Hiran critica Funai e propõe reunião da bancada com Michel Temer - Folha de Boa Vista
LINHÃO DE TUCURUÍ
Hiran critica Funai e propõe reunião da bancada com Michel Temer
Deputado federal afirma que Fundação Nacional do Índio parece não fazer parte do Brasil, prejudicando o andamento das obras
Por Ribamar Rocha
Em 29/08/2016 às 00:40
Deputado Hiran Gonçalves, em entrevista ao Agenda Parlamentar (Foto: Diane Sampaio)

O deputado federal Hiran Gonçalves (PP) criticou a posição da Fundação Nacional do Índio (Funai) e classificou como intransigentes os critérios adotados pela fundação para impedir o início das obras do Linhão de Tucuruí entre Manaus (AM) e Boa Vista.

“A Funai parece não fazer parte do Governo do Brasil, parece uma entidade supranacional e termina por prejudicar o empreendimento, que é fundamental para desenvolver Roraima e interligar nosso parque energético com o sistema elétrico nacional”, disse durante entrevista ao programa Agenda Parlamentar deste sábado, 27, pela Rádio Folha AM 1020.

Para tentar resolver o impasse, principalmente depois que soube da possibilidade de desistência da Alupar, que, ao lado da Eletronorte, compõe o Consórcio Transnorte, que venceu a licitação realizada há seis anos para construir o Linhão de Tucuruí, Hiran convidou diretores da empresa para uma reunião com a governadora Suely Campos (PP), encontro ocorrido na quinta-feira, no Palácio Senador Hélio Campos, sede do Governo.

“A Alupar, que é a maior companhia privada de geração de energia do Brasil, não queria continuar no consórcio e procuramos o presidente do Conselho de Administração da empresa, o Enio Nucci, e ele garantiu que o grupo vai continuar, embora tenha citado algumas condicionantes, já que a licitação foi há seis anos e que não começaram a obra devido a dificuldades apresentadas pela Funai”, disse.

Entre as condicionantes apresentadas pela empresa, ele citou o alinhamento de preços. “A licitação foi há seis anos e a empresa já comprou parte do material para a montagem das torres, e agora precisa realinhar os preços para poder começar os trabalhos”, disse. “Também já concordaram com todas as condicionantes impostas pelas comunidades indígenas, através da Funai, inclusive que os trabalhadores não permaneçam na terra indígena no período da noite. Isso é uma logística tremenda, tendo em vista o avançar das obras dentro da reserva, que é imensa”, ressaltou.

Ele citou também que a empresa levou membros das comunidades indígenas para outras áreas, onde foram feitas linhas de transmissão na floresta, para mostrar que o impacto ambiental é muito baixo. “A empresa teve todo cuidado de elaborar um projeto de preservação e sustentabilidade embasado em padrões internacionais, e o que não conseguimos entender é a intransigência da Funai para aprovar esse projeto”, frisou.

Para Hiran, essa decisão de dar continuidade aos trabalhos do linhão já transcende o Ministério de Minas e Energia e deve haver a união da bancada para resolver essa questão junto ao presidente em exercício, Michel Temer (PMDB).

“Diante dessa situação, definimos, junto com a governadora Suely Campos, que vamos fazer uma reunião com o presidente Michel Temer (PMDB), logo após a decisão do impeachment, com toda bancada de Roraima e a empresa para apresentarmos isso ao presidente e mostrar a dificuldade que a Funai está impondo e vamos cobrar do presidente uma decisão definitiva sobre o problema”, frisou. (R.R)

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Paulinho disse: Em 12/09/2016 às 08:36:48

" Esses índios estão é escaldados. da última vez que teve obra lá quase que aquele povo foi extinto. Estão utilizando o mesmo argumento que utilizaram para invadir o Iraque. RORAIMA NÃO DESENVOLVE NÃO É POR CAUSA DOS ÍNDIOS, E SIM POR UMA CORJA POLÍTICA ASSUMIDA EM ESCÂNDALOS QUE ESTÁ NO PODER A MAIS DE TRINTA ANOS. Quando a energia estiver em nossas portas, quero ver qual vai ser a próxima desculpa! "

Jose Ari da Silva disse: Em 29/08/2016 às 12:42:10

"mais na hora de ter luz em sua casa pode,se a funai é a tal do BRASIL, então que ela pague pela heregia consumida pelos índios te garanto que eles não pagam mais querem ter,se o supremo tribunal da justícia em brasília diz que as torres de energia e estradas federais etc estão fora da área indígena porque não faz pelo lado da rodovia 174? "

Adailton Silva Oliveira disse: Em 29/08/2016 às 08:15:02

"O Deputado não foi a justiça que proibiu?"

Manuel disse: Em 29/08/2016 às 07:50:57

"FUNAI e um monte de ONGs são uma pedra no sapato de qualquer crescimento tecnológico. O mundo hoje tem 7 bilhões de bocas humanas... cada uma comendo 200 gramas de arroz em um almoço dá 1.400.000.000,00 um bilhão e quatrocentos milhões de quilos. Só do arroz no almoço. Sem produzir fica complicado."