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EM MUCAJAÍ
Garimpeiros afirmam ser torturados pelo Exército
De acordo com o grupo de garimpeiros, o fato ocorreu durante abordagem do Exército,em Mucajaí
Por Yara Walker
Em 06/02/2019 às 15:41
O caso ocorreu na madrugada do último domingo,03, em Mucajaí. (Foto: Guilherme Gnipper/Funai)

Sete garimpeiros procuram a equipe da Folha, para denunciar maus tratos e tortura durante abordagem do Exército,em Mucajaí, na madrugada do último domingo,03. Conforme os denunciantes, foram cerca de 4 horas de tortura.

De acordo com uma das vítimas, que prefere não ser identificada, eles estavam a caminho da vila onde se reuniriam com outros garimpeiros, por volta das 20h. Eles explicam que tinham somente pertences e comida nas mochilas.

“Nós estávamos passando ao lado de uma fazenda, quando o Exército nos abordou, e nem perguntaram nada, já chegaram nos batendo e perguntando pelo ouro, nos xingaram. Me espancaram jogaram nossos pertences e comida no chão e nos mandaram comer. Fomos amarrados e pisados no pescoço. Minha esposa sofre de problemas de pressão e jogaram os remédios dela fora”, afirma.

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Ainda conforme os relatos dos denunciantes, todos do grupo foram amarrados e logo depois foram separados e levados para a base da equipe do Exército, na madrugada da segunda feira,04.  “Nós temos consciência de que nossa profissão não é legalizada, mas a forma que fomos tratados foi desumana”, afirma um dos garimpeiros.

“Rasgaram minhas roupas e  nos bateram eles disseram para não contar nada, eu fui liberado somente por volta das 3h da madrugada e  depois ficaram a nossa procura na estrada. Então ficamos escondidos e fomos em direção a Alto Alegre”, relataram.

O Exército -  Em nota a 1ª Brigada de Infantaria de Selva informou que  cumpre o papel constitucional de fiscalizar e controlar a faixa de fronteira com o objetivo de impedir o ilícito transfronteiriço e crimes ambientais.

Afirmou ainda, que está atuando, freqüentemente, nas calhas dos rios Uraricoera e Mucajaí, combatendo a garimpagem ilegal em Terras Indígenas, tipificadas como crimes de extração de recursos minerais sem autorização (art. 55 da Lei 9.605/98) e de usurpação de matéria-prima pertencente à União (art. 2º da Lei 8.176/91).A conduta dos nossos militares é sempre pautada na legalidade. A tropa é preparada para operações dessa natureza, orientada ao irrestrito respeito aos direitos e garantias individuais.

Conforme a nota a denúncia foi recebida pelo Comando da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, que de imediato determinou a abertura de um procedimento administrativo para apuração dos fatos. Tudo será investigado com extremo rigor e as medidas necessárias serão adotadas. O Exército Brasileiro não compactua com irregularidades ou desvios de conduta e permanecerá atuando para proteger a sociedade roraimense e contribuir com o desenvolvimento do estado de Roraima.

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ARIMATÉIA disse: Em 07/02/2019 às 05:40:22

"Tem que ser duro mesmo com eles. Afinal, eles pensam nas pessoas que vão morrer quando usam mercúrio na atividade deles? Prejudicando as águas dos rios e consequentemente a população."

Raquel Pinheiro disse: Em 01/07/2019 às 10:05:53

"O errado é que os soldados usem da função para tomar o ouro para ELES. Estão usando a farda para roubar e isso é CRIMINOSO TANTO QUANTO GARIMPAR. É INADMISSIVEL. "

Edailson Costa Leite disse: Em 03/07/2019 às 09:01:09

"Combater a irregularidade não é infringir a constituição dos direitos humanos...acho que você nasceu em berço de ouro pra falar uma bobagem dessas.#diganaoaviolencia "

Senty Nella da Silva disse: Em 06/02/2019 às 23:06:43

"A água do Rio Mucajaí está só lama. Passando pela BR 174 é visível a situação do rio. Pessoas estão adoecendo na cidade de Mucajaí. Ninguém faz nada."

Abílio Monção disse: Em 06/02/2019 às 19:56:18

"Eu tenho pena mesmo é do Rio Mucajaí e daqueles que dependem de suas águas, agora, provavelmente contaminadas com mercúrio."

SOUZA1 disse: Em 06/02/2019 às 19:05:04

"sei que emprego, trabalho não ta fácil, mais tbm a questão de garimpo está muito preocupante na região do rio Mucajaí, e já esta na vista, quem passa sobre a ponte que liga alto alegre a vila samaúma verá a cor da água totalmente escura diferente de anos atrás, deve ter sim fiscalização mais não torturas, o RIO MUCAJAÍ PEDE SOCORRO."