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ORÇAMENTO 2019
Governo mantém peça de Suely e tenta repactuar recursos
Novo orçamento só deve ser votado no fim de fevereiro quando recomeçam trabalhos no Poder legislativo
Por CYNEIDA CORREIA
Em 07/02/2019 às 00:40
Coronel Chagas (PRTB) explicou ainda que hoje, somando todas as receitas estaduais, não seria suficiente para honrar nem sequer a folha de pagamento (Foto: Cyneida Correia/Folha BV)

O governo de Roraima revogou o Decreto nº 26.353-E, de 26 de dezembro de 2018, que autorizava o recolhimento da Lei Orçamentária Anual e informou que vai manter a peça encaminhada em setembro pela governadora Suely Campos para o exercício financeiro de 2019. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do governo do Estado para a Folha.

Apesar de manter o orçamento original feito pelo governo anterior, o atual ainda não desistiu de tentar reduzir os recursos destinados aos poderes Legislativo e Judiciário, nem de tentar diminuir os valores que hoje são pagos ao funcionalismo estadual após a aprovação dos Planos de Cargos e Salários.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Coronel Chagas (PRTB), que já ocupa o cargo desde 9 de janeiro, disse que o Estado passa por dificuldades orçamentárias e financeiras por diversos aspectos, desde a capacidade de endividamento com empréstimos contraídos além da política de valorização dos servidores que culminou na aprovação de diversos PCCRs.

“Eles mais que dobraram a folha mensal dos servidores que passou de R$ 55 milhões para R$ 120 milhões/mês, um aumento de mais de R$ 65 milhões que, somando com a questão dos empréstimos, do aumento dos serviços por conta da migração venezuelana, o aumento da máquina de governo, o aumento do duodécimo dos Poderes, tivemos esgotada a capacidade do Estado de honrar seus compromissos. Foi nesse quadro que Denarium assumiu o governo.”

Chagas explicou ainda que hoje, somando todas as receitas estaduais, não seria suficiente para honrar nem sequer a folha de pagamento.

“O Estado repassa duodécimo, valores condicionais da Saúde e Educação e fica com algo em torno de R$ 60 milhões em caixa, mas só que a folha chega a R$ 120 milhões. Então, falta muito todos os meses para fechar o furo”, destacou.

A ideia, segundo ele, é propor um grande pacto pelo Estado entre os Poderes.

“Então, o que nós estamos propondo para o governador é que se faça um pacto por Roraima, um pacto de todas as forças políticas, de todos os Poderes, de todos aqueles que têm direito a uma fatia do orçamento, para que a gente encontre números que o Estado possa efetivamente honrar. Isso só se consegue com amplo entendimento político que tem que acontecer entre todos esses Poderes. Ou é isso ou vai continuar, na minha opinião, esse quadro, sem uma luz no fim do túnel. Se não mudarem as regras, nós vamos continuar sempre alcançando os mesmo resultados, ou seja, a conta em vermelho no fim do mês”, avaliou o líder do governo.

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EVERTON disse: Em 07/02/2019 às 15:46:04

"PACTO PELO GOVERNO: a) Retirar da folha de pagamento da ALE os 2 mil puxa-sacos inúteis - cortar 90% das viagens dos 3 poderes; b) Revisar todas as contratações da ALE e Executivo (eliminar todas as empresas criadas para desviar verbas); c) Cargos comissionados dos 3 poderes (cortar 50%) - na ALE conforme item a - 90%; Só isso - 6 meses bota a casa em dia. "

DILUM disse: Em 07/02/2019 às 09:47:44

"Engano seu Senhor Deputado, não foi a valorização dos servidores com a aprovação dos PCCRs, que ainda nem começaram a pagar que endividou o Estado, e sim os altos salários dos políticos, gestores de primeiro escalão e milhares de cargos comissionados."

mostradanos disse: Em 07/02/2019 às 09:38:07

"Então é isso. Vamos ver nossos planos de cargos e salários irem p esgoto mesmo depois de terem sido aprovados na assembleia legislativa? O Estado nunca tem dinheiro para suprir a folha de pagamento mas todo governo que entra coloca um monte de gente incapacitada para receber gratificações que vão muito alem dos salários recebidos pelos concursados. Os governos dos últimos 20 anos assim como esse que assumiu faz exatamente isso. Dane-se os concursados efetivos e vamos passar a mão na cabeça daqueles que podemos controlar, os comissionados. Os comissionados são nossos peões, pau para toda obra, por isso merecem receber quantias enormes enquanto os efetivos, os quais conquistaram essa posição através de concurso publico de provas e títulos como manda a LEI, não merecem bons salários nem aumento. Vamos atrasar os pagamentos deles e reduzir os valores ja votados e acordados! disse esse governo e outros anteriores! Que pais de merda é esse em que vivemos que tiram cada vez mais dos nossos bolsos e dos nossos sonhos e ainda assim ficamos de bracos cruzados rindo da situação que estamos passando? "

Christhian Rodolfo Torres Dominguez disse: Em 07/02/2019 às 08:52:31

"Valorização dos servidores nÃo gera endividamento ..................mais sim o ROUBO DOS GOVERNANTES."

ARIMATÉIA disse: Em 07/02/2019 às 05:34:00

"Faltou falar dos mais de 60 mi de arrecadação mensal. Afinal, para outros investimentos temos as emendas parlamentares, que para 2019 chega ao valor de quase 1 bilhão."

mostradanos disse: Em 07/02/2019 às 09:38:46

"Então é isso. Vamos ver nossos planos de cargos e salários irem p esgoto mesmo depois de terem sido aprovados na assembleia legislativa? O Estado nunca tem dinheiro para suprir a folha de pagamento mas todo governo que entra coloca um monte de gente incapacitada para receber gratificações que vão muito alem dos salários recebidos pelos concursados. Os governos dos últimos 20 anos assim como esse que assumiu faz exatamente isso. Dane-se os concursados efetivos e vamos passar a mão na cabeça daqueles que podemos controlar, os comissionados. Os comissionados são nossos peões, pau para toda obra, por isso merecem receber quantias enormes enquanto os efetivos, os quais conquistaram essa posição através de concurso publico de provas e títulos como manda a LEI, não merecem bons salários nem aumento. Vamos atrasar os pagamentos deles e reduzir os valores ja votados e acordados! disse esse governo e outros anteriores! Que pais de merda é esse em que vivemos que tiram cada vez mais dos nossos bolsos e dos nossos sonhos e ainda assim ficamos de bracos cruzados rindo da situação que estamos passando? "