Governo do Estado consegue renegociar dívida de empréstimo junto ao BNDES - Folha de Boa Vista
RENEGOCIAÇÃO
Governo do Estado consegue renegociar dívida de empréstimo junto ao BNDES
Com a renegociação, o Estado terá uma carência de quatro anos para pagar dívida, ficando obrigado a repassar apenas juros subsidiados
Por Folha Web
Em 19/06/2017 às 01:04
Secretário da Fazenda, Ronaldo Marcílio: “Nosso próximo passo é a renegociações de dívidas com a Caixa”(Foto: Diane Sampaio)

Em entrevista ao Programa Agenda da Semana, na Rádio Folha AM 1020, no domingo, 18, o titular da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Ronaldo Marcílio, anunciou a renegociação de empréstimos do Governo do Estado junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Com a medida, o Executivo terá carência de quatro anos para o pagamento da dívida e um alívio mensal de R$ 4 milhões mensais no orçamento estadual.

A renegociação ocorreu na semana passada, quando Marcílio esteve na sede do BNDES no Rio de Janeiro. “Atualmente, pagamos a essa instituição financeira todos os meses R$ 5,8 milhões, oriundos de dois empréstimos. Um da categoria Proinvest e outro para o desenvolvimento do Estado. Com essa renegociação, iremos pagar pouco mais de R$ 1 milhão em juros subsidiados e teremos uma carência de quatro anos para voltar a pagar essa dívida e uma economia de R$ 4 milhões mensais”, explicou.

O titular da Sefaz esclareceu ainda que a dívida fosse renegociada no início do ano de 2016. “Nessa época o Governo Federal estava aberto para negociação de dívidas, porém exigia uma série de contrapartidas como o aumento de alíquotas da previdência, contenção de gastos públicos e diversas outras exigências que o Governo do Estado não podia cumprir naquele momento”, detalhou.

Ele frisou que a renegociação será efetuada no mês de setembro e que não irá acarretar prejuízos futuros ao Estado, pois os juros são bem subsidiados, de cerca de 6% ao ano. “Foi importante conseguir essa prorrogação porque o fluxo de caixa do Estado não está nada bom para os próximos meses. Para o mês de julho, o repasse do FPE será de R$ 120 milhões. E já estamos com R$ 136 milhões comprometidos, sendo R$ 52 milhões de duodécimo aos demais poderes e R$ 55 milhões com folha de pagamento para as diretas e indiretas”, disse.

RECEITA – Nas receitas totais do Estado, 80% vêm das transferências governamentais, e os 20% restantes são de arrecadação própria levantada por meio de ICMS, IPVA, ITBI e outros impostos estaduais. Desse valor que vem do FPE, 25% é destinado à educação, 18% para a saúde e 1% para o Pasep. Ficando apenas 54% líquido dessa transferência.

CAIXA – Segundo Marcílio, uma grande parcela da dívida pública foi contraída na gestão anterior, quando foram feitos mais de R$ 1 bilhão em empréstimos, na sua maioria junto à Caixa Econômica Federal, um deles inclusive para a federalização da Companhia Energética de Roraima (Cerr). “Sobre esses empréstimos, pagamos cerca de R$ 18 milhões mensais, que poderiam ser investidos em outros setores. O pior de tudo é que não vemos os resultados destes investimentos”, declarou.

Em relação a maior parcela da dívida, o titular da Sefaz informou que nas próximas semanas irá negociar junto a Superintendência da Caixa Econômica Federal. “Iremos propor uma renegociação nos moldes da que efetuamos com o BNDES. Desta forma o executivo estadual terá um alívio maior nas despesas mensais”, disse.

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concurseiro disse: Em 19/06/2017 às 17:53:49

"primeiro cabe esclarecer que ITBI é imposto municipal o do estado é itcd. as finanças estão apertadas porque há uma série de órgãos desnecessários no estado de Roraima que só serve de cabide de empregos para os puxa sacos e parentes - leiam cer, codesaima, secretarias que ninguém sabe onde funciona, ou funciona numa kitnet com folha milionária DER acreditem ele existe ainda etc. cortam essas mamatas da parentadas que a coisa melhore. já disse mil vezes vou repetir o Brasil não é um país sério "

Araújo_79 disse: Em 19/06/2017 às 11:38:29

"O governo atual assim que entrou reclamou desse endividamento e afirmou que iria iniciar uma auditoria nesses empréstimos para conhecer a aplicação exata dos recursos e a eficiência disso. Até o momento acho que eu e a sociedade estamos esperando o resultado disso. "

VAGN disse: Em 19/06/2017 às 08:47:56

"Realmente Secretário, esses empréstimos bilionários só serviram para os esquemas dos canalhas e picaretas habituados a se locupletarem ilicitamente com o dinheiro público. "