Governo de RR negocia parcelamento de dívida com estatal venezuelana - Folha de Boa Vista
ENERGIA DE GURI
Governo de RR negocia parcelamento de dívida com estatal venezuelana
Duas reuniões com a estatal de energia venezuelana já ocorreram e uma próxima deve acontecer em Guri
Por Folha Web
Em 10/06/2017 às 01:04
Secretária de Relações Internacionais, Verônica Caro: “A dívida é um pouco alta, mas estamos negociando, e vamos parcelar e pagar regularmente” (Foto: Rodrigo Otávio)

A Secretária extraordinária de Relações Internacionais do Estado, Verônica Caro, reuniu-se com o presidente da Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec), estatal venezuelana do setor elétrico, para tratar de assuntos referentes à dívida da Companhia Energética de Roraima (Cerr).

Como desde o início do ano a Cerr não distribui mais energia para os municípios do interior, é preciso que um novo contrato seja feito com a Eletrobras Distribuição Roraima para o fornecimento de energia. Hoje, consumidores de dez dos 15 municípios de Roraima dependem da energia importada da Venezuela: Boa Vista, Cantá, Rorainópolis, Alto Alegre, Mucajaí, Caracaraí, Pacaraima, Bonfim, Iracema e São Luiz. São mais de 119.290 unidades consumidoras, entre residencial, comercial, industrial e setor público.

Verônica Caro disse que está intermediando o acordo da Eletrobras com a Corpoelec por já conhecer as equipes e coordenadores. “Estamos negociando a divida do Governo de Roraima com a empresa em Caracas e também a assinatura do acordo com a Eletrobras, que é quem vai levar energia para o interior a partir de agora”, explicou a secretária.

Ela não quis falar o valor da dívida da Cerr com a Corpoelec, mas disse que a negociação está bem adiantada. “É um pouco alta, mas estamos negociando e vamos parcelar e pagar regularmente. Como Caracas está em uma situação complicada, a próxima reunião deve ocorrer em Guri, para onde vamos acompanhados de técnicos da Eletrobras. Mas hoje não existe possibilidade do fornecimento de energia para [o município de] Pacaraima ser prejudicado e inclusive estudamos a possibilidade de trazer mais eletricidade da Venezuela para outros municípios do interior próximos a fronteira”, concluiu.

EM VIGOR - O contrato de fornecimento de energia firmado entre a Corpoelec (Venezuela) e a Eletronorte (Brasil) tem a duração de 20 anos. Como o fornecimento foi iniciado em 2001, esse contrato se encerra em 2021.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a demanda máxima de energia do Estado é da ordem de 200 MW médios. O fluxo de potência médio diário praticado atualmente na interligação com a Venezuela é de cerca de 130 MW médios. Para complementar o atendimento à demanda, principalmente nas cargas média e pesada, são operadas em paralelo as unidades geradoras termelétricas instaladas na região, que totalizam cerca de 200 MW. Esta geração é utilizada de maneira complementar ao fluxo da interligação e, em caso de interrupção total do fluxo na interligação, pode ser acionada para atender à totalidade da carga da região.

SISTEMA VENEZUELANO - O Linhão de Guri foi inaugurado em agosto de 2001. A linha possui 706 quilômetros de extensão, ligando Boa Vista ao complexo hidrelétrico de Guri, em Puerto Ordaz. O empreendimento de caráter binacional foi construído pela Eletrobras Eletronorte em parceria com a Electrificación Del Caroní (Edelca), atual Corpoelec.

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concurseiro disse: Em 12/06/2017 às 17:39:00

"literalmente caro mesmo manter um órgão inútil que só serve para dar mamata a parentes e puxa sacos. nesta mesma edição da folha vi que tem pacientes com câncer que apesar da lei garantir o estado não paga o tratamento e medicação. francamente. já disse e vou repetir que vamos ficar no escuro pois mesmo pagando não dá para confiar na Venezuela imagina sem pagar tesoura na certa ainda mais com aquele ditador que expulsou seu povo para o Brasil"

Lima disse: Em 10/06/2017 às 12:57:04

"Quem faz filho na mulher dos outros não é pai...se tivessem feito aqui, usando nosso potencial hídrico não estaríamos devendo, e nem dependendo da Venezuela. Quando será que nossos políticos criarão vergonha? "