em 02/05/2022 às 11:58
Marcelo Geber em entrevista ao Agenda da Semana (Foto: Reprodução/Youtube)

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), engenheiro Marcelo Geber, detalhou em entrevista ao Agenda da Semana deste domingo, 2, como se encontram as obras de restauração e manutenção da BR-174 nos trechos sul e norte do estado.

“Sobre especificamente a BR-174, nós dividimos tanto os contratos de manutenção como para os contratos de restauração da BR em 5 lotes na parte sul de Boa Vista até a divisa com o Amazonas e dois lotes na parte norte, que vai de Boa vista até Pacaraima, fronteira com a Venezuela”, explicou.

Marcelo citou o problema que ocorreu com a empresa que era responsável pela obra no trecho da reserva Waimiri Atroari . “No lote 1.1 que é do Km 0, divisa entre Amazonas e Roraima até o km 102 que é na ponte do Arruda, que inclusive está sendo reformada depois de 15 anos e a gente deve entregar para a população agora no mês de julho. Neste lote, a parte mais crítica fica dentro da reserva indígena Waimiri Atroari. Infelizmente a gente contratou uma empresa em novembro do ano passado e ela não cumpriu o contrato, não fazia as obras como tinha que fazer, não resolvia os problemas críticos e nós como instituição punimos a empresa com uma multa de R$ 1 milhão, deixamos dois anos sem estar com o DNIT”, pontuou.

“Chamamos a segunda colocada do pregão, que não quis assumir, a terceira colocada também não, então a quarta assumiu. Até onde sabemos e até onde a população está vendo, inclusive os empresários do meio de transporte, os caminhoneiros já perceberam uma grande melhoria dentro do lote, dentro da reserva indígena em Roraima. Os pontos críticos foram resolvidos, a empresa já está trabalhando nos pontos críticos com reciclagem, houve a imprimação de alguns trechos e já vai começar a colocar o pavimento a partir da semana que vem”, acrescentou.

Ainda de acordo com Geber, a empresa que está a frente do lote 1.2 será notificada. “Sobre o lote 1.2 que vai do km que vale do km 102 até o km 182, a empresa que está lá é a Mtsul. A gente está abrindo um processo também contra ela, pois está mantendo a trafegabilidade, mas não de maneira adequada. Inclusive tem uns buracos hoje que ela fez um serviço paliativo, mas até hoje não colocou a massa. segundo ela, o problema será resolvido até o final do mês de maio, mas de qualquer forma a gente está abrindo um processo administrativo contra essa empresa”, explicou.

“A empresa Coema é responsável pelo lote 1.3 que vai do km 182 até o km 282, pegando parte de Rorainópolis, e já executou vários serviços de reciclagem, pavimentos novos. O lote 1.4 vai do km 282 até o km 366 e não possui problemas de buracos e emendas. A empresa conseguiu concluir, mas está lá à disposição. O lote 1.5 que vai do km 367 até o km 503 (Boa Vista) estava com muitos problemas e a empresa Mtsul conseguiu produzir com eficiência e entregou para a população as obras realizadas, então a gente fez reciclagem em vários trechos, pavimentos, sinalização”, acrescentou.

Geber também detalhou as obras do trecho norte da rodovia. “O lote 2.1 (parte norte) que vai do km 503 até o km 629, entrada da Pedra Pintada, a gente tem um contrato ali de manutenção e estamos trabalhando nele após o rio Uraricoera e o governo do estado está trabalhando com projeto de restauração do 503km até o rio”, relatou.

“O lote 2.2 vai do km 629 até o 715, fronteira com a Venezuela. ele tem um contrato de restauração com consórcio de empresas. Tem muita gente trabalhando, mas devido às situações climáticas, ela não está conseguindo produzir o esperado. De qualquer forma, a obra tem recursos para terminar, então se a empresa conseguir produzir, a obra estará pronta até o final deste ano, uma obra de mais de 200 milhões onde o DNIT investiu praticamente o recurso todo ali e agora só depende da produção da empresa”, completou.

RECURSOS - “Para este ano iremos receber 70 milhões de reais e precisamos teoricamente de R$ 260 milhões que dependem de emendas parlamentares”, explicou Marcelo.

A entrevista completa você pode assistir aqui:

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