PROJETO SOCIAL
Mais de mil crianças são atendidas pelo Projeto Social Trinity de Artes Marciais
A ação com a parceria da Faculdade Cathedral já conta com 12 núcleos ensinando as modalidades de jiu-jitsu, muay thai, boxe, MMA, capoeira, dança e treinamento funcional
Por Ribamar Rocha
Em 07/03/2018 às 00:13
Projeto garante esporte e cidadania para muitas crianças e jovens (Foto: Divulgação)

O Projeto Social Trinity vem desenvolvendo habilidades de artes marciais em mais de mil crianças e jovens de Boa Vista e de alguns municípios do interior do Estado. A ação, com a parceria da Faculdade Cathedral, já conta com 12 núcleos ensinando as modalidades de jiu-jitsu, muay thai, boxe, MMA, capoeira, dança e treinamento funcional. 

O professor Daniel Trindade, responsável pela realização do projeto, informou que o projeto já existe há mais de 10 anos, mas que só agora, com o apoio da Faculdade Cathedral, houve a expansão. “Nós profissionalizamos, organizamos e ampliamos o desenvolvimento do projeto e da prática esportiva e cultural”, disse.

O projeto tem a participação de pessoas de todas as faixas etárias, mas a prioridade é para crianças e adolescentes e o objetivo é tirar crianças e jovens da ociosidade, principalmente das regiões periféricas, desenvolvendo neles os princípios de direitos humanos e os estimulando à prática esportiva saudável, buscando a profissionalização esportiva.

“Hoje temos vários atletas que despontam em competições estaduais, regionais e até nacional”, afirmou.

“Agradecemos ao doutor Haroldo Cathedral pelo apoio ao projeto com a doação de material da estrutura física, enquanto a Trinity e a Federação de Jiu-jitsu do Estado e Roraima (FJJERR) entra com a parte operacional e organizacional”, disse Daniel.

Em contato com a reportagem, Haroldo Cathedral disse que aposta na parceria como forma do esporte chegar aos menos favorecidos da sociedade.

“O esporte como ferramenta de inclusão social e acreditamos e temos a preocupação de apoiar e fortalecer esse projeto por entender que é propulsor de uma boa educação e à medida que patrocinamos o esporte abrimos a inclusão para aquela camada mais pobre da sociedade, que muitas vezes não tem como praticar um esporte e essa parceria da Cathedral e minha, como pessoal física, com o jiu-jitsu é mais que uma ação social, é também educacional e assim colaborar por uma educação melhor aos menos favorecidos”, disse.

Os núcleos funcionam diariamente em horários que variam das 15h às 21h, com média de 80 alunos por núcleo. Mas com vagas disponíveis de até 100 alunos. Para fazer parte o aluno tem que comprovar ser de família carente e estar matriculado na rede escolar, além de comprometimento em ajudar com a evolução do projeto.

Qualquer pessoa pode participar, mas para ser isento de taxas tem que comprovar a situação de pobreza. Para se inscrever é só ir até um núcleo, no horário de funcionamento, e fazer a matrícula, observando as condições exigidas.

“Esse projeto são para aquelas pessoas que não têm condições de pagar uma mensalidade, o foco são as pessoas de baixa renda a partir dos quatro anos de idade até os idosos”, informou. “Podem participar todas as pessoas com vontade de praticar o esporte que se adéquem aos princípios doutrinários do jiu-jitsu: respeito, lealdade, obediência às leis e a busca de melhor como ser humano, que são os princípios do Bushido – antigo código dos samurais”, frisou.

As inscrições podem ser feitas também na Academia Trinity do bairro Centenário, ou nas filiais.

Daniel ressalta que a parceria com a Faculdade Cathedral vai beneficiar também a Federação de Jiu-Jitsu do Estado de Roraima (FJJERR), pois os tatames do projeto serão disponibilizados para serem utilizados em comodato para a entidade nas competições e apresentações esportivas.

Atualmente os núcleos estão funcionando nos bairros Araceli (professor Pastor Fábio); Asa Branca (Pastor Max); Raiar do Sol (Raimundo Santiago); Pérola (Leandro Silva); Operário (Sandro Serra); Cidade Satélite (Cladson Silvado); Pedra Pintada (Tamanduá); Centenário (Everton Cromado); Centro (Mikail Reis); Município do Cantá (Rick e Henrique); comunidade indígena Sumaúma (Jesus) e Tamanduá (Marcos Aurélio).

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