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LITERATURA 
Obras de RR farão parte do conteúdo do Vestibular da UFRR
Os livros são ‘  O homem de Barlovento’ do escritor  Bruno Cláudio Garmatz e ‘ Urihi: nossa terra, nossa floresta’ de Devair Fiorotti. 
Por Raisa Carvalho
Em 03/05/2019 às 10:30
Bruno Garmatz chegou à Boa Vista em 1983 (Foto: Cultura de Roraima Blog)

Duas obras literárias de autores de Roraima farão parte do conteúdo do Vestibular 2020 da Universidade Federal de Roraima. A informação foi divulgada pela  Comissão Permanente de Vestibular nessa quinta-feira (02). Os livros são ‘  O homem de Barlovento’ do escritor  Bruno Cláudio Garmatz e ‘ Urihi: nossa terra, nossa floresta’ de Devair Fiorotti. 
Além das obras locais, o vestibular irá abordar ‘Vidas Secas de Graciliano Ramos’, e  Macunaíma: o herói sem nenhum caráter  de Mário de Andrade.

O homem de Barlovento

É uma história de amor ambientada em Goiás, Roraima e Venezuela. Conta a trajetória de Maurício, um advogado de Goiás que passa num concurso pra o Ministério Público Federal e vem trabalhar em Roraima. Durante uma viagem de férias pela Venezuela, junto de um casal de amigos de sua cidade natal, acontece um fato muito estranho e em torno desse fato gira toda a história do romance. O romance mistura amor, mistério, espiritualidade e descreve regiões da Venezuela que muitos não conhecem.

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A obra traz uma proposta conceitual une poemas e a ilustração do artista plástico Jaider Esbell (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

Bruno Gamartz

Nascido em Ibirubá no Rio Grande do Sul, Bruno Garmatz chegou à Boa Vista em 1983. Ele é autor dos livros 'Monte Roraima: a Morada de Makunaima', sobre turismo, e 'Conversando com Guillermo', 'Escolhas erradas', 'O homem de Barlovento' e o recém lançado 'Remanescente das sombras'

‘ Urihi: nossa terra, nossa floresta’ 

A obra traz uma proposta conceitual une poemas e a ilustração do artista plástico Jaider Esbell. Nos poemas, a história real de um yanomami que foi roubado de sua tribo para morar com um garimpeiro.

A ideia é que os assuntos se lancem entre as páginas em uma espécie de espiral, até que cheguem ao jovem retratado no título da obra. A inspiração para cada página veio de sua percepção da sociedade e de observações que ele fez durante pesquisas e entrevistascom garimpeiros, indígenas macuxi e outras vivências.

Os poemas retratam política, infância, garimpo, morte, costume e ritos dos indígenas.“Esse livro vem sendo escrito há quase dez anos e conta a história desse yanomami que foi roubado. Eu tenho um material de pesquisa, onde entrevistei alguns garimpeiros e um deles me contou essa história que não saiu da minha cabeça.É uma história muito forte” relatou Devair Fiorotti.

Devair Fiorotti

Autor dos livros Livro dos amores (Patuá, 2014) 30 poemas e solidão (Patuá, 2012), Devair Fiorotti é agricultor, professor, artista plástico e músico, porque a música é maior do que ele e o consome. Capixaba de Itarana em Pacaraima, Roraima. Casado e pai de três filhos: Victor, Gabriel e Deborah; filho de Delair e Cleuza e principalmente neto de João e Maria; Francisco e Albertina.

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