SAÚDE
Nódulo de tireoide é comum em pacientes com mais de 40 anos 
Médico Cesar Penna alerta para os exames
Por Raisa Carvalho
Em 11/09/2018 às 00:13
Na ultrassonografia, o médico verifica se o nódulo é sólido ou preenchido com fluido (Foto: Divulgação)

Apesar de não existirem números específicos, os nódulos na tireoide são comuns com o passar dos anos. Quem já passou dos 40 anos tem mais chance de encontrar um nódulo do que alguém com 20 – o que não significa que um jovem não possa ter um nódulo maligno.

De acordo com o endocrinologista César Penna, o nódulo na glândula tireoide é nada mais que uma massa de tecido que cresceu por conta dos próprios hormônios.

Segundo ele, o médico consegue perceber já pelas características, tamanho ou posição, se há riscos ou não, porém os exames são sempre necessários. Até porque, geralmente não há sintomas nos casos de nódulos e apenas 1% de todos eles é palpável. 

“Quem encontra um nódulo, mesmo que menor que um centímetro, geralmente recebe do médico a orientação de refazer exames semestralmente para acompanhar a evolução e saber se está tudo bem. Cerca de 5 a 10% dos nódulos de tireoide são câncer, mas a maioria deles é benigno” relata.

O que fazer?

Conforme a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a maioria dos nódulos da tireoide é encontrada no exame físico de rotina. O próximo passo médico é realizar testes de laboratório para verificar o tipo de nódulo, que pode ser hiperfuncionante (produtor de muito hormônio, chamado de nódulo quente) ou hipofuncionate (não produtor de hormônio, o nódulo frio). O médico pode pedir ainda biópsia, ultrassonografia ou cintilografia de tireoide.

“Na ultrassonografia, o médico verifica se o nódulo é sólido ou preenchido com fluido (cisto). Esse exame, apesar de não mostrar se o problema é benigno ou maligno, é útil para guiar o médico sobre onde exatamente fazer a biópsia aspirativa” explica.

Tratamento mais fácil

Uma nova técnica bastante conhecida na Ásia, Europa e Estados Unidos pode ajudar pacientes que encontraram algum tipo de nódulo benigno, mas que precisa de tratamento. Foi aprovado há menos de seis meses pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso do método minimamente invasivo chamado de ablação por radiofrequência. É usado nos casos de nódulos benignos hiperfuncionantes – os que produzem hormônios desnecessariamente.

“Trata-se de um eletrodo ultrafino introduzido no nódulo e guiado por ultrassom. Quando está no local certo, esse eletrodo libera uma onda de radiofrequência, matando as células tumorais, evitando também que elas se multipliquem” finalizou o médico.

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